A READEQUAÇÃO DA FALA EXPERIMENTADA PELO JAP1 1ª EDIÇÃO: O REPERTÓRIO LINGUÍSTICO COMO SINÔNIMO DE IDENTIDADE E REPRESENTAÇÃO LOCAL
Repertório linguístico; Readequação linguística; Apagamentos Linguísticos; Identidade; Representação
Com a intenção de refletir acerca da readequação da fala experimentada pelo Jornal do Amapá 1.ª Edição, esta proposta toma como objeto de análise o repertório linguístico de seis âncoras, os quais compuseram a bancada do informativo entre os anos de 2000 e 2024, como sinônimo representativo da identidade linguística local. Busca-se estabelecer um paralelo entre o repertório linguístico espontâneo local e o repertório jornalístico utilizado por esses profissionais durante a transmissão, com ênfase nas recentes mudanças vivenciadas pelo formato televisivo em decorrência da internet e os impactos ocasionados na linguagem falada e direcionada ao público, que aos poucos se distancia do padrão linguístico nacionalmente difundido e que tem como modelo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Intenta-se, portanto, discutir a respeito dos apagamentos ainda sofridos por identidades linguísticas locais e regionais em detrimento de um pretenso e hipotético padrão de fala, que fomenta a hierarquização de culturas, a segregação de grupos e o preconceito linguístico, na busca por uma fala-modelo e por um falante ideal. Destacam-se Castells (2017), Lévy (1998;1999), Jenkins (2009), Pena (2007), Lage (1981;1987;2006) e Paternostro (1999) no que se refere aos estudos em comunicação; Boudreau (2009), Charaudeau (2009), Rajagopalan (1998), Gnerre (1991), Guerreiro (2022) e Bisinoto (2023), no que tange os estudos linguísticos; e Bauman (2005), Cuche (1999), Hall (2000;2016) e Silva (2014) no que diz respeito aos estudos sociais.