Dissertações/Teses

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2026
Dissertações
1
  • HOZANA DE ARAÚJO ALVES
  • VOZES POÉTICAS FEMININAS:  CONCEIÇÃO EVARISTO E AS MULHERES DO MARABAIXO DE MACAPÁ/AP

     

     

  • Orientador : MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADELIA APARECIDA DA SILVA CARVALHO
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 28/01/2026

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  • A presente dissertação de mestrado surgiu a partir do estudo realizado no Curso de Especialização em Linguística Aplicada e Ensino de Línguas concluído na Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), a monografia intitulada “O tempo em perspectiva comparada nos contos ‘Olhos d’água’ e ‘Maria’ de Conceição Evaristo” (2022). Ao término do mencionado estudo, percebemos que as obras de Conceição Evaristo, em maior parte, são estudadas pelo viés da narrativa. Ao seguir o levantamento literário, crítico e teórico para o mestrado, notamos que são poucos os estudos no que tange à poesia da escritora. Além disso, identificamos ao ler a obra Poemas da recordação e outros movimentos (2021) pontos de semelhança temática com os ladrões do Marabaixo — que representa a cultura viva da negritude amapaense e que permanece de geração em geração, transmitida por meio da oralidade. A partir dessa constatação buscamos através dessa pesquisa analisar os poemas da escritora em comparação com os ladrões do Marabaixo. Sendo assim, buscou-se localizar os elementos ligados a memória pessoal/coletiva e memória ancestral, como forma de compreender a cultura, a crença a partir da contextualização histórica e social nos ladrões escolhidos. A análise busca evidenciar as vozes femininas presentes nas composições, destacando temas como ancestralidade, identidade, racismo, violência e afeto, estabelecendo aproximações e singularidades entre as produções afro-brasileiras e afro-amapaenses, evidenciando pontos de convergência e especificidades culturais, com ênfase nos temas da resistência e da construção identitária das mulheres negras. Dentre os autores escolhidos para a discussão teórica de base, destacamos sobre a literatura de autoria negra os apontamentos de Duarte (2009), Braga (1995) e Alves (2021), sobre o Marabaixo de Sampaio (2022). Além disso, a dissertação também se fundamenta na Teoria da Recepção de Hans Robert Jauss (1994), a fim de compreender como a escrevivência de Conceição Evaristo pode ser percebida no Marabaixo do Amapá/AP. Utiliza-se ainda a obra A correspondência das artes (1983), de Étienne Souriau, para analisar os ladrões do Marabaixo enquanto expressões artísticas produzidas por mulheres negras.


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  • This master's thesis arose from a study conducted in the Specialization Program in Applied Linguistics and Language Teaching at the Federal University of Amapá (UNIFAP), the monograph entitled "Time in Comparative Perspective in the Short Stories 'Olhos d'água' and 'Maria' by Conceição Evaristo" (2022). Upon completion of this study, we realized that Conceição Evaristo's works are largely studied from a narrative perspective. Upon completing the literary, critical, and theoretical survey for the master's degree, we noted that there are few studies regarding the writer's poetics. Furthermore, while reading the work "Poems of Recordation and Other Movements" (2021), we identified points of thematic similarity with "The Thieves of Marabaixo"—a work that represents the living culture of Black people in Amapá, a culture that remains from generation to generation, transmitted orally. Based on this observation, we seek to analyze the writer's poetics in comparison with the Marabaixo thieves. Thus, we seek to identify elements linked to personal/collective memory and ancestral memory as a way to understand culture and belief from a historical and social context. The first chapter presents the theoretical foundation that supports the analysis, addressing the concepts of memory, identity, orality, Afro-Brazilian culture, and Black literature, with an emphasis on Marabaixo as an oral, collective, and symbolic expression of resistance. The second chapter provides a historical and literary contextualization of the selected authors and works, highlighting the trajectory of Conceição Evaristo and the authors of the Marabaixo thieves—Maria José da Silva Libório, Esmeraldina Santos, and Natalina Costa—as representatives of Black female authorship in Amapá. Finally, the third chapter carries out a comparative analysis between four poems by Conceição Evaristo: “Eu-mulher”, “Blessed is the blood of our womb”, “Despite the events of banzo” and “De mãe” - and four thieves from Marabaixo: “A curica”, “Natalina”, “Favela” and “Dona Flor”. The analysis seeks to highlight the feminine voices present in the compositions, highlighting themes such as ancestry, resistance, identity, racism, violence, and affection. It establishes similarities and singularities between Afro-Brazilian and Afro-Amapá poetic productions, highlighting points of convergence and cultural specificities, with an emphasis on the themes of racism, ancestry, resistance, and the identity construction of Black women. Among the authors chosen for the basic theoretical discussion, we highlight the works of Duarte (2009), Braga (1995), and Alves (2021), on the Marabaixo de Sampaio (2022). Furthermore, the dissertation also draws on Hans Robert Jauss's Reception Theory (1994) to understand how Conceição Evaristo's writing impacts readers. Étienne Souriau (1983) book, “The Correspondence of the Arts”, is also used to analyze the Marabaixo Thieves as interdisciplinary artistic expressions produced by Black women. These approaches broaden the dialogue between literature and cultural expressions.

2
  • BRUNA DA SILVA ALVES
  • DO SILENCIAMENTO À AGÊNCIA: CORPO E AMBIENTAÇÃO EM “SAFIRA” (2020) E “TERRA DE NINGUÉM” (2020), DE BRUNO SÉRVULO

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SHEILA PRAXEDES PEREIRA CAMPOS
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 29/01/2026

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  • Esta dissertação examina o corpo e o espaço na medida em que se constituem como mecanismos de subversão do silenciamento e de recuperação da agência nas narrativas “Safira” (2020) e “Terra de Ninguém” (2020), de Bruno Sérvulo, inserindo-se nos debates sobre literatura contemporânea brasileira, feminismo e decolonialidade. A pesquisa se apoia nos pressupostos teóricos de Osman Lins (1976) acerca da ambientação como elemento constitutivo de sentidos narrativos, bem como em aportes de Simone de Beauvoir (1967; 1970), Silvia Federici (2012; 2019), Michelle Perrot (2005; 2017) e Judith Butler (2003; 2019), que refletem sobre o corpo feminino, o silenciamento histórico e as possibilidades de resistência. A análise evidencia que os contos de Sérvulo apresentam ambientes opressivos – doméstico, laboral e social – que, ao mesmo tempo em que aprisionam, oferecem fissuras para a transgressão e a afirmação da subjetividade. Do mesmo modo, os corpos das protagonistas, atravessados por marcas de exploração e normatização, transformam-se em loci de insurgência e reapropriação, desestabilizando papéis e discursos hegemônicos. Assim, demonstra-se que a forma breve do conto potencializa a inscrição de narrativas subterrâneas de resistência, permitindo que vozes historicamente silenciadas se inscrevam no texto literário e reivindiquem novos modos de existência. A pesquisa contribui, portanto, para a compreensão da literatura de Bruno Sérvulo como espaço de questionamento das estruturas de poder e de valorização das experiências femininas marginalizadas.


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  • SPACE AS A RUPTURE OF FEMALE SILENCE IN “SAFIRA” (2020) AND “TERRA DE NOMAN” (2020), BY BRUNO SÉRVULO

3
  • DANDARA CRYSLENE FERREIRA GOMES
  • IDENTIDADES E RESISTÊNCIA NA POÉTICA DE NEGRA ÁUREA: ESCRITA CONTEMPORÂNEA NA AMAZÔNIA AMAPAENSE

  • Orientador : MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • PAULO JORGE MARTINS NUNES
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • Data: 30/01/2026

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  • A presente dissertação analisa a manifestação de múltiplas identidades na poética da artista amapaense Negra Áurea, bem como busca entender a escrita de resistência e marcas de negritudes no corpus selecionado para análise. A pesquisa se justifica primeiro pela ampliação da recepção literário-poética da escritora, e também dos estudos com ênfase em Negritude(s) na Amazônia, mais especificamente no contexto da produção feminina e do Amapá. Para a composição deste estudo, propomos uma análise interpretativa e argumentativa de alguns poemas que foram selecionados na coletânea PoesiAurea: estratégia pedagógica para a educação das relações étnico-raciais, publicada em 2023. Para realizar a análise dos textos seguimos duas abordagens, sendo a primeira a que se desenvolve em perspectiva bibliográfica e a segunda, documental. Nesse sentido, são discutidas as teorias que propiciaram o estudo crítico em relação à presença do viés identitário na literatura amazônica, feminina e negra, assim como das marcas de resistência na poética contemporânea. Assim, tem-se a contribuição de autores como Hall (2022; 2023) e Bernd (1984; 2011) para os estudos sobre literatura, cultura e identidades; Culler (1999) e Bosi (2000; 2002) no que se refere à poética e resistência; no que tange à literatura feminina e resistência, conta-se com os pressupostos teóricos de Evaristo (2007; 2011), Ribeiro (2023) e Vergès (2020); Loureiro (1995) para compreensão e contextualização sobre a cultura Amazônica; para falar sobre negritudes tem-se Fanon (2020) e Munanga (2020); e a história da literatura amapaense em uma análise cultural a partir de Marino (2022).


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  • The present work seeks to analyze the manifestation of multiple identities in the poetics of the Amapá artist Negra Áurea, as well as to understand her writing of resistance and marks of blackness in the corpus selected for analysis; is justified by the possibility of expanding the writer's literary-poetic reception. The selected poems are contained in the collection PoesiAurea: pedagogical strategy for the education of ethnic-racial relations, published in 2023, and the object of investigation of this study based on an interpretative and argumentative analysis. To this end, a bibliographic and documentary approach is developed on the theories that provided critical study in relation to the presence of identity bias in Amazonia, female and black literature, as well as the marks of resistance in contemporary poetics. In this research, there is the contribution of authors such as Hall (2022; 2023) and Bernd (1984; 2011) to studies on literature, cultures and identities; Culler (1999) and Bosi (2000; 2002), with regard to poetics and resistance; regarding female literature and resistance, we rely on the theoretical assumptions of Evaristo (2007; 2011) and Ribeiro (2023); Loureiro (1995) to understand and contextualize Amazonia culture; to talk about blackness we have Fanon (2020) e Munanga (2020); and the history of Amapá literature in a cultural analysis based on Marino (2022), among others.

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  • ANDRÉIA SIMONI RIBEIRO DE SOUZA
  •  O ESPAÇO DA GUIANA FRANCESA NA PÓS-COLONIALIDADE EM “GRAN BALAN” DE CHRISTIANE TAUBIRA

  • Orientador : MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOEL CARDOSO
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MONIQUE PFAU
  • Data: 24/02/2026

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  • Esta dissertação de mestrado tem como objetivo principal analisar a representação de um lugar — a Guiana Francesa — na obra literária Gran Balan (2020), da escritora e ativista política franco-guianense Christiane Taubira. A escolha dessa abordagem justifica-se pela proposta de investigar esse território a partir de sua relação de proximidade geográfica e cultural com o Brasil, especificamente no contexto fronteiriço do estado do Amapá. A pesquisa propõe-se a compreender o lugar em sua complexidade cultural e étnica, examinando as múltiplas identidades que constituem o romance. A leitura da obra permite identificar a representação de aspectos sociais específicos em sua narrativa ficcional. Considera-se, nesse aspecto, que a autora, cuja trajetória é historicamente vinculada às pautas da sociedade franco-guianense, vale-se de elementos sociais para compor sua narrativa, representando, por meio da literatura, as explorações, injustiças e os discursos colonialistas que persistem nesse contexto. Estruturalmente, a dissertação está organizada em quatro partes: o primeiro capítulo, de natureza conceitual, dedica-se à categoria de lugar; o segundo contextualiza a Guiana Francesa e suas identidades; o terceiro aborda os estudos pós-coloniais e decoloniais; e o quarto capítulo destina-se à análise da obra em si. Para a análise, a pesquisa fundamenta-se no conceito de lugar, conforme formulado por Doreen Massey (2004). Essa base é articulada às teorias pós-colonialistas e decoloniais de pensadores como Aníbal Quijano (2005) e Walter Mignolo (2003), cujos trabalhos iluminam as dinâmicas de poder que perduram em países latino-americanos marcados pela herança colonial. No que tange à abordagem estritamente literária, o estudo recorre a Antonio Candido (2006) e Gérard Genette (1971).


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  • This master's dissertation has as its main objective an analysis of a place, French Guiana, through the perspective of the literary work Gran Balan (2020), by the French-Guyanese writer and political activist Christiane Taubira. The choice of this approach aims to investigate the Place considering the proximity relationship between French Guiana and Brazil from the border context of the state of Amapá/AP. The research proposes an investigation that seeks to understand the place in its cultural and ethnic complexity, considering the identities that make up the novel. From reading Gran Balan (2020), it is possible to perceive that certain social aspects are represented in the fictional narrative. It should be considered in this aspect that the author, who has a career already linked to the agendas of Franco-Guyanese society, uses social elements to compose the narrative and thus represent through the literary work the exploitation, injustices and colonialist discourses that persist even today in this society. The dissertation presents four parts: the first conceptual chapter on place; the second on French Guiana and its identities; the third on postcolonial and literary studies; and the fourth chapter on the analysis of the work. For the analysis, the research was based on the studies on the concept of place by Doreen Massey (2004), which in turn guided the discussion in light of postcolonialist and decolonial theories, namely: Anibal Quijano (2005), Walter Mignolo (2003), who deal with the Latin American countries that suffered/suffer under the shadow of European colonialism; and Candido (2006) and Genette (1971) for the literary approach.

5
  • JAMILLE LUIZA DE SOUZA NASCIMENTO
  • PAISAGEM E POLÍTICA NA FORMAÇÃO DOS ECÓTONOS LINGUÍSTICOS DA FRONTEIRA FRANCO-BRASILEIRA: UM ESTUDO ECOLINGUÍSTICO DO MULTILINGUISMO NAS COMUNIDADES DE VILA VITÓRIA E SAINT- GEORGES.

  • Orientador : KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • LUANA FERREIRA RODRIGUES
  • Data: 31/03/2026

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  • O presente trabalho estuda questões relacionadas às práticas multilíngues presentes no panorama da fronteira franco-brasileira e às políticas de organização do espaço linguístico nas comunidades de Vila Vitória (BR), na região central do município de Oiapoque (BR) e de Saint-Georges (FR), a fim de compreender a ecologia e a formação das fronteiras como ecótonos linguísticos. Este estudo baseia-se nas proposições teóricas e metodológicas da Ecolinguística, defendidas por Haugen (1972), Couto (2002-2018), Albuquerque (2020), associadas às noções de Política Linguística presentes em Calvet (1996-2002), Savedra e Lagares (2012), Spolsky (2016), bem como na noção de ambiente como espaço físico que reflete as dinâmicas linguísticas, observáveis nas abordagens sobre o panorama linguístico de Shohamy e Gorter (2009), Day (2024), entre outros. A pesquisa é de natureza fundamental e utiliza aspectos da pesquisa aplicada com uma abordagem mista. A coleta de dados é multifacetada e envolve pesquisa ilustrada, observação etnográfica e mapeamento com georreferenciamento dos escritos públicos utilizados na pesquisa, com o objetivo de examinar a formação de um ecótono linguístico fronteiriço. A análise proposta foi realizada com base no corpus constituído a partir da paisagem linguística observada e da georreferência segmentada em microzonas que são as comunidades de fala. Os resultados encontrados, de forma sintética, demonstram que a fronteira franco-brasileira se insere nesse recorte, de forma ecológica como um ecossistema poroso, que forma uma área de transição a partir da junção dos meios ambientes naturais e linguísticos; é uma área predominantemente econômica, que se caracteriza socialmente como espaço de vivências e trocas, tendo como hotspots principal a zona central de Oiapoque; no aspecto linguístico,  a língua francesa possui o nicho ecológico a partir da predominância econômica da moeda francesa, o português possui o nicho ecológico de valor representativo das Políticas in vivo no Ecossistema Fundamental Francês e as línguas indígenas disputam com outras línguas periféricas e sofrem processos de apagamento. Assim, é possível afirmar que a paisagem linguística como um indicador da linguodiversidade e dos processos de apagamento de línguas periféricas, possibilitou analisar o ecossistema transfronteiriço e recortar a área fundamental para manutenção da biodiversidade linguística, o ecótono.


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  •  This work studies issues related to multilingual practices present in the Franco-Brazilian border region and to the policies of organizing linguistic space in the communities of Vila Vitória (BR), in the central region of the municipality of Oiapoque (BR), and Saint-Georges (FR), in order to understand the ecology and formation of borders as linguistic ecotones. This study is based on the theoretical and methodological propositions of Ecolinguistics, defended by Haugen (1972), Couto (2002-2018), Albuquerque (2020), associated with the notions of Language Policy present in Calvet (1996-2002), Savedra and Lagares (2012), Spolsky (2016), as well as the notion of environment as a physical space that reflects linguistic dynamics, observable in the approaches to the linguistic landscape by Shohamy and Gorter (2009), Day (2024), among others. This research is fundamental in nature and utilizes aspects of applied research with a mixed-methods approach. Data collection is multifaceted and involves illustrated research, ethnographic observation, and georeferencing of public writings used in the research, with the aim of examining the formation of a border linguistic ecotone. The proposed analysis was based on a corpus constituted from the observed linguistic landscape and georeferencing segmented into microzones that are the speech communities. The results found, in a synthetic way, demonstrate that the Franco-Brazilian border is inserted into this framework, ecologically as a porous ecosystem, forming a transition area from the junction of natural and linguistic environments; it is a predominantly economic area, socially characterized as a space of experiences and exchanges, with the central zone of Oiapoque as its main hotspot; From a linguistic perspective, the French language holds an ecological niche based on the economic predominance of the French currency; Portuguese holds an ecological niche of representative value from in vivo policies within the French Fundamental Ecosystem; and indigenous languages compete with other peripheral languages and suffer from erasure processes. Thus, it is possible to affirm that the linguistic landscape, as an indicator of linguistic diversity and the erasure processes of peripheral languages, made it possible to analyze the transboundary ecosystem and define the fundamental area for maintaining linguistic biodiversity: the ecotone.

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  • ESTELITA CORREA MENDES
  • ESCRITA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO PRODUZIDA POR ESTUDANTES PALIKUR NA ESCOLA INDÍGENA ESTADUAL MOISÉS IAPARRÁ

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • ANA CAROLINA ALVES PEREIRA
  • Data: 29/05/2026

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  • Esta dissertação discute a escrita do português brasileiro (PB) produzida por estudantes Palikur na escola indígena estadual Moisés Iaparrá, localizada na comunidade indígena Kumenê, no município de Oiapoque–AP. Em contextos multilíngues, nos quais o português é adquirido como Língua Adicional (LA), a escrita tende a representar estruturas linguísticas da língua materna. Nesse sentido, o estudo parte do seguinte problema: como as marcas da oralidade influenciam a escrita do português brasileiro mediante a intuição fonológica produzida por estudantes da Escola Indígena Estadual Moisés Iaparrá? O objetivo geral consiste em analisar as influências da oralidade na escrita do PB produzida por estudantes Palikur. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como descritiva, de abordagem qualitativa, já que se trata de observar, registrar e interpretar fatos linguísticos em contexto educacional, sem intervenção direta nas variáveis observadas. O estudo concentrou-se na observação e interpretação de processos fonológicos e ortográficos recorrentes, considerando o contato entre o português e o Parikwaki em um contexto multilíngue, bem como as condições sociolinguísticas em que ocorre a aprendizagem da escrita. A análise orientou-se pela compreensão de que, nesses contextos, a escrita, se constitui em diálogo com a oralidade e com o repertório linguístico dos estudantes. Os resultados evidenciam a presença sistemática de processos como o apagamento < r > em posição final de sílaba, hipossegmentação, hipersegmentação, além de ditongação, monotongação, alteamento vocálico, nasalização e desnasalização. Os textos analisados indicam que os alunos organizam a escrita com base na transferência da oralidade. Ressalta-se que tais ocorrências devem ser interpretadas como manifestações linguísticas decorrentes do multilinguismo. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens pedagógicas que reconheçam a diversidade linguística a partir de práticas de ensino que se aproxime da realidade sociolinguística dos estudantes.


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  • The writing of Brazilian Portuguese (BP) by Indigenous students remains largely relegated to the footnotes of pedagogical discussions. Therefore, when it emerges, it is often captured by normative discourses that insist on measuring these individuals' proficiency with standards alien to their linguistic reality. In schools located in territories such as the Kumenê village, where Parikwaki is still alive in everyday speech, Portuguese does not occupy the place of a native language; it is a foreign presence, often demanded but not always understood by those who learn it. In this study, conducted at the Moisés Iaparrá State Indigenous School, located in the Kumenê village, in the municipality of Oiapoque, state of Amapá, this writing is considered a legitimate object of reflection. The aim is not to evaluate based on a normative ideal, but to listen to what it reveals: the marks of a journey experienced through more than one language, through different modes of organizing knowledge, through tensions between orality and writing, between ancestral memory and institutional demands. In this context, writing in Portuguese means dealing with an imposed language, which carries with it histories of silencing and possibilities of authorship. Therefore, the school cannot remain a neutral territory. On the contrary, it must recognize that all writing carries a body and a history, and in the case of the Palikur students, it also carries a resistance that has survived the civilizing mission, forced evangelism, and assimilation policies. The motivation for this study arises from the close observation of these students' writing in the classroom and the insistence with which this writing is often interpreted as a sign of "difficulty," a term that, in this case, says more about the views placed on the student than about the language they produce. This is where analysis becomes urgent. Because labeling as error what is actually a trace of a transition between linguistic codes means continuing to produce exclusion within the school space itself.

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  • GEOVANE MACIEL LEMOS
  • TRANSNACIONALIDADE E COLONIALIDADE: UM ESTUDO SOCIOLINGUÍSTICO NA FRONTEIRA FRANCO-BRASILEIRA.

  • Orientador : KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • ROSIVALDO GOMES
  • CAMILA RODRIGUES BASTOS
  • Data: 18/06/2026

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  • O presente trabalho tem como objetivo analisar a interrelação entre transnacionalidade e colonialidade nas comunidades linguísticas em contato na fronteira franco-brasileira, com base na sociolinguística. Assim, inserida no escopo da Sociolinguística, a pesquisa tem como suportes teórico-metodológicos os estudos de transnacionalidade (ROCHA; CARDOSO, 2020; PITTER; CRUZ, 2019; RIBEIRO, 1997), colonialidade (CÉSAIRE, 2020 ; MIGNOLO, 2017; SILVA, 2017; QUIJANO, 2007), decolonialidade (BERNARDINO- COSTA, MALDONADO-TORRES, GROSFOGUEL, 2024; OLIVEIRA; LUCINI, 2021; BALLESTRIN, 2013) e de fronteira linguística, (VIAUT, 2004; DAY, 2013). O trabalho obedece aos princípios da pesquisa de campo, descritiva, de natureza qualitativa e interpretativa. Os dados serão obtidos através de anotações de campo, de questionários e entrevistas semiestruturadas realizadas no município de Oiapoque. Para tanto será utilizado o aparelho celular para gravar as entrevistas, em seguida os dados serão tratados, transcritos e tabulados. O estudo envolverá 36 informantes, entre homens e mulheres, com idade entre 20 e 60 anos, residentes no município, que realizam atividades comerciais diversas.


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  • The present study aims to analyze the interrelation between transnationality and coloniality in linguistic communities in contact on the Franco-Brazilian border, based on sociolinguistics. Thus, inserted in the scope of Sociolinguistics, the research is theoretically and methodologically supported by studies on transnationality (ROCHA; CARDOSO, 2020; PITTER; CRUZ, 2019; RIBEIRO, 1997), coloniality (CÉSAIRE, 2020; MIGNOLO, 2017; SILVA, 2017; QUIJANO, 2007), decoloniality (BERNARDINO- COSTA, MALDONADO-TORRES, GROSFOGUEL, 2024; OLIVEIRA; LUCINI, 2021; BALLESTRIN, 2013), and linguistic border (VIAUT, 2004; DAY, 2013). The work follows the principles of field research, descriptive, qualitative, and interpretive in nature. Data will be obtained through field notes, questionnaires, and semi-structured interviews conducted in the municipality of Oiapoque. A cell phone will be used to record the interviews, and subsequently, the data will be processed, transcribed, and tabulated. The study will involve 36 informants, including men and women, aged between 20 and 60 years, residing in the municipality, who carry out various commercial activities.

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  • SAMIA BACELAR PINTO
  • PERDAS, ABANDONOS E VAZIOS: A TRAJETÓRIA DA CONSTRUÇÃO DE SI DA PROTAGONISTA DE THE AUTOBIOGRAPHY OF MY MOTHER, DE JAMAICA KINCAID

  • Orientador : JULIANA PIMENTA ATTIE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA PIMENTA ATTIE
  • JULIANA BORGES OLIVEIRA DE MORAIS
  • VIVIANE RAMOS DE FREITAS
  • Data: 30/06/2026

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  • Esta pesquisa analisa como a protagonista Xuela Claudette Richardson, do romance The Autobiography of My Mother (1996), da escritora caribenha Jamaica Kincaid, (sobre)vive em um mundo marcado por perdas – da mãe Carib causada pela morte pós-parto e da terra/nação pela colonização britânica, e por ausências – do pai da elite creole através dos constantes abandonos, físico e afetivo, justificado pela hierarquização social estabelecida na Dominica do século XX, fruto dos processos coloniais. Assim, buscamos compreender não somente como essas perdas e abandonos moldaram a identidade da narradora protagonista, mas também se e
    como ela reage a essas e outras violências oriundas da dinâmica colonialista materializadas nas relações estabelecidas também com outras personagens, todas elas marcadas pela desumanização, silenciamento e apagamento para com pessoas subalternizadas como Xuela. Para tanto, analisamos as representações das memórias da protagonista através da narração em primeira pessoa e focalização interna por meio de close reading e as articulamos com discussões oportunas. Concomitantemente à análise da (re)existência da protagonista perante as perdas, abandonos e outras relações colonialistas, os quais foram organizados em três capítulos temáticos conduzidos pela morte da mãe, pelos abandonos do pai e relações com outras personagens, e pela construção de paradigmas próprios em resposta aos vazios em sua formação identitária, realizamos contextualizações sociais, econômicas, políticas, linguísticas e históricas pertinentes às passagens analisadas, como em Pizarro (2004; 2005), Shields (2011), Paravisini-Gebert (2008) e Honychurch (1995), apresentamos conexões temáticas com estudos da fortuna crítica do romance, como em Abruna (2018), Adams (2006), West (2008), Gregg (2002), Holcomb e Holcomb (2002) e Simon (2005), estabelecemos diálogos teórico-críticos oportunos às temáticas discutidas, como memória em Bal (2021), escrita de si, traumas e identidades em Decaires Narain (2021), Hartman (2021) e Kilomba (2019), colonialismo e pós-colonialismo em Loomba (2005), colonialidades e decolonialidade em Lugones (2010; 2020) e Mignolo (2018), além de traçarmos paralelos temáticos com outros textos de Kincaid (1978; 1991; 2000). Dado o seu passado traumático e futuro incerto, Xuela é uma personagem que vive um presente contraditório com sentimentos e comportamentos contrastantes, assim como o título do romance, no qual as angústias convivem com a autoafirmação, o vazio provoca o autocontrole, ou seja, os traumas, sejam individuais ou histórico-coloniais, instigam a necessidade do exercício de poder constante sobre si e sobre as situações, frequentemente na forma de subversões de paradigmas sociais.


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  • This research analyzes how the protagonist Xuela Claudette Richardson, from the novel The Autobiography of My Mother (1996), by the Caribbean writer Jamaica Kincaid, survives in a world marked by losses – of her Carib mother caused by postnatal death and of the land/nation due to British colonization, and by absences – of the creole elite father through constant physical and emotional abandonment, justified by the social hierarchy established in twentieth-century Dominica, a result of colonial processes. Thus, we seek to understand not only how these losses and abandonments shaped the identity of the narrator protagonist, but also if and how she responds to these and other violences arising from the colonialist dynamic, materialized in the relationships established also with other characters, all of them marked by dehumanization, silencing, and erasure toward subalternized people like Xuela. To this end, we analyzed the representations of the protagonist's memories through first-person narration and internal focalization by means of a close reading and related them to relevant discussions. Concurrently with the analysis of the protagonist's (re)existence in the face of losses, abandonments, and other colonialist relationships, which were organized into three thematic chapters guided by the mother’s death, the father’s abandonments and relationships with other characters, and the construction of her own paradigms in response to the gaps in her identity formation, we provide social, economic, political, linguistic, and historical contextualizations pertinent to the passages analyzed, as in Pizarro (2004; 2005), Shields (2011), Paravisini-Gebert (2008), and Honychurch (1995), we present thematic connections with studies on the critical reception of the novel, as in Abruna (2018), Adams (2006), West (2008), Gregg (2002), Holcomb and Holcomb (2002), and Simon (2005), we establish theoretical-critical dialogues relevant to the discussed themes, such as memory in Bal (2021), self-writing, traumas, and identities in Decaires Narain (2021), Hartman (2021), and Kilomba (2019), colonialism and post-colonialism in Loomba (2005), colonialities and decoloniality in Lugones (2010; 2020) and Mignolo (2018), in addition to drawing thematic parallels with other texts by Kincaid (1978; 1991; 2000). Given her traumatic past and uncertain future, Xuela is a character who lives in a present filled with contradictory feelings and behaviors, just like the title of the novel, in which anguish coexists with self-assertion, emptiness provokes self-control, that is, traumas, whether individual or historical-colonial, stimulate the need for the constant exercise of power over oneself and over situations, often in the form of subversions of social paradigms.

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  • IVELINE SILVA DOS SANTOS
  • O PAPEL DA MULHER NEGRA NOS LADRÕES DE MARABAIXO: DE COADJUVANTES A PROTAGONISTAS

  • Orientador : RAFAEL SENRA COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS ANDRÉ SILVA DE MOURA
  • MARCOS VINICIUS DE FREITAS REIS
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • Data: 03/07/2026

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    Esta dissertação investiga o protagonismo da mulher negra nos ladrões de Marabaixo, compreendidos como expressões poético-orais da cultura afroamapaense. O estudo tem como objetivo analisar de que modo essas composições, produzidas por mulheres marabaixeiras, articulam memória, identidade cultural e experiências de gênero e raça. A pesquisa qualitativa tem os Estudos Culturais como aporte teórico-metodológico, tendo os dados sido coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, registros fotográficos, descrição das narrativas das atrizes culturais colaboradoras da pesquisa e análise dos ladrões compostos por essas protagonistas. O estudo fundamenta-se nas categorias de gênero e raça a partir de uma perspectiva interseccional, com base em Davis (2016), Anne McClintock (2010) e Collins (2021), bem como nos conceitos de memória, cultura e identidade discutidos por Hall (2003; 2014) e Candau (2012). Para a contextualização histórica e a apresentação das principais características do Marabaixo, recorre-se a Videira (2008; 2009; 2013) e Canto (1998). Além disso, a pesquisa apoia-se em Zumthor (1997; 2018) para compreender os ladrões como poesia oral, atravessada pela voz, pela performance e pela recepção comunitária. Os resultados evidenciam que essas mulheres atuam como protagonistas na produção, transmissão e ressignificação do Marabaixo, utilizando os ladrões como espaço de expressão, resistência simbólica, memória ancestral e afirmação identitária.

     


  • Mostrar Abstract
  • Marabaixo is an Afro-Amapaense cultural dance that moves to the rhythm of the "ladrões," whose drumbeats resonate ancestral rhythms that guide this dance. The term "ladrão" derives from its origin—oral poems improvised on the spot—and reflects the history, culture, and memory of the Black population in the state of Amapá. Within this cultural context, the dissertation entitled "The Role of the Feminine in the 'Ladrões' of Marabaixo: From Supporting Roles to Protagonists" aims, through an analysis of the "ladrões" of Marabaixo, to investigate how these verses, written by Black women, express not only memory as a formative element of the cultural identity of the practitioners of this secular tradition, but also offer reflections on the role of the feminine. Traditionally occupying a complementary role, women have begun to assume a more central protagonism, especially in the creation and chanting of the "ladrões" of Marabaixo.

    The research focuses on the "ladrões" created by Black women "ladronistas" from traditional Marabaixo groups in the city of Macapá. Tia Zezé Libório and Marli Costa come from the group Berço do Marabaixo da Favela, while Elisia Congó is part of the group Raízes da Favela, inherited from her ancestors. This qualitative research uses cultural studies as its methodological foundation, collecting data through semi-structured interviews, photographic records, and narrative descriptions from the cultural actors who collaborated on the study. Additionally, it examines the "ladrões" composed by these protagonists. The study is based on the concepts of gender and race through an intersectional perspective (Davis, 2016; McClintock, 2010; Collins, 2020), and also draws on discussions of memory, culture, and identity (Hall, 2003; 2016; Candau, 2012). For the historical context and main characteristics of Marabaixo, works by Videira (2009; 2020) and Canto (1998) were referenced.

    The research highlights that feminine protagonism is essential to understanding contemporary cultural dynamics and the vital role of women in preserving Marabaixo.

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  • DILZETE LABONTE ORLANDO
  • Corpus Anotado de Textos Parikwaki (Aruak)

  • Orientador : GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CILENE CAMPETELA
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • Data: 31/07/2026

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  • Esta pesquisa tem como objetivo construir uma versão inicial do Corpus Anotado de Textos Parikwaki (CAP), voltada à documentação da língua parikwaki, pertencente à família aruak e falada pelo povo Palikur-Arukwayene, no norte do Amapá e na Guiana Francesa. O trabalho insere-se no campo da documentação linguística e dos estudos sobre diversidade linguística na Amazônia, com atenção especial ao registro de uma língua indígena subdocumentada e em situação de vulnerabilidade sociolinguística diante da pressão do português e do francês em diferentes domínios de uso. A metodologia baseia-se na coleta de narrativas orais produzidas por falantes nativos de diferentes idades, gêneros e trajetórias, registradas em áudio e vídeo, posteriormente transcritas, traduzidas e parcialmente anotadas com o auxílio do programa ELAN. O corpus reúne textos relacionados à memória histórica, aos saberes tradicionais, às práticas culturais, à educação escolar indígena e às experiências contemporâneas do povo Palikur-Arukwayene. A pesquisa também considera a posição da pesquisadora como falante nativa, tradutora e documentadora da própria língua, destacando os desafios envolvidos na passagem da oralidade para a escrita, na tradução para o português e na definição de escolhas ortográficas ainda em discussão pela comunidade. Os resultados parciais mostram que o CAP constitui um instrumento relevante para a documentação do parikwaki, ao reunir materiais transcritos e traduzidos, ainda que a interlinearização esteja em estágio inicial. Conclui-se que a construção do corpus contribui para a salvaguarda da língua, para o fortalecimento da memória coletiva, para a educação escolar indígena e para o protagonismo indígena na produção de conhecimento sobre sua própria língua.

     


  • Mostrar Abstract
  • This research aims to develop an initial version of the Annotated Corpus of Parikwaki Texts (CAP), intended for the documentation of Parikwaki, a language of the Arawak family spoken by the Palikur-Arukwayene people in northern Amapá and French Guiana. The study is situated within the field of language documentation and research on linguistic diversity in Amazonia, with particular attention to the recording of an underdocumented Indigenous language that is sociolinguistically vulnerable due to the pressure exerted by Portuguese and French across different domains of use. The methodology is based on the collection of oral narratives produced by native speakers of different ages, genders, and life trajectories, recorded in audio and video and subsequently transcribed, translated, and partially annotated with the aid of ELAN software. The corpus brings together texts related to historical memory, traditional knowledge, cultural practices, Indigenous school education, and contemporary experiences of the Palikur-Arukwayene people. The research also takes into account the position of the researcher as a native speaker, translator, and documenter of her own language, highlighting the challenges involved in moving from orality to writing, translating into Portuguese, and defining orthographic choices that are still under discussion within the community. The partial results show that CAP constitutes a relevant tool for the documentation of Parikwaki, as it brings together transcribed and translated materials, even though interlinearization is still at an initial stage. The study concludes that the construction of the corpus contributes to language safeguarding, the strengthening of collective memory, Indigenous school education, and Indigenous protagonism in the production of knowledge about their own language.

2025
Dissertações
1
  • NILCIMARA DE VILHENA LIMA CALDAS
  • Presença de mulheres escritoras da Amazônia no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro

  • Orientador : GERMANA MARIA ARAÚJO SALES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GERMANA MARIA ARAÚJO SALES
  • ALGEMIRA MACEDO MENDES
  • SIMONE CRISTINA MENDES
  • Data: 03/02/2025

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  • O Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro (ALLB) foi uma publicação lançada em Paris, no ano de 1851, e circulou ininterruptamente até o ano de 1932. Editado em Portugal, o ALLB também circulou no Brasil e nas então colônias portuguesas na África. No Brasil, aliás, o referido almanaque teve um grande sucesso de circulação ajudando na constituição de laços culturais e linguísticos entre Portugal e Brasil, como já indicavam seus editores nos primeiros números de sua publicação. Na comparação entre pessoas que colaboravam para esse almanaque, o número de mulheres escritoras (chamadas de “Senhoras”) é bem menor em relação à colaboração masculina (tratados como “Autores”). Com exceção do seu número inaugural, todas as demais edições fazem parte do acervo do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), órgão da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa. O CLEPUL tem se ocupado, dentre outros projetos, em construir um importante acervo descritivo e, sobretudo, analítico sobre almanaques em língua portuguesa. Assim, este trabalho tem como objetivo principal apresentar parte da produção textual de mulheres amazônicas, tomando como corpus a produção de material colaborativo para as dezenas de edições do ALLB. Trata-se de uma pesquisa documental (cuja fonte é o próprio Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro) e de uma pesquisa bibliográfica, onde será levada em consideração a análise de teóricas relevantes (Chaves, 2011; Dutra, 2011; Lousada; Cardoso, 2012) sobre o mesmo objeto e em diversos aspectos. Tivemos como resultado um quadro analítico dessa mulheres, que demonstra uma produção textual que circula entre os gêneros do passatempo, da poesia e da prosa.


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2
  • MARIA CLARA PEREIRA ALMEIDA LEAL
  • NÃO ME DEIXE SOZINHO: um estudo do repertório slash/yaoi no gênero fanfiction

  • Orientador : INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO SERVULO DA SILVA MATOS
  • INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • Data: 07/02/2025

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  • Muito popular entre adolescentes de diversos países, a fanfic é um texto literário que circula predominantemente em ambientes virtuais, como plataformas de autopublicação, e tem como principal característica a reescrita de narrativas preexistentes. A observação dos aspectos formais desse tipo de texto levou à reflexão sobre as temáticas abordadas em fanfics: existe um repertório comum entre elas? Diante disso, o objetivo geral desta pesquisa é analisar a fanfic Não me deixe sozinho (2014), do autor amapaense Gabriel Yared, para identificar qual repertório literário (Even-Zohar, 2013) ela veicula. Essa fanfic é inspirada no filme Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho (2014), dirigido por Daniel Ribeiro. A pesquisa adotou uma metodologia discursivo-midiológica (Debray, 1993) e bibliográfica. Para alcançar o objetivo principal, foram definidos os seguintes objetivos específicos: compreender os conceitos relacionados ao universo da fanfic (fandom) e aos subgêneros slash/yaoi, e relacionar a fanfic de Yared a duas outras fanfics selecionadas, Dormência Juvenil e Ao seu lado, com o intuito de triangular as características do repertório slash/yaoi. Os resultados indicam a existência de um repertório comum no universo das fanfics, denominado repertório fandom, que privilegia leituras queer, feministas, decoloniais e outras abordagens críticas. A fanfic, enquanto texto literário digital, traz à tona pautas invisibilizadas nos materiais fonte, como a expressão de subtextos homoeróticos. Utilizando técnicas de reescrita (Jenkins, 2015) que ampliam, revisitam e ressignificam narrativas canônicas, a fanfic de Gabriel Yared, baseada em um longa-metragem com temática LGBTQIA+, emprega estratégias como recontextualização, realinhamento moral, reforço emocional e erotização. Essas técnicas permitem ao autor potencializar sua voz autoral e explorar as nuances entre repetição e diferença (Deleuze, 2006) em relação ao cânone. Este estudo contribui, assim, para os debates sobre literatura digital, estética e o papel das fanfics como formas de produção cultural contemporânea.


  • Mostrar Abstract
  • Highly popular among teenagers from various countries, fanfiction is a literary text that predominantly circulates in virtual environments, such as self-publishing platforms, and is characterized by rewriting preexisting narratives. Observing the formal aspects of this type of text led to a reflection on the themes addressed in fanfiction: is there a common repertoire among them? Thus, this research aims to analyze the fanfiction Não me deixe sozinho (2014) by Amapa-based author Gabriel Yared to identify the literary repertoire (Even-Zohar, 2013) conveyed by this work. This fanfiction is inspired by the film Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho (2014), directed by Daniel Ribeiro. The research employed a discursive-mediological (Debray, 1993) and bibliographical methodology. To achieve the main objective, the following specific objectives were defined: to understand the concepts related to the universe of fanfiction (fandom) and the slash/yaoi subgenres, and to relate Yared’s fanfiction to two other selected fanfictions, Dormência Juvenil and Ao seu lado, aiming to triangulate the characteristics of the slash/yaoi repertoire. The results indicate the existence of a common repertoire in the universe of fanfiction, referred to as the fandom repertoire, which prioritizes queer, feminist, decolonial, and other critical readings. Fanfiction, as a digital literary text, brings to light topics often marginalized in the source material, such as the expression of homoerotic subtext. Utilizing rewriting techniques (Jenkins, 2015) that expand, revisit, and recontextualize canonical narratives, Gabriel Yared's fanfiction, based on an LGBTQIA+-themed film, employs strategies such as recontextualization, moral realignment, emotional reinforcement, and erotization. These techniques allow the author to amplify their voice and explore the nuances between repetition and difference (Deleuze, 2006) concerning the canon. This study, therefore, contributes to discussions on digital literature, aesthetics, and the role of fanfiction as a form of contemporary cultural production.

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  • JOSÉ BARRETO ROMARIZ DOS SANTOS JUNIOR
  • UMA LITERATURA GUIANENSE DE AUTORIA FEMININA: OPACIDADE E POLIFONIA A PARTIR DE ENTRE L’ARBRE ET L’ÉCORCE, DE FRANÇOISE JAMES-OUSÉNIE

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • VANESSA MASSONI DA ROCHA
  • Data: 20/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa se propõe a analisar de que forma a autora guianense Françoise James-Ousénie inova, por meio de uma estética crioula e decolonial, a estrutura da prosa romanesca presente no romance Entre l’arbre et l’écorce (2009). Nesta pesquisa, a obra de James-Ousénie é compreendida como um romance-mundo (Colin, 2008) opaco (Glissant, 2021) e polifônico (Bakhtin, 2022) que busca decolonizar o imaginário e as estruturas sociais presentes na soci-edade guianense retratada na narrativa.  Para que fosse possível compreender a importância da obra para o cenário literário guianense, também buscou-se analisar quantas obras guia-nenses de autoria feminina são publicadas por editoras interessadas em textos literários fran-cófonos, situados nos Departamentos e Regiões Ultramarinos franceses, como as editoras Orphie, Caraïbéditions e Plume Verte. Na posse desse quantitativo e com o intuito de situar, nesse cenário, a produção literária da autora aqui estudada, ainda se fez uma lista de obras publicadas por mulheres situadas na Guiana Francesa, compreendendo um extenso período que vai de 1931 até 2023, contabilizando 112 obras. Assim, como aporte teórico, conside-ram-se as reflexões de Castro-Gomez e Grosfoguel (2007) sobre a necessidade do giro deco-lonial do imaginário social e das epistemes que o atravessam; os estudos de Quijano (2007) sobre a colonialidade do poder, de Lander (2000) e Castro-Gómez (2007) sobre a coloniali-dade do saber e de Maldonado-Torres (2007) sobre a colonialidade do ser; as contribuições teóricas de Lugones (2020) e Pinto (2021) a respeito da colonialidade de gênero; bem como de Aquise (2022) em torno da colonialidade do amor. A discussão proposta nesta pesquisa ainda recai sobre o pensamento de Bakhtin (2019; 2015; 2022; 2023), quando ao autor histo-riciza o gênero romance e reflete sobre uma de suas características, a polifonia. Além do pensamento bakhtiniano, ainda se ancora nas reflexões de  Glissant (2021; 2005; 1997) acer-ca da opacidade, transparência e crioulização. Para compreender a sociedade colonial guia-nense, ainda se considera as ideias de Mam Lam Fouck (2006, 1987/2015, 2002, 1999), Pol-derman (2004) e Cardoso (1999).


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  • MAYKON CARVALHO QUEIROZ
  • Topônimos em Libras na cidade de Macapá-AP

  • Orientador : SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • MÔNICA VELOSO BORGES
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • Data: 30/07/2025

  • Mostrar Resumo
  • Os estudos realizados sobre toponímia e variação linguística da Língua Brasileira de Sinais (Libras) são escassos, e quando destacamos o estado do Amapá, isso se acentua, ponto que motivou a realização desta pesquisa. Neste sentido, este trabalho pretende identificar os topônimos urbanos da cidade de Macapá, capital do Amapá, tais como os bairros, praças e estabelecimentos públicos e privados. Além disso, o objetivo se desdobra em analisar as variantes encontradas destes topônimos quanto ao nível linguístico e categorizar o corpus em relação à origem da formação dos sinais, ou seja, se são nativos, híbridos ou emprestados, e na sua morfologia, em simples e compostos. A base teórica para isso está nos estudos de Dick (1980) e Winheski (2024) que trazem as categorias toponímicas, e os de Weinreich, Labov e Herzog (2006), Luchesi (2015) e Coelho (2018) que conceituam a língua como um sistema heterogêneo. Quanto aos estudos da Libras, utilizamos os trabalhos de Quadros (2004) e Nascimento (2010) que tratam da variação em Libras e as formas de entrada de empréstimos na mesma; e Xavier (2014; 2016), Ferreira e Xavier (2021) e Chaibue (2022) que investigam os topônimos da Libras, suas estruturas internas e a variação desses. A metodologia é a quanti-qualitativa, com aspectos etnográfico e documental. O corpus foi coletado a partir do acervo pessoal do autor organizado desde 2014 e do E-book do projeto “Libras para a comunidade”. A análise dos dados identificou 108 lugares da cidade de Macapá com sinais em Libras, destes 25% apresentam variação e o total de sinais encontrados foi de 138. Os resultados revelam também que a formação híbrida foi responsável pela maior parte da formação do corpus de bairros e estabelecimentos públicos e privados, entretanto, nas praças e parques, os sinais nativos são a maioria. Isso evidencia o impacto do português na formação dos sinais toponímicos da Libras em decorrência do contato, ao mesmo tempo que atesta o movimento de resistência da comunidade surda em relação a tal influência.

     

     

     


  • Mostrar Abstract
  • Studies carried out on toponymy and linguistic variation of the Brazilian Sign Language (Libras) are scarce, and when we highlight the state of Amapá, this is accentuated, a point that motivated this research. In this sense, this work aims to identify the urban toponyms of the city of Macapá, capital of Amapá, such as neighborhoods, squares and public and private establishments. Furthermore, the objective is to analyze the variants found in these toponyms in terms of linguistic level and categorize the entire corpus in relation to the origin of the formation of the signs, that is, whether they are native, hybrid or borrowed, and in their morphology, into simple and compound ones. The theoretical basis for this lies in the studies of Dick (1980) and Winheski (2024) who bring toponymic categories, and those of Weinreich, Labov and Herzog (2006), Luchesi (2015) and Coelho (2018), who conceptualize language as a heterogeneous system. The Libras studies will be subsidized by the works of Quadros (2004) and Nascimento (2010) in which they present Libras as having variation and the forms of loan entry into it. And also, Xavier (2014 and 2016), Ferreira and Xavier (2021) and Chaibue (2022) who investigate Libras toponyms, their internal structures and their variations. The methodology is quantitative-qualitative, with ethnographic and documentary aspects. The corpus was collected from the author's personal collection organized since 2014 and from the E-book of the “Libras para a Comunidade” project. Data analysis identified 108 places in the city with signs in pounds, of which 25% showed variation and the total number of signs found was 135. The results also revealed that the hybrid formation was responsible for most of the formation of the corpus of neighborhoods and public and private establishments, however, in squares and parks, native signs are the majority. This highlights the impact of Portuguese on the formation of Libras toponymous signs as a result of contact, at the same time as it attests to the resistance movement of the deaf community in relation to such influence.

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  • WILLIAN FERREIRA DE SOUSA
  • AQUONARRATIVIDADE EM CANDUNGA, DE BRUNO DE MENEZES: UM ROMANCE SOBRE TRILHOS E TRILHAS

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • JOSÉ GUILHERME DOS SANTOS FERNANDES
  • Data: 28/08/2025

  • Mostrar Resumo
  • Os estudos relativos à aquonarrativa estão ligados a uma visão de Amazônia contada e recontada por escritores que evidenciam a riqueza líquida da região. Esse conceito surgiu com as pesquisas do professor e escritor Paulo Nunes a respeito da obra de Dalcídio Jurandir (1909-1979), mas essa conceituação se tornou fundamental para compreender outras produções literárias que versam sobre a realidade do homem amazônico. Nesse aspecto, o romance Candunga (1954), de Bruno de Menezes (1893-1963), é um achado da literatura de expressão amazônica, pois aborda a temática da migração, revelando inicialmente os sofrimentos dos fugitivos da seca no Nordeste brasileiro e, em seguida, mostra uma mudança de cenário e de perspectiva com a chegada dos retirantes ao interior do Pará, lugar abundante em água. A partir dessa nova realidade, na Zona Bragantina, outros desafios se apresentam às personagens da narrativa, mas a escrita de Menezes vai mostrando que a transformação social é possível com a tomada de consciência pelos colonos. Dessa forma, esta pesquisa busca demonstrar como a aquonarratividade está presente no romance Candunga; visa também propiciar melhor entendimento sobre essa forma de enunciação, origens, características, exemplos (na obra em questão e em outras que tematizam a Amazônia). Desse estudo, decorre a necessidade de apontar a relevância de Candunga e de seu autor para o contexto do Modernismo na região Norte. Por fim, esta pesquisa discorre sobre o destino das personagens do romance, sua interação com o espaço em que vivem e o resultado de suas transformações, como efeito da “liquidoamplovivência”, característica associada a Bruno e a outros autores que tratam da Amazônia.


  • Mostrar Abstract
  • Studies on the aquonarrative are linked to a vision of the Amazon told and retold by writers who highlight the region's liquid wealth. This concept emerged with the research of professor and writer Paulo Nunes on the work of Dalcídio Jurandir (1909-1979), but this concept has become fundamental to understanding other literary productions that deal with the reality of Amazonian man. In this respect, the novel Candunga (1954), by Bruno de Menezes (1893-1963), is a landmark of Amazonian literature, as it deals with the theme of migration, initially revealing the sufferings of those fleeing the drought in the Brazilian Northeast and then showing a change of scenery and perspective with the arrival of the migrants in the interior of Pará, a place abundant in water. From this new reality, in the Bragantina Zone, other challenges are presented to the characters in the narrative, but Menezes' writing shows that social transformation is possible if the settlers become aware. In this way, this research seeks to demonstrate how aquonarrativity is present in the novel Candunga; it also aims to provide a better understanding of this form of enunciation, its origins, characteristics and examples (in the work in question and in others that focus on the Amazon). From this study comes the need to point out the relevance of Candunga and its author to the context of Modernism in the Northern region. Finally, this research discusses the fate of the characters in the novel, their interaction with the space in which they live and the result of their transformations, as an effect of “liquidoamplovivência”, a characteristic associated with Bruno and other authors who deal with the Amazon.

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  • NAYARA CRISTINA DA CONCEIÇÃO
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    NARRATIVAS ORAIS DAS SEMENTEIRAS DO ARAGUARI: MEMÓRIAS E IDENTIDADES


  • Orientador : FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO SERVULO DA SILVA MATOS
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • Data: 28/08/2025

  • Mostrar Resumo
  • RESUMO

    A pesquisa propõe analisar a construção das memórias e identidades a partir das narrativas orais das sementeiras do Araguari, mulheres residentes em comunidades ribeirinhas do Alto do Rio Araguari, no estado do Amapá. Dentro do cenário amazônico, é possível conhecer as narrativas orais de uma comunidade ribeirinha e suas percepções por meio das histórias narradas e dos elementos que as constituem, com o seu traço memorialista, histórico e regional. Através desse prisma, busca-se compreender as relações entre memória e identidades construídas por meio das vozes femininas da comunidade. Este estudo investiga o papel das narrativas orais na construção de memórias e identidades das comunidades ribeirinhas do Alto Rio Araguari, com especial atenção às mulheres sementeiras. Fundamentada em abordagens teóricas de Jacques Le Goff (1990), Jonathan Culler (1999), Paul Zumthor(1993) e outros, a pesquisa destaca a oralidade como uma forma vital de transmissão cultural, que permanece significativa mesmo em uma sociedade dominada pela escrita. As narrativas orais, ao reunir histórias de vida e tradições locais, transcendem o simples registro histórico, promovendo identificação e senso de pertencimento comunitário. Utilizando metodologias qualitativas de base etnográfica, as entrevistas revelam a riqueza das experiências femininas e seu impacto na memória cultural. Esta investigação busca dar visibilidade a essas histórias e fortalecer a compreensão sobre a relação entre memória, identidade e cultura na Amazônia.

     


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  • The research proposes to analyze the construction of memories and identities based on the oral narratives of the Araguari seed workers, women living in riverside communities in the Upper Araguari River, in the state of Amapá. Within the Amazonian scenario, it is possible to learn about the oral narratives of a riverside community and its perceptions through the stories told and the elements that constitute them, with their memorialist, historical and regional features. Through this prism, the aim is to understand the relationships between memory and identities constructed through the female voices of the community. This study investigates the role of oral narratives in the construction of memories and identities of the riverside communities of the Upper Araguari River, with special attention to women seed workers. Based on theoretical approaches by Jacques Le Goff, Jonathan Culler, Paul Zumthor and others, the research highlights orality as a vital form of cultural transmission, which remains significant even in a society dominated by writing. Oral narratives, by bringing together life stories and local traditions, transcend simple historical records, promoting identification and a sense of community belonging. Using qualitative ethnographic methodologies, the interviews reveal the richness of women's experiences and their impact on the preservation of cultural memory. This research seeks to give visibility to these stories and strengthen understanding of the relationship between memory, identity and culture in the Amazon.

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  • FERNANDO FERNANDES DA SILVA
  • A variação de sinais em compostos morfológicos da Libras na comunidade surda de Macapá - AP

  • Orientador : SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • KERIME CHAIBUE
  • MÔNICA VELOSO BORGES
  • RONICE MULLER DE QUADROS
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • Data: 18/12/2025

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  • Este estudo investiga os padrões de variação de sinais em compostos morfológicos da Libras na comunidade surda de Macapá - AP, sob a ótica da Sociolinguística. A pesquisa descreve os padrões linguísticos variacionais da língua e identifica possíveis padrões de inversão de sinais em compostos morfológicos entre surdos com diferenças de idade, escolaridade, gênero e analisa a correlação entre a variação dos sinais e contextuais extralinguísticos. A pesquisa está ancorada no arcabouço teórico que congrega contribuições da linguística da Libras, incluindo Quadros e Karnopp (2004), Quadros (2019), Quadros et al. (2025), Pizzio et al. (2023), Felipe (2006), Xavier e Barbosa (2013), Napoli (2019), Rodero-Takahira (2012, 2015, 2020); e teóricos da sociolinguística e sociolinguística variacionista, como Calvet (2002), Luckesi (2012), Tarallo (2005), Labov (2008), Paiva (2019) e Silva (2023). O estudo responde às seguintes questões: 1) Como se manifesta às variações de sinais em compostos morfológicos na Libras da comunidade surda de Macapá? 2) Quais fatores, sejam eles linguísticos ou socioculturais, influenciam a ocorrência deste fenômeno? 3) Existe correlação entre as variações dos sinais e variáveis extralinguísticas? A complexidade deste fenômeno em Libras é tal que ele é influenciado não apenas por aspectos linguísticos intrínsecos, como a morfologia dos sinais, mas também por fatores sociais e contextos comunicativos, conforme delineado por Labov (2008). Os dados revelaram que 76,7% dos sinais compostos são utilizados em sua forma padrão, enquanto 17,5% apresentam inversões, o que sugere a influência de fatores sociais e regionais. Observou-se que adultos entre 30 e 49 anos utilizam predominantemente sinais sem inversão, ao passo que jovens e idosos demonstram maior flexibilidade. Em relação às variáveis sociodemográficas, homens com ensino superior apresentam maior frequência de uso de ordem fixa. Por outro lado, as mulheres demonstram maior preocupação com a forma padrão de sinalização, resultando em menor variabilidade na produção de compostos, enquanto jovens com ensino superior tendem a inovar.


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  • Este estudo objetivou investigar um fenômeno morfológico específico na Libras, na
    comunidade surda de Macapá, Amapá: a inversão de sinais em estruturas morfológicas
    compostas. Empregando a abordagem teórica da sociolinguística variacionista, a
    pesquisa aspira a: investigar os padrões linguísticos de inversão de sinais em compostos
    morfológicos da Libras, à luz da sociolinguística variacionista, utilizada pela
    comunidade surda de Macapá - AP; identificar os padrões de inversão de sinais em
    compostos morfológicos entre surdos de diferentes idades, escolaridades e gêneros;
    descrever os padrões linguísticos dessa peculiaridade morfológica; e analisar o
    fenômeno da inversão de sinais em compostos morfológicos a partir da perspectiva da
    sociolinguística variacionista. O projeto está ancorado em um robusto arcabouço teórico
    que congrega contribuições significativas na área da linguística dos sinais, incluindo
    Quadros (2004), Felipe (2006), Figueiredo Silva e Sell (2009), Xavier e Barbosa (2013),
    Napoli (2018), Rodero-Takahira (2012, 2015, 2020); e teóricos da sociolinguística e
    sociolinguística variacionista, como Calvet (2002), Luckesi (2012), Labov (2008), Paiva
    (2019) e Fernandes (2023). O estudo se propõe a responder às seguintes questões: 1)
    Como se manifesta a inversão de sinais em compostos morfológicos na língua de sinais
    da comunidade surda de Macapá? 2) Quais fatores, sejam eles linguísticos ou
    socioculturais, influenciam a ocorrência deste fenômeno? 3) Existe correlação entre a
    inversão dos sinais e variáveis extralinguísticas? A complexidade deste fenômeno em
    Libras é tal que ele é influenciado não apenas por aspectos linguísticos intrínsecos,
    como a morfologia dos sinais, mas também por fatores sociais e contextos
    comunicativos, conforme delineado por Labov (2001). Os dados revelaram que 76,7%
    dos sinais compostos são usados em sua forma padrão, enquanto 17,5% apresentam
    inversões, indicando uma influência de fatores sociais e regionais. Adultos entre 30 e 49
    anos usam mais sinais sem inversão, enquanto jovens e idosos mostram maior
    flexibilidade. Homens com ensino superior apresentam maior frequência de uso de
    ordem fixa, enquanto jovens com ensino superior tendem a inovar.

2024
Dissertações
1
  • DANIELLA RAMOS DA TRINDADE
  • ACOLHIMENTO lINGUÍSTICO DE ALUNOS MIGRANTES NO CONTEXTO ESCOLAR: O CASO DE CRIANÇAS BRASILEIRAS NA GUIANA FRANCESA.

  • Orientador : KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • TELMA CRISTINA DE ALMEIDA SILVA PEREIRA
  • Data: 18/01/2024

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  • Tendo como ponto de partida teórica os estudos de Políticas Linguísticas e Linguística Aplicada, no presente estudo coloca-se em discussão o acolhimento de alunos migrantes no contexto escolar, referindo-se ao caso de crianças brasileiras, não francófonas, recém-inseridas no sistema educacional francês na Guiana Francesa, buscando analisar o processo de acolhimento enfatizando o conhecimento aliado à competência linguística em uma segunda língua, entendendo língua como uma construção social e contextual de negociação e produção de sentidos. A pesquisa fundamenta seu referencial nos conceitos de políticas linguísticas educativas amplamente discutidas por Cooper (1989), Granger (2012, 2014), Grosso (2010), Spolsky (2004, 2009, 2012) e Schiffman (1996), tangenciados pelo conceito de integração e acolhimento linguístico de crianças imigrantes no contexto escolar francês. Quanto aos procedimentos metodológicos, esta é uma pesquisa exploratória e de abordagem qualitativa-interpretativa com a realização de pesquisa de campo, utilização de entrevistas e coleta de materiais e documentos utilizados pelos professores em sala de aula. Nesse âmbito, é possível afirmar que, ao diferente do Brasil, o sistema educacional francês já possui uma ampla estrutura para o acolhimento de crianças alófonas, mesmo havendo elementos contestáveis. Propomos e apoiamos a ideia de que as medidas de acolhimento sejam plurilíngues e fundamentadas no respeito, no reconhecimento e na valorização da diversidade linguística e cultural dos migrantes no país de destino.


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2
  • LENILSON DE ALMEIDA FEITOSA
  • CRENÇAS E ATITUDES LINGUÍSTICAS DE FALANTES
    AMAPAENSES: UM ESTUDO SOBRE O FENÔMENO DO ROTACISMO

  • Orientador : CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • ROMÁRIO DUARTE SANCHES
  • Data: 22/01/2024

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  • Esta dissertação, encontra-se inserida no campo da avaliação social da língua, ou seja, no âmbito das crenças e atitudes linguísticas expressas pelo indivíduo perante a sua língua ou variedade, como também a de seu interlocutor. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo principal analisar as crenças e atitudes linguísticas manifestadas pelos informantes amapaenses naturais das cidades de Macapá – Capital, Mazagão e Oiapoque situadas no interior do Estado do Amapá ante ao fenômeno variacionista do Rotacismo. Buscou-se ainda, descrever os componentes – cognitivo, afetivo e conativo ambos formadores das atitudes; Examinar o papel das variáveis sociais controladas sexo/gênero, faixa etária e escolaridade na composição das atitudes linguísticas; Identificar crenças sociais e linguísticas atribuídas aos usuários da variante e inferir acerca do peso do significado social dado pelos julgadores a variante rotacismo no contexto amapaense. Para materializar o estudo, foram utilizados princípios teóricometodológicos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008; AGUILERA, 2008; CALVET, 2002; MORENO FERNÁNDEZ, 2009; LÓPEZ MORALES, 2004; BOTASSINI, 2013; CARDOSO, 2015) e da Psicologia Social, Bem (1973) e Lambert e Lambert (1968). Quanto aos procedimentos metodológicos, utilizou-se como principal instrumento para a coleta de dados um questionário composto de dez questões fechadas – aplicado a partir do protocolo da técnica dos falsos pares. Participaram da pesquisa 24 informantes “juízes” no total, estratificados socialmente na amostra do corpus da seguinte maneira: 08 colaboradores para cada uma das localidades, distribuídos na variável sexo, 04 homens e 04 mulheres; faixas etárias, primeira entre 18 a 30 anos, segunda, acima de 50 anos; escolaridade, pessoas com formação em nível superior e com ensino médio. O resultado das avaliações subjetivas revelou que os falantes nativos das três cidades amapaenses, alvo da pesquisa, manifestaram crenças e atitudes negativas quando foram colocados em posição de juízes diante do fenômeno rotacismo. Além disso, os dados revelaram a consciência linguística, estereótipos e preferências linguísticas emitidas pelos sujeitos participantes. O componente afetivo, juntamente com os grupos sociais das mulheres, dos jovens e de pessoas com nível médio contribuíram para a configuração dos dados negativos das atitudes.


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  • AUCILEIDE REGINA MENEZES PINTO SODRÉ
  • O AGIR PROFESSORAL DE PROFESSORES DE FRANCÊS LINGUA ESTRANGEIRA EM FORMAÇÃO INICIAL

  • Orientador : KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • JÚLIO NEVES PEREIRA
  • Data: 26/01/2024

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  • A evolução das tecnologias, especialmente da internet e das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), abriu novos caminhos para o ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras e estabeleceu novas exigências em relação ao desempenho dos profissionais da educação. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo geral investigar se a percepção do professor em formação inicial sobre o agir professoral (Cicurel, 2011) em relação ao ensino de Francês Língua Estrangeira (FLE), está alinhada com o perfil profissional delineado nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) das Instituições de Ensino Superior do Amapá, especialmente no que se refere ao uso das novas tecnologias no ensino de línguas. Mais especificamente, busca-se verificar se as percepções dos professores em formação inicial estão em consonância com as orientações presentes nos documentos orientadores do curso de licenciatura em Letras português-francês. Este estudo adota uma abordagem qualitativa, descritivo-interpretativista (Lüdke; André, 2018; Moita Lopes, 1994), situada no campo da Linguística Aplicada e fundamentada na corrente teórica do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) (Bronckart, 1999, 2006, 2007, 2008). O corpus desta pesquisa é composto por: a) Quatro PPC do curso de letras português-francês das universidades federal e estadual do Amapá, nos quais foram analisados especificamente os itens relacionados à formação e ao uso das novas tecnologias no ensino de francês língua estrangeira; b) Textos de entrevistas individuais realizadas em ambiente virtual, por meio da plataforma digital Google Meet, com estudantes do curso de letras português-francês das referidas universidades. Os resultados apontam que as orientações contidas nos PPC de ambas as universidades, no que se refere ao letramento efetivo em FLE para seus discentes, a integração das TDIC e a redução das dificuldades enfrentadas por eles em relação ao letramento digital no contexto do ensino superior, ainda são notavelmente insuficientes. Assim, ainda que se note a incorporação das tecnologias digitais em seu agir, através das vozes marcadas em seus discursos, a interação dos discentes com as tecnologias digitais estão muito mais ligadas às experiências pessoais do que às formativas.


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  • JOAO VITOR DE OLIVEIRA BARBOSA
  • A PRÁTICA DISCURSIVA DE FÉ DOS LADRÕES DE MARABAIXO DA COMUNIDADE DE MAZAGÃO VELHO/AP: DA ARQUEOGENEALOGIA DOS CANTOS AOS MODOS DE SUBJETIVAÇÃO DOS NEGROS

  • Orientador : EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • EMERSON DE PAULA SILVA
  • FRANCISCO VIEIRA DA SILVA
  • JUÇARA ZANONI DO NASCIMENTO
  • Data: 29/01/2024

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  • A presente pesquisa versa sobre a seguinte temática: a emergência discursiva dos ladrões de Marabaixo, uma cantiga popular exclusiva dos grupos negros do Estado do Amapá. Em suma, essa prática pode ser definida como uma experiência religiosa em devoção aos santos do catolicismo. Além disso, nas suas letras, os afroamapaenses entoam sobre acontecimentos políticos, econômicos, históricos, culturais e cotidianos que marcam a relações sociais de sua comunidade. Através desses cantos, os negros constroem discursos de resistência contra instituições coloniais que, historicamente, tentaram silenciá-los, subjugá-los e docilizá-los. No entanto, nosso enfoque foi direcionado para os ladrões produzidos pela comunidade de Mazagão Velho, cujos indivíduos são descendentes dos escravizados e refugiados africanos vindos de Marrocos. A história desse povo é marcada por um acontecimento singular, uma vez que toda cidade foi transplantada para esta religião da Amazônia brasileira no século 1769. Dessa forma, a memória dos mazaganenses é atravessada por relações de poderes e de saberes estabelecidas de forma conjunta pelo Reino de Portugal e a Igreja Católica Romana desde os primórdios do século XVI. Considerando essa conjuntura discursiva, o problema a ser perseguindo neste estudo decorre da seguinte pergunta: como relações estabelecidas por uma vontade de poder-saber, materializada na prática discursiva dos ladrões de marabaixo de Mazagão Velho – AP, formam modos de subjetivação negra no corpo social dessa comunidade? Diante disso, nosso objetivo geral consiste em: analisar a prática discursiva dos ladrões de Marabaixo da comunidade de Mazagão – AP, a fim de submergir os modos de subjetivação negras assumidos pelos sujeitos mazaganenses. Sob essa direção, buscamos no recorte dos objetivos específicos: (i) descrever os mecanismos de controle do discurso que atravessam os ladrões de Marabaixo; (ii) analisar como essas cantigas dizibilizam experiências de resistência frente a relações de poder-saber; (iii) analisar como os cantos do presente assumem modos de subjetivação negra. Para alcançar esses objetivos, o corpus de análise foi constituído pelos seguintes cantos: um ladrão sem título que tematiza o calendário religioso dessa comunidade, Canoa santa, Marrocos e Cantador. Ademais, nesse fértil solo discursivo emergiu outras materialidades as quais trouxemos para compor o arquivo das dizibilidades e visibilidades dos negros marabaixeiros. Para analisar esse corpus nos filiamos a perspectiva teórica-metodológica dos estudos discursivos foucautiano e utilizamos, especialmente, os conceitos de discurso, poder, resistência, governamentalidade e sujeito (Foucault, 1998,1995, 2006, 2008, 2017, 2013, 2020, 2022; Deleuze, 2019; Veyne,1998, 2011; Machado, 2012; Gregolin, 2004, 2006; Fischer, 2020; Veiga-Neto 2016). Os resultados obtidos por esse gesto de leitura indicaram que a prática discursiva dos ladrões constrói uma subjetividade do negro alinhada aos preceitos do catolicismo, passando por uma postura crítica em relação à sua fé. Além disso, o estudo sinalizou uma existência marcada pelo sentimento de tristeza, bem como a construção de um sujeito negro que exerceu resistência para preservar sua tradição e seu modo de vida.


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5
  • ALANA CRISTINA MEDEIROS DE MIRANDA
  • “Um par de olhos vermelhos faiscantes e malignos surgiu”: sobre o terror em Semente de Sangue, de Gabriel Yared

  • Orientador : MARCELO LACHAT
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN PIERRE CHAUVIN
  • MARCELO LACHAT
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 29/02/2024

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  • Esta dissertação de mestrado tem como objetivo analisar as configurações de terror no romance Semente de Sangue, do jovem escritor amapaense Gabriel Yared. A história mistura elementos de crença e mitologia amazônicas com fatos históricos e culturais do Estado do Amapá. O autor busca dar visibilidade a questões como homofobia, racismo, xenofobia e machismo em seus textos. Semente de Sangue apresenta uma família amaldiçoada, que paga pelos crimes de seus antepassados, agentes de escravidão, assassinato e estupro na formação do município de Mazagão Velho. As vítimas retornam geração após geração para se vingar, criando um ambiente de mistério e terror ao longo da narrativa. A respeito das configurações de terror, é possível dizer que a trama envolve encantaria, espiritualidade, assombros, acontecimentos macabros e que não se podem, por meios racionais, explicar. Este trabalho discute o sentimento de medo na literatura e como é possível experimentá-lo. O autor do livro a ser analisado, Gabriel Yared, se destaca por escrever dentro do gênero terror, envolvendo elementos de crença e mitologia amazônicas em sua narrativa. Este estudo recorre aos textos de Sigmund Freud para explicar o motivo pelo qual o medo é um sentimento universal, e como a crença em forças espirituais pode provocar o horror e o terror na literatura. Para fundamentar esses aspectos, este trabalho se debruça sobre as pesquisas de Delumeau (1993), Lovecraft (2008), Todorov (2010), Queiroz (2017), Silva e Pacheco (2011) e Cabral (2017).


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6
  • ALCIR DOS SANTOS BRAGA
  • O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA PERSPECTIVA DO LETRAMENTO CRÍTICO-DECOLONIAL: DESAFIOS E
    POSSIBILIDADES NA ESCOLA FAMÍLIA AGROECOLÓGICA DO MACACOARI-EFAM

  • Orientador : ROSIVALDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • DÉBORA CRISTINA DO NASCIMENTO FERREIRA
  • ROSIVALDO GOMES
  • Data: 01/03/2024

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  • Este estudo está intitulado como &quot;O Ensino de Língua Portuguesa na perspectiva do letramento crítico-decolonial: desafios e possibilidades na escola Família Agroecológica do Macacoari (EFAM)&quot;.E seu objetivo geral é compreender os desafios enfrentados pelos educadores ao implementar abordagens de letramento crítico e da decolonialidade no ensino de língua portuguesa na EFAM quanto às resistências, dificuldades estruturais, e outras barreiras inerentes a prática docente. Este estudo justifica-se pela necessidade de repensar as atuais práticas metodológicas no ensino de Língua Portuguesa, especialmente à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das novas concepções contemporâneas para o ensino de línguas. Além disso, por considerar a importância de desenvolver uma compreensão crítica do ensino da língua e de suas aplicações. Metodologicamente, este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa de campo in loco de caráter qualitativo e propositivo, com coleta de dados por meio de entrevistas realizadas na EFAM com duas professoras de Língua Portuguesa. De acordo com os resultados, embora as práticas de letramento crítico e de
    decolonialidade tenham demonstrado eficácia na desconstrução de paradigmas, as educadoras enfrentam resistências por parte dos alunos, além de desafios estruturais inerentes à dinâmica escolar. Por isso, a compreensão dessas barreiras permite evidenciar a complexidade da implementação dessas abordagens e apontar possíveis estratégias para superar tais obstáculos. No campo da fundamentação teórica, temos as contribuições de renomados estudiosos que enriqueceram esta dissertação. Autores (as) como: (FREIRE, 1988), (MENDONÇA, 2006), (MIGNOLO, 2006), (MAKONI; PENNYCOOK, 2007), (PIETRI, 2010); (SANTOS, 2010), (SOARES, 2012), (BALLESTRIN, 2013), (WALSH, 2009; 2013) (STREET, 2014), (MOITA LOPES; FABRÍCIO, 2019), (GOMES; NOGUEIRA, 2020), (WALSH; OLIVEIRA; CANDAU, 2018) , (MARIANI, 2018),
    (NETO; LIMA, 2021), (ÁVILA, 2021), (OLIVEIRA, 2021), (GOMES, 2022), e outros (as).


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7
  • CILENE MONTEIRO DO CARMO
  • Estudos de lexicos e identidades de louceiras do Maruanum

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • SHELTON LIMA DE SOUZA
  • Data: 01/03/2024

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  • O presente estudo foi realizado sob a perspectiva teórico-metodológico da Linguística Descritiva e Identitária da / na Amazonia, e consiste em questões da mesma perspectiva atreladas às mulheres louceiras, pertencente ao Distrito do Maruanum localizado no Município de Macapá, Estado do Amapá. Trata-se da atenção a saberes e fazeres ancestrais efeito de tradição secular do fazer louça de barro. Na dinâmica do cotidiano, nas tarefas que envolvem os rituais e as crenças que marcam essa tradição, as louceiras utilizam o saber fazer repassando de geração para geração, sendo uma atividade predominantemente feminina. O trabalho proposto associa-se aos conhecimentos desse grupo já propostos por Coirolo (1991), Costa (2014), Mafra (2003), autores pioneiros em estudar o grupo de mulher louceiras do Maruanum. Tem como objetivo compreender e registrar especificidades representativas das identidades e da língua em uso pelas louceiras. A pesquisa se justifica como relevante e pertinente para a descrição linguística referente a léxico e identidades atreladas à Amazônia Amapaense, bem como pela possibilidade de contribuir para a ampliação e a descrição das questoes linguisticas inerentes à esa região. Do ponto de vista metodologico, a pesquisa resultante da dissertação envolveu abordagem qualitativa, tendo como instrumento a coleta de dados e a realização de entrevistas abertas.


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  • ANA MARIA VIANA
  • PALAVRAS D’ÁGUA: A POÉTICA DE ELÍUDE VIANA E INAÊ NASCIMENTO EM PERSPECTIVA COMPARATISTA

  • Orientador : MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • Data: 07/03/2024

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  • Este trabalho tem como objetivo analisar a poética de duas autoras de escrita amazônica, a saber:  Elíude Viana e Inaê Nascimento, ambas paraenses, embora a primeira tenha se fixado no Amapá, há alguns anos e a segunda escritora resida, efetivamente, em Belém do Pará. De início, a abordagem versa sobre a pesquisa bibliográfica sobre as obras e, em seguida, o estudo de textos teóricos que propiciaram o estudo crítico sobre a presença simbólica da água como elemento catalisador da memória, nas vozes poéticas, além de não se prescindir da Teoria Literária. Para o estudo, recorreu-se ao método da Literatura Comparada, por meio do qual foram realizadas a leitura, a seleção e a análise do corpus, composto por dois poemas de cada uma das autoras: “Imigrante” e “Pescadora de desejos”, presentes na obra Vestes da Alma (1997) de Elíude Viana; “Palavras recorrentes” e “Afloramento” (2009), da obra de Inaê Nascimento, publicados na plataforma de mapeamento, pesquisa e crítica “Mapa Brava”. Assim, foi feita a descrição, a análise e a interpretação dos elementos que compõem a poética das escritoras, localizando-se aproximações, dissonâncias e/ou intertextualidades. Os pressupostos teóricos virão das contribuições vertentes da Literatura Comparada, em Carvalhal (2006), Nitrini (2010), entre outros autores, relativos aos conceitos da Poética e da Teoria Literária.


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  • AMIAKARE APALAI
  • Levantamento Sociolinguístico na Aldeia Bona-Parque Indígena do Tumucumaque

  • Orientador : EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANGELA FABIOLA ALVES CHAGAS
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • Data: 20/03/2024

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  • Este estudo tem como objetivo apresentar o levantamento sociolinguístico da Aldeia Bona (Apalai), localizada na Terra Indígena Parque do Tumucumaque, às margens do rio Paru de Leste, entre o Amapá e o norte do Pará. A aldeia Bona é a central dos povos indígenas Aparai e Wayana e é aquela com maior população. Quanto ao uso das línguas na comunidade, são faladas, principalmente, duas, Aparai e Wayana, pertencentes às etnias de mesmo nome. Por conta dos casamentos interétnicos, os falantes têm uma dupla origem – Aparai-Wayana ou Wayana-Aparai – esse contexto proporcionou situações de bilinguismo e multilinguismo na comunidade. Atualmente, a língua mais falada nas famílias, por diferentes faixas etárias e em várias situações de fala, é a língua Aparai. Já o Wayana, segunda língua materna, está perdendo espaço, presente somente em algumas famílias. Além dessas duas, as outras línguas faladas na aldeia Bona são o Tiriyó, usada quando se precisa conversar com indivíduos da etnia Tiriyó, e o Português, usada quando a pessoa precisa conversar com não-indígena (Karaewa). Quanto ao ensino das línguas na aldeia, a escola ensina mais em Aparai e Português, muito pouco em Wayana e menos ainda em Tiriyó. Os professores indígenas da escola são falantes de Aparai, da etnia Wayana-Aparai ou Aparai-Wayana. Os materiais didáticos para ensino de língua indígenas Aparai, Wayana e Tiriyó são muitos poucos; existem materiais para ensino de língua portuguesa e para outras disciplinas, mas estão em língua portuguesa. No recorte apresentado, trazemos os resultados parciais dos questionários realizados com as famílias, em que foram entrevistadas 5 pessoas de sexo masculino e 5 pessoas de sexo feminino com idade de 8-12 anos, 5 pessoas do sexo masculino, da faixa etária 13 a 30 anos, e ainda 5 pessoas do sexo masculino e 5 pessoas do sexo feminino da faixa etária de 30 a 45 anos, totalizando 25 pessoas entrevistadas na aldeia Bona. Este estudo se enquadra no âmbito da Sociolinguística, mais especificamente nas discussões sobre política e planejamento linguísticos, com base, principalmente, em Calvet (2002, 2007) e Maher (2008, 2010a, 2010b). Tais discussões são inseridas em um contexto multilíngue, em que são faladas as línguas Aparai, Wayana, Tiriyó e Português.


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10
  • MALENA VIDAL DOS SANTOS
  • HISTÓRIAS DO MEU POVO, A ESCREVIVÊNCIA DE ESMERALDINA DOS SANTOS

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTHIA DE CÁSSIA SANTOS BARRA
  • LUCINEIA ALVES DOS SANTOS
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 25/03/2024

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  • Esta dissertação é o resultado da análise da obra literária intitulada Histórias do meu povo
    (2002), da escritora quilombola amapaense Esmeraldina dos Santos, objetivando tratar da
    escrevivência da autora, marcada pela memória e valorização da identidade cultural
    quilombola. O objeto deste estudo é uma narrativa poética e musical que descreve a história do
    quilombo do Curiaú, localizado a 14km do centro da capital do Amapá e fundado por um grupo
    de pessoas negras escravizadas durante a construção da Fortaleza de São José de Macapá, que
    é considerada a maior fortificação do Brasil construída para proteger a Amazônia de eventuais
    ataques ou invasões no século XVIII. O livro de Esmeraldina apresenta, ainda, a cultura do
    marabaixo, uma manifestação folclórica afro-amapaense. Este estudo tem, portanto, a
    finalidade de contribuir para o fortalecimento da presença de escritoras quilombolas e suas
    escrevivências memorialistas e identitárias na crítica literária brasileira. Desse modo, tem-se
    uma discussão em torno desse tema fundamentada em autores que tratam dos conceitos de
    escrevivência (Evaristo, 2020), memória coletiva (Halbwachs, 1990; Nora, 1993) e oralitura
    (Martins, 2003). A análise literária leva em consideração também o discurso de resistência da
    autora, a “quilombagem literária”, termo utilizado para tratar do ato das escritoras negras de
    escrever e publicar suas obras. Este termo foi inspirado no conceito de “quilombagem” tratada
    na obra de Clóvis Moura (2001), frente à tentativa de silenciamento e apagamento histórico dos
    negros no Brasil durante séculos, em especial da mulher negra quilombola na Amazônia que,
    apesar do cenário de difícil publicação no Norte, sobretudo no estado do Amapá no início dos
    anos 2000, tornou-se uma importante voz na cultura amapaense.


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  • AUGUSTO GASPARRE BRAGA FAÇANHA
  • SISTEMAS INTERROGATIVOS EM LÍNGUAS INDÍGENAS SUL-AMERICANAS

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • FERNANDO ORPHAO DE CARVALHO
  • Data: 31/03/2024

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  • O presente trabalho se insere na área de tipologia linguística e almeja construir um estudo comparativo entre 32 línguas indígenas sul-americanas, pertencentes a 19 grupos genéticos distintos, no tocante às suas construções interrogativas. Através da comparação, busca-se demonstrar os tipos interrogativos encontrados com relação às suas estratégias de marcação: entonação em conjunto com outras estratégias, partículas interrogativas, morfologia verbal, somente entonação e inversão sintagmática. Outros aspectos considerados foram a posição de partículas interrogativas – quando presentes – e palavras interrogativas, presentes em perguntas enunciativas. Para tanto, operou-se a análise com base em conceitos comparativos, construtos metodológicos que permitem a comparação trans-linguística e que não se confundem com categorias particulares de cada língua. As línguas que compõem a amostra deste trabalho foram obtidas através da leitura de trabalhos descritivos – dissertações, teses e gramáticas – com informações sobre seus respectivos sistemas interrogativos, obtidos pelo critério de disponibilidade. Os resultados parciais indicam que línguas indígenas sul-americanas tendem a marcar o interrogativo através de entonação, morfologia verbal e partículas interrogativas, não obstante haja exemplos minoritários de outras estratégias.


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  • AUGUSTO GASPARRE BRAGA FAÇANHA
  • SISTEMAS INTERROGATIVOS EM LÍNGUAS INDÍGENAS SUL-AMERICANAS

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • FERNANDO ORPHAO DE CARVALHO
  • Data: 31/03/2024

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  • O presente trabalho se insere na área de tipologia linguística e almeja construir um estudo comparativo entre 32 línguas indígenas sul-americanas, pertencentes a 19 grupos genéticos distintos, no tocante às suas construções interrogativas. Através da comparação, busca-se demonstrar os tipos interrogativos encontrados com relação às suas estratégias de marcação: entonação em conjunto com outras estratégias, partículas interrogativas, morfologia verbal, somente entonação e inversão sintagmática. Outros aspectos considerados foram a posição de partículas interrogativas – quando presentes – e palavras interrogativas, presentes em perguntas enunciativas. Para tanto, operou-se a análise com base em conceitos comparativos, construtos metodológicos que permitem a comparação trans-linguística e que não se confundem com categorias particulares de cada língua. As línguas que compõem a amostra deste trabalho foram obtidas através da leitura de trabalhos descritivos – dissertações, teses e gramáticas – com informações sobre seus respectivos sistemas interrogativos, obtidos pelo critério de disponibilidade. Os resultados parciais indicam que línguas indígenas sul-americanas tendem a marcar o interrogativo através de entonação, morfologia verbal e partículas interrogativas, não obstante haja exemplos minoritários de outras estratégias.


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  • ANA ARLENE FERREIRA NOBRE
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    DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL EM CONTEXTO ESCOLAR: ANÁLISE DAS PRÁTICAS LETRADAS DESENVOLVIDAS NA ESCOLA QUILOMBOLA ESTADUAL JOSÉ BONIFÁCIO (AP) 

  • Orientador : CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • ROSIVALDO GOMES
  • SHELTON LIMA DE SOUZA
  • Data: 02/07/2024

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  • Este estudo apresenta uma análise relativa à diversidade sociocultural no contexto escolar quilombola, com foco nas práticas de letramento desenvolvidas nas aulas de língua portuguesa, na Escola Quilombola Estadual José Bonifácio, doravante EQEJB, situada no Quilombo do Curiaú, no Estado do Amapá, tendo em vista que a língua, cultura e sociedade estão intrinsecamente relacionadas às práticas sociais, por isso devem ser valorizadas no processo de ensino-aprendizagem. O objetivo geral da pesquisa foi analisar as práticas de letramento em língua portuguesa desenvolvidas na Escola Quilombola Estadual José Bonifácio. A partir desse propósito foram traçados os seguintes objetivos específicos: a) discutir as principais práticas de letramento trabalhadas no ensino de língua portuguesa; b) compreender a percepção dos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa; c) evidenciar traços étnico-socioculturais presentes nas produções escritas dos sujeitos-aprendizes da comunidade social. Esse trabalho de investigação foi norteado pelas seguintes questões fundamentais: (i) como são as práticas de letramento realizadas em sala de aula no contexto escolar quilombola?; (ii) de que maneira o ensino de língua materna contempla a dimensão étnico-sociocultural da comunidade social?; (iii) que características relacionadas aos aspectos identitários e socioculturais podem ser encontrados nas produções escritas dos estudantes quilombolas? Trata-se de uma pesquisa de campo, de cunho descritivo e abordagem qualitativa interpretativa, engajada eticamente, valorizando os aspectos linguísticos, culturais, identitários do grupo social que integra o contexto escolar quilombola. À luz de fundamentos teórico-metodológicos embasados em documentos oficiais, livros, artigos e eventos científicos voltados à temática abordada, especialmente, nos aportes teóricos de Bagno (2007, 2009), Biderman (2011), Brasil (2010, 2012), Calvet (2002), Cezário e Votre (2013), Kleiman (2005), Rojo (2001, 2009), Soares (2009), Videira (2009, 2013, 2017), dentre outros. Quanto aos instrumentos de análise de dados, consideramos a observação participante das práticas e dos espaços escolares, o roteiro de entrevistas e as produções escritas dos estudantes quilombolas, os quais serviram de subsídios para garantir a obtenção do corpus de estudo e alcançar a divulgação de resultados assertivos e fidedignos. Pretendemos, com este estudo, evidenciar as práticas de letramentos mais recorrentes na escola em estudo, buscando contribuir com o ensino de língua portuguesa em comunidade quilombola. Dentre os resultados alcançados, constatamos que a EQEJB se constitui num espaço de afirmação e valorização identitária, e tem buscado, paulatinamente, se adaptar às normatizações legais para oferecer uma educação voltada às relações étnico-raciais. Evidenciamos a realização de práticas e eventos direcionados às questões étnico-socioculturais, com o intuito de valorizar o potencial do sujeito-aprendiz quilombola, dotado de capacidade, potencialidade, saberes e vivências significantes. Por meio destas práticas, revelamos que a comunidade curiauense representa um inestimável patrimônio cultural e imaterial de ancestralidade negra herdado ao povo afrodescendente, por isso tende a mostrar-se heterogêneo, pluricultural e diversificado no modo de ser, agir e estar no mundo, o que pode ser percebido nas práticas e eventos de letramento desenvolvidos no contexto escolar.


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  • This study presents an analysis of literacy practices developed in Portuguese language classes, focusing on the sociocultural diversity present in the quilombola school context. The research was conducted at the José Bonifácio State Quilombola School (EQEJB), located in the Curiaú Quilombo, in the state of Amapá. It considers that language, culture, and society are intrinsically related to social practices and therefore deserve to be included in the language teaching and learning process. The general objective of the research was to analyze the literacy practices in the Portuguese language developed at the José Bonifácio State Quilombola School. This is a field research with a descriptive nature and an interpretative qualitative approach, ethically engaged, respecting the linguistic, cultural, and identity aspects of the social group that comprises the quilombola school context. The theoretical-methodological foundations are based on official documents, books, articles, and scientific events related to the topic, especially the theoretical contributions of Bagno and Rangel (2005), Biderman (2011), Brazil (2010, 2012), Kleiman (2005), Rojo (2001), Soares (2009), among others. Regarding data analysis instruments, we considered participant observation of practices and school spaces, the interview script, and the written productions of quilombola students. Among the results achieved, we found that the EQEJB constitutes a space of affirmation, identity appreciation, and cultural plurality, and has gradually adapted to legal norms to offer education focused on ethnic-racial relations. We highlighted the literacy practices and events associated with literate practices carried out at the school, focusing on ethno-sociocultural issues to value the potential of quilombola learners, endowed with capacity, potential, knowledge, and significant experiences. Through these practices, we demonstrate that the Curiaú community represents an invaluable cultural and intangible heritage of black ancestry inherited by the Afro-descendant people, thus tending to be heterogeneous, multicultural, and diverse in their way of being, acting, and existing in the world, which can be perceived in the literacy practices and events developed in the school context.

     

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  • TATIANA JÁCOME TORK
  • "Gerei meu rebento e ele me arrebentou por dentro": o realismo grotesco na figuração da maternidade nos contos de Bruno Sérvulo

  • Orientador : INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BENEDITA AFONSO MARTINS
  • INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • JULIANA SANTINI
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • Data: 29/08/2024

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  • A maternidade é assunto recorrente nas obras de Bruno Sérvulo, prioritariamente nos contos. O autor, que vive e escreve sobre/em solo amapaense, sempre buscou figurar a maternidade a partir de um viés do estranhamento, com narrativas nas quais a sensibilidade da linguagem convive com a crueldade de seus cenários. A leitura do presente objeto de pesquisa tem por base as teorias e a crítica literária, que ao longo dos anos vêm dedicando especial atenção à literatura cuja pretensão é retratar um "mundo hostil". Logo, o objetivo deste estudo consistiu em analisar a representação das figuras maternas presentes nos contos Dores e Eu não Aceito, sendo que o primeiro texto consta em (Des)graças e (In)delicadezas: sobras de pequenas criaturas (2020) e o último compõe o livro Assassinatos, mistérios e coisas sórdidas (2020). Tomando como bússola o estudo da estética do realismo na contemporaneidade e a imagem da maternidade histórica e culturalmente construída, optou-se por fazer uma pesquisa de caráter exploratório, através de revisão de literatura; subsequentemente, com foco nos contos e em suas respectivas ilustrações, discutiu-se a temática escolhida. A título de organização, estatuiu-se por debater sobre os diversos olhares atribuídos à maternidade, alicerçando essa contextualização nas ideias de Badinter (1985), Nunes (2000) e Tourinho (2006). Por conseguinte, para tratar das manifestações do realismo na literatura contemporânea, estabeleceram-se relações teóricas e conceituais através do diálogo com diferentes autores, como Pellegrini (2009) e Schøllhammer (2009), para, por fim, fazer a leitura analítica do corpus dessa investigação. Diante de tais análises, concluiu-se que os contos são, antes de tudo, reflexivos e que autor adota uma postura realista e utiliza o grotesco como método para espelhar a brutalidade dos padrões de perfeição que a sociedade espera da figura materna, em que as escolhas (ou a falta delas) geram consequências no corpo e na vida das personagens que encontram apenas um lugar de julgamento e de opressão, independente das dificuldades e das dores apresentadas juntamente com o desejo (ou não) da maternidade.


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  • LERIDIANE BENAMOR ANICÁ
  • Contextos de Usos, Ensinos e Aprendizagens da Língua Kheuól nas Escolas Indígenas Galibi-Marworno das Aldeias Anawera, Samaúma, Tukay e Tuluhi na Região da BR 156, Terra Indígena Uaçá.

  • Orientador : GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • CILENE CAMPETELA
  • Data: 19/09/2024

  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho tem como objetivo apresentar uma análise do contexto de Usos, Ensinos e Aprendizagens da Língua Kheuól nas Escolas Indígenas Galibi-Marworno das Aldeias Anawerá, Samaúma, Tukay e Tuluhi na Região da BR 156, Terra Indígena Uaçá, que faz o trajeto da Capital Macapá para o município de Oiapoque, no estado do Amapá. Nessas aldeias moram, além dos Galibi-Marworno, pessoas das etnias Karipuna, Palikur e não indígenas. A diversidade étnica encontrada reflete uma distinta e complexa diversidade linguística dessas comunidades. As línguas faladas são Kheuól Galibi-Marworno, Kheuol Karipuna e o Português, cada uma utilizada em diferentes espaços e em diferentes níveis de uso. A língua Kheuól GM é uma língua crioula, de base francesa, resultado da mistura da língua crioula da Guiana francesa, ou seja, nasceu do contato entre falantes do francês e falantes de outras línguas (SILVA, G, 2021, p. 93). Este trabalho pretende ser uma reflexão sobre a vitalidade da língua Kheuól Galibi-Marworno para pensarmos ações que respondam ao chamado da Década Internacional das Línguas Indígenas - DILI, definida pela UNESCO pelo decênio de 2022-2032. A minha pesquisa buscou identificar a atual situação de uso, ensino e aprendizagem da Língua Kheuól, dentro e fora do espaço escolar Galibi-Marworno. Pretendo observar a vitalidade da língua Kheuól e o grau de bilinguismo Kheuól/Português dos espaços em que essas línguas são utilizadas. Para este trabalho eu entrevistei alguns moradores das quatro aldeias e apliquei questionários impressos. Em cada aldeia foram aplicados os seguintes quantitativos de questionários: aldeia Tuluhi, 09 questionários; Samaúma, 44 questionários; Tukay, 35 questionários; Anawerá 09 questionários. A pesquisa foi realizada através de pesquisa de campo, observação, questionários impressos. Utilizei o roteiro proposto no guia do Inventário Nacional da Diversidade Linguística – INDL (2016) com algumas adaptações para a nossa realidade. Os questionários foram aplicados em português, em alguns momentos utilizou-se o Kheuól, quando o entrevistado tinha dificuldade de entender o português.  O uso, ensino e aprendizagem da língua portuguesa foram impostos aos povos indígenas do Uaçá, sendo a escola o veículo eficiente com sua metodologia de castigos, pois sabemos que, a introdução da escola na região Uaçá foi um projeto do Serviço de Proteção Indígena - SPI, órgão do governo, em 1940. Hoje, a língua portuguesa é mantida nas aldeias por diferentes vias: através de casamentos com não indígenas ou com pessoa de outras etnias; através da escola, nos processos de alfabetização; como língua de instrução etc. A minha pesquisa foi realizada no período de 2022 a 2023.


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  • AMANDA MONTSERRAT HERRERA DE SOUZA
  • ASPECTOS DA CONCORDÂNCIA NOMINAL DO PORTUGUÊS FALADO NO DISTRITO DO MARUANUM - MACAPÁ/AP

     

  • Orientador : EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • EDNA DOS SANTOS OLIVEIRA
  • LILIAN TEIXEIRA DE SOUSA
  • Data: 19/09/2024

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  • Esta pesquisa, intitulada “Aspectos da concordância no Sintagma Nominal do português falado no distrito do Maruanum/AP”, pretende descrever e analisar a variedade de português afro-amazônico, falado em três comunidades rurais quilombolas do distrito do Maruanum (Macapá/AP): Santa Luzia, São João e Carmo do Maruanum, cujas histórias são circunscritas pela dinâmica híbrida de formação amapaense. Os fenômenos da marcação de número e gênero no SN serão observados sob a ótica quantitativa da Sociolinguística Variacionista, com base nos pressupostos teóricos-metodológicos de Scherre (1988), Labov (2008 [1976]), Lucchesi (2009) e Sanches (2020), além de contribuições de Ribeiro (2019), Oliveira (2015), Lucchesi e Picanço (2021), Campos (2014) e Cezario e Votre (2018). Esse estudo faz uma interface com as pesquisas a respeito da sócio-história do Amapá, uma vez que o escopo deste estudo é constituído das proposições sociais e históricas que influenciam as relações linguísticas nas comunidades do Maruanum.


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  • DILZIANE LABONTÊ ORLANDO
  • PANORAMA DA SITUAÇÃO SOCIOLINGUÍSTICA DOS PALIKUR

  • Orientador : SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • MÔNICA VELOSO BORGES
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • TÂNIA FERREIRA REZENDE
  • Data: 20/09/2024

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  • O objetivo deste trabalho é analisar a vitalidade da língua Parikwaki entre os indígenas da etnia Palikur-Arukwayene, de Oiapoque – AP.  Assim também como buscou as informações e relações da língua Parikwaki com as outras línguas de fora, como a língua portuguesa, língua francesa e língua indígena, Kheoul. Contudo, o trabalho em campo efetuou-se em três aldeias do lado brasileiro, as aldeias Kumenê, Kamuywá e a aldeia Kwikwit na Terra Indígena Uaçá, rio Urucauá. E uma pesquisa de campo realizada na aldeia Norino (Lakaye), no território francês na guiana francesa. Para as realizações de pesquisas em campo, e buscar informações sobre o multilinguismo e a situação sociolinguística da língua Parikwaki, foi utilizado o questionário sociolinguístico elaborado por Maher (2008). Que nos permitiu uma pesquisa por cada faixa etária, envolvendo crianças e adolescentes dentro dessa análise, além de adultos e anciãos. Vale ressaltar que tivemos dificuldades nas pesquisas entre crianças, contudo, não obtivemos o sucesso. Optamos por somente observa-los em seus próprios ambientes de interação e nas brincadeiras.


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  • SOLANIA DO ROSÁRIO ALCÂNTARA
  • A REPRESENTAÇÃO DA MULHER EM RESSUSCITADOS, DE RAIMUNDO MORAIS

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALLISON MARCOS LEÃO DA SILVA
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • Data: 30/09/2024

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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar a representação da mulher na obra Ressuscitados, de
    Raimundo Morais, com base nas teorias pós-colonial e feminista, a partir da personagem
    feminina principal da obra, a indígena apurinã Corina. Para tanto, pretende-se contextualizar o
    panorama histórico do Ciclo da Borracha para a análise da personagem, bem como explorar as
    teorias pós-colonial e feminista, sob o viés da identidade, a partir de elementos do romance.
    Tal base teórica auxilia na análise da personagem indígena Corina e de seus modos de
    representação enquanto um sujeito aculturado. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica,
    com fundamento nos teóricos que tratam do colonialismo e do pós-colonialismo: Bhabha
    (2013), Bonnici (2009), Fanon (2002), Hall (2003, 2006), Said (1995), assim como da crítica
    feminista: Spivak (2010), Zolin (2009) e Lugones (2020) dentre outros. Além de autores
    como Leandro (2014), Paiva (2016), Lopes (2007) e Wolff (1998), que consideram o contexto
    histórico do Ciclo da Borracha na Amazônia, retratado na obra.


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  • LORENNA LUANDA DA ROCHA BRAGA
  • DO RIO AO TESTEMUNHO: AS NARRATIVAS DE SOBREVIVENTES DE GRANDES NAUFRÁGIOS AMAZÔNICOS

  • Orientador : RAFAEL SENRA COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO NASCIMENTO SARMENTO-PANTOJA
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • Data: 30/10/2024

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  • Este trabalho partiu da seguinte inquietação: teria relação entre a teoria do testemunho e as
    narrativas de sobreviventes de grandes naufrágios, uma vez que eles têm uma repercussão
    dentro da região amazônica proporcional a outras catástrofes de outros lugares? Por isso, e
    enviesado pela linha de pesquisa Literatura, Cultura e Memória, este trabalho intitulado Do Rio
    ao Testemunho: narrativas de sobreviventes de grandes naufrágios amazônicos busca
    investigar o teor testemunhal e as oscilações das vozes narrativas de passageiros sobreviventes
    dos naufrágios dos navios Novo Amapá e Sobral Santos II encontrados nos livros jornalísticos
    Morte nas águas: A tragédia do Cajari, de João Capiberibe, e Sobral Santos II e Novo Amapá:
    40 anos das tragédias fluviais que abalaram o Brasil, de Evandro Corrêa, bem como as
    narrativas de quatro sobreviventes do naufrágio Anna Karoline III, alcançadas por meio de
    entrevistas na cidade de Almeirim-PA. Como objetivos específicos, procura-se traçar um breve
    histórico sobre a teoria do testemunho e relacioná-la com as histórias dos naufrágios dos navios
    Novo Amapá, Sobral Santos II e Anna Karoline III; definir os conceitos que participam à teoria
    do testemunho; associar conceitos da teoria do testemunho às narrativas de sobreviventes dos
    naufrágios mencionados. As narrativas descritas serão apresentadas na terceira e última etapa
    ainda não concluída, na qual será discorrida a relação entre o objeto desta pesquisa, que seriam
    o teor testemunhal e as oscilações de vozes narrativas testemunhais, com o corpus da análise
    desta dissertação composto pelas narrativas testemunhais de sobreviventes de grandes
    naufrágios amazônicos.


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  • MARILENE ALMEIDA
  • PROJETO FRANCECOLAB: uma análise discursiva e crítica-decolonial do livro “Rita, uma tampinha no fundo oceano” produzido por alunos/as da Escola Estadual Professora Marly Maria e Souza da Silva

  • Orientador : ROSIVALDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • DÉBORA CRISTINA DO NASCIMENTO FERREIRA
  • ROSIVALDO GOMES
  • SUZANA PINTO DO ESPIRITO SANTO
  • Data: 23/11/2024

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  • Esta dissertação tem como objetivo geral analisar a produção de conto-livro, fruto do Projeto FrancEcolab. Vale destacar que FrancEcolab Brasil não é uma sigla, mas sim a denominação bilíngue de um projeto realizado em francês e português, voltado à sensibilização de escolas e jovens sobre a relevância da preservação ambiental. No estado do Amapá, o projeto contou com a participação de alunos e alunas da Escola Estadual Professora Marly Maria e Souza da Silva, localizada na cidade de Macapá, na fronteira com a Guiana Francesa. Como objetivos específicos busca-se (i) analisar aspectos do colonialidade e decolonialidade nas produções dos contos vencedores do Concurso FrancEcolab Brasil edições 2021, 2022 e 2023; (ii) discutir a configuração multimodal presente nos contos e sua contribuição para a reafirmação dos saberes locais que são mobilizados pelos/as alunos/as em suas produções e (iii) analisar, à luz da perspectiva crítica do discurso, a construção de significados discursivos (acional, representacional e identificacional) nas produções de contos para uma formação crítica, ambiental e decolonial dos/as alunos/as. O projeto FancEcolab Brasil foi implementado em 2021 e conta com uma edição a cada ano, sendo realizado pela Embaixada Francesa e pela Fondation Tara Océan em parceria com a Câmara de Comércio França-Brasil - CCIFB, Institut Recherche pour le Développement - IRD e instituições nacionais e internacionais. Para a fundamentação teórica, são consideradas por base, as epistemologias decoloniais a partir dos estudos de Quijano (2009), Mignolo (2017), Maldonado-Torres (2008); a Análise do Discurso Crítica (ADC) a partir dos estudos deFairclough (2001), Resende (2017) e Melo (2011), que auxiliam na construção do percurso de análise dos dados. A pesquisa configura-se como qualitativa- interpretativista e situada no campo da Linguística Aplicada, tendo em vista que o foco centra-se na construção dos significados levantados a partir da análise interpretativista com base em Bortoni-Ricardo (2008); Moita Lopes (1994); Kleiman (2013); Denzin e Lincoln (2006). O corpus analisado é composto pelas produções de alunos da Escola Estadual Marly Maria e Souza da Silva, vencedores por três anos consecutivos na categoria Fundamental I do concurso FrancEcolab. A análise, baseada na obra Rita, uma tampinha no fundo do oceano (edição 2021), revela, a partir da Análise de Discurso Crítica (ADC) e das epistemologias decoloniais, que o Projeto FrancEcolab Brasil apresenta práticas discursivas alinhadas à colonialidade do saber, do poder e do ser. As produções autorais dos alunos evocam os significados do discurso nos aspectos representacional, acional e identificacional, incorporando o lócus enunciativo, aspectos multimodais e (re)significações dos saberes locais, promovendo fissuras decoloniais no projeto.


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  • ECLEMILDA MACIAL SILVA
  • PERSPECTIVISMO INDÍGENA DO POVO GALIBI-MARWORNO SOBRE A MORTE EM NARRATIVAS CONTADAS NA ALDEIA KUMARUMÃ/AP

  • Orientador : MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSÉ GUILHERME DOS SANTOS FERNANDES
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 29/11/2024

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  • A presente dissertação de mestrado versa sobre perspectivismo indígena do povo GalibiMarworno sobre a morte em narrativas contadas na aldeia Kumarumã/AP e tem como principal finalidade, fortalecer a pesquisa sobre a identidade cultural do povo Galibi-Marworno da aldeia Kumarumã, Terra Indígena Uaçá, que se localiza no município de Oiapoque, Estado do Amapá. O objeto da pesquisa se desenvolve através das narrativas contadas exclusivamente nos velórios desse povo. Para tanto, inicialmente se faz uma abordagem histórica do povo Galibi-Marworno, sua origem, língua, modo de viver e localização. Em seguida, contextualizam-se as narrativas que foram coletadas na aldeia no segundo semestre de 2022. Nesse sentido, buscou-se identificar o período em que as narrativas se tornaram mais efetivas na aldeia, ou seja, no momento em que elas foram evidenciadas a partir da memória na cultura do povo GalibiMarworno. Nota-se, dessa forma, que é durante o velório que o tema da morte se torna elemento fundamental presente nas narrativas que são contadas de forma intensa e somente nesse contexto. Para propor um recorte na coleta identificamos narradores, indígenas da etnia e que moram na aldeia e no contexto urbano, e são detentores desses saberes. Após a coleta, fez-se a transcrição das seguintes narrativas: “Um homem que tinha muitos cachorros” narrativa que evidencia a relação natureza e cultura; “ O homem e a mulher que apareceu” que ressalta a crença e a existência na espiritualidade e o sobrenatural, “ A história de Maria e João” que relaciona seres humanos e aspectos de zoomorfismo e, por fim, a narrativa sobre a “Brincadeira do Gavião e mamãe galinha” que trata das categorias de identidade, individuais e coletivas, e identifica a essência e a relação com a cultura Galibi-Marworno. Desse modo, investigou-se as circunstâncias do “período de decadência”, quer dizer, a ruptura cultural na relação com a morte, por meio do declínio deste costume, pois, certas narrativas contadas com exclusividade nos momentos de velório, já não são mais vistas como importantes pelosindígenas que integram este ato, assim como para grande parte da população da aldeia. Objetivamos, ainda identificar, quais os acontecimentos que contribuíram para tal fato, na perspectiva de salvaguardar o direito às gerações futuras, em especial, a do povo Galibi-Marworno, de conhecer e vivenciar esses momentos sagrados. Para tanto, estudamos na Teoria Literária textos sobre a memória de Michael Pollak (1992) e Paul Ricoeur (1994), no que se refere a narrativa Genette (1979) e Walter Ong (1998) e sobre o perspectivismo indígena Viveiros de Castro (2002).


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  • ANGÉLICA MELO DA SILVA
  • Oralidade e letramento social na comunidade quilombola do Mel da Pedreira (Macapá/AP)

  • Orientador : EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDNA DOS SANTOS OLIVEIRA
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • SUZANA PINTO DO ESPIRITO SANTO
  • Data: 29/11/2024

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  • Esta dissertação investiga como a oralidade influencia a relação entre o letramento social e a manutenção das tradições culturais na comunidade Mel da Pedreira, considerando a diversidade de contextos que definem o letramento. A pesquisa focou em como a oralidade e as práticas de letramento social são empregadas como instrumentos para a transmissão de conhecimento entre gerações. Para alcançar esse objetivo, empreendeu-se uma pesquisa de campo in loco. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa, que, segundo Fonseca (2001), trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, correspondendo a um espaço mais profundo das relações. Dessa maneira, levantou-se o seguinte questionamento: como a oralidade e o letramento social contribuem para a manutenção das tradições culturais na comunidade Mel da Pedreira. Em resposta aos objetivos propostos, realizou-se uma pesquisa etnográfica com os moradores da comunidade quilombola Mel da Pedreira. A etnografia, conforme Mattos (2001), contribui para a descoberta da complexidade dos fenômenos sociais. O referencial teórico desta pesquisa é fundamentado nos estudos de Street (2006), Marcuschi (2004), Ong (1994) e outros autores que discutem o tema.


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  • This dissertation explores literacy practices in the quilombola community of Mel da Pedreira, considering the diversity of contexts that define literacy. The research focused on how orality and social literacy practices are employed as instruments for the transmission of knowledge between generations. To achieve this goal, an in loco field research was undertaken. The methodology adopted was qualitative research, which, according to Fonseca (2001), works with the universe of meanings, motives, aspirations, beliefs, values, and attitudes, corresponding to a deeper space of relationships. In this way, the following question was raised: how orality and social literacy contribute to the maintenance of cultural traditions in the Mel da Pedreira community. In response to the proposed objectives, ethnographic research was carried out with the residents of the quilombola community Mel da Pedreira. Ethnography, according to Mattos (2001), contributes to the discovery of the complexity of social phenomena. The theoretical framework of this research is based on the studies of Street (2006), Marcuschi (2004), and other authors who discuss the theme.

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  • IOHANA VICTÓRIA BARBOSA FERREIRA
  • TXIKIYANA: informações preliminares sobre retomada linguística

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • Data: 29/11/2024

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  • Os Txikiyana atualmente vivem na região da Terra Indígena Parque do Tumucumaque, juntamente a populações das etnias Tiriyó, Kaxuyana e Akuriyó. Nessa região, evidencia-se o prestígio conferido a língua Tiriyó em detrimento as demais línguas, principalmente em relação a língua Txikiyana, objeto desta pesquisa, a qual possui menos prestígio em relação as demais línguas Karíb presentes na região do Complexo do Tumucumaque. Podemos observar essa relação em diversos cenários sociais, como na escola, na comunidade ou até mesmo quanto a quantidade de estudos linguísticos direcionados a essa língua. De acordo com algumas constatações realizadas durante o período de coleta de dados para esta pesquisa, há apenas um pequeno grupo de falantes e alguns lembrantes desta língua, localizados na aldeia Mësepi. Em vista disso, o presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo preliminar da vitalidade da língua Txikiyana e quais contextos está inserida, com fins à sua presença na sala de aula das escolas indígenas da região. Desse modo, a pesquisa foi desenvolvida em dois momentos: a pesquisa bibliográfica e entrevistas com um casal de falantes da língua Txikiyana, com perguntas semiestruturadas, a fim de obter informações históricas, culturais e linguísticas.


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2023
Dissertações
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  • CARLA PATRICIA RIBEIRO NOBRE
  • NARRADOR AUTODIEGÉTICO EM MAMA GUGA – CONTOS AMAZÔNICOS, DE FERNANDO CANTO: retratos da cultura amazônica

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GERSON RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • Data: 31/01/2023

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  • Este trabalho buscou investigar as memórias dos narradores autodiegéticos da obra Mama Guga: contos amazônicos, considerando a relação dessas memórias com a cultura amazônica. Como objetivos específicos, tivemos as seguintes tarefas: a) discutir o(s) conceito(s) de cultura amazônica, avaliando a história de ocupação desse espaço e as relações dos seus habitantes com o espaço ocupado b) examinar os conceitos de conto, narrador autodiegético e memória, para, enfim, apresentar o objetivo c) mapear os elementos apresentados nas
    narrativas de Mama Guga, verificando sua relação com a cultura amazônica. Assim, dentre outras referências teóricas, foram utilizadas as de Canto (2017), Massey (2008), Benchimol (1999), Veríssimo &amp; Preira (2014), Hall (2006), Bhabha (1998), Eliade (1972), Candau (2019), Bosi, E. (1979), Halbwachs (2004), Bergson (2006), Caldas (2019), (2007) e (2017), Cândido (2014), Nenevé, Silva e Gama-Khalil (in ALBUQUERQUE, 2015), Cortazar (1974),Gotlib (2006), Bosi, A. (1999), D’Onofrio (2002), Moisés (1999), Genette (1995), Reis e
    Lopes (1988), Rosenfeld (2018), Eagleton (2019), Segolin (2006), Zéraffa (2010) e Loureiro (1995) e (2008). Assim, foram escolhidos quatro contos para a análise deste trabalho, com foco em seus respectivos narradores, apontando que investigar as memórias dos narradores autodiegéticos nas narrativas traz um universo de análise carregado de significado, apresentando as ideias, os sentimentos e a cosmovisão do narrador face à sua realidade. O grupo de palavras que formam o mapa de memória de cada conto apresenta aspectos relevantes do espaço amazônico e também as vivências dos seres ficcionais. Nos três contos analisados, vemos que a palavra “ouro” está presente. Em dois deles, essa palavra surge de forma explícita e em um ela representa os esforços empreendidos para encontrar o tesouro numa cidade encantada. Nos três contos, a presença de mitos e dos mistérios da Amazônia se fazem forte e atuam no destino dos narradores e dos espaços geográficos.


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  • NATÁLIA ALMEIDA BRAGA VASCONCELOS
  • TRANSLINGUISMO COMO RECURSO DE SUJEITOS SURDOS E NEGOCIAÇÃO DE SENTIDOS NA CONSTRUÇÃO DA ESCRITA EM PORTUGUÊS COMO L2

  • Orientador : ROSIVALDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MÁRCIA MONTEIRO CARVALHO
  • NARA HIROKO TAKAKI
  • ROSIVALDO GOMES
  • Data: 10/02/2023

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  • O ensino de português como segunda língua para surdos é um tema que tem sido amplamente discutido nos últimos anos, sobretudo a partir da regulamentação da Lei 10.436/02 (BRASIL, 2002) e o Decreto 5626/2005 (BRASIL, 2005). Criou-se uma expectativa de um ensino bilíngue que considerasse os valores, a identidade e a voz do sujeito surdo. No entanto, tem-se ainda hoje no Brasil, uma sociedade em que a maioria dos indivíduos não conhece a realidade da comunidade surda e tão pouco a Língua Brasileira de Sinais (Libras), por consequência temos uma minoria linguística que fica à margem do ensino escolar e que para ingressar em uma universidade, passa por processos, avaliações e correções na escrita com base no ensino para ouvintes. Este estudo leva em conta as múltiplas formas que o sujeito surdo tem para se comunicar, as quais podem ser valorizadas no processo de produção e correção dos textos. Em busca de contribuirmos para uma melhor concepção sobre o ensino de português para surdos, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a constituição de sentidos nas práticas translíngues emergentes em produções escritas de textos dissertativo-argumentativos de atores sociais surdos que prestaram vestibular para o curso de Letras Libras/Português da Universidade Federal do Amapá. Para isso, o estudo busca compreender o que é o translinguismo e como os sentido translíngues são evidenciadas na escrita de alunos surdos. Metodologicamente, esta pesquisa é de cunho interpretativista, com base na abordagem qualitativa e é caracterizada como análise documental (MATTAR, 2008). Para refletirmos sobre a temática, o levantamento bibliográfico partiu das seguintes perspectivas: a educação de surdos (SKLIAR, 1997; CAVALCANTI, 1999; CAVALCANTI; SILVA, 2007, BRASIL, 2002, BRASIL, 2005, BRASIL, 2021); a translinguagem em línguas orais (CANAGARAJAH, 2011, 2013, 2018; GARCÍA, 2009; GARCÍA; WEI, 2014; GARCÍA, ALVIS, 2019, ROCHA; MACIEL, 2015); e a translinguagem na comunidade surda (CAVALCANTI; SILVA, 2007, 2016; SILVA; SANTOS, 2017) e Letramento Crítico (MENEZES DE SOUZA, 2011, JORDÃO, 2013). Todas as perspectivas estão em diálogo com os estudos da Linguística Aplicada voltados para o ensino de Português como Segunda Língua para Surdos (PSLS). Os dados demonstraram que os candidatos surdos que participaram do PSE-2018, utilizaram as práticas translíngues na construção de sentidos na escrita da redação, por meio de práticas translíngues que buscavam argumentar sobre o seu ponto de vista, em outros momentos evidenciar um termo para chamar atenção do interlocutor e também foram utilizados recursos que identificava o interlocutor como um sujeito que pertence a comunidade surda. A Translinguagem traz para a escrita do surdo uma liberdade que emerge do seu repertório linguístico, seus aspectos culturais e identitários. Contribuindo com o rompimento de paradigmas tradicionais sobre a concepção de linguagem, possibilitando formas. 


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  • EDIELSON MONTEIRO DA SILVA
  • PORTUGUÊS LÍNGUA ADICIONAL NO INSTITUTO FEDERAL DO PARÁ – CAMPUS DE PARAUAPEBAS: CONFIGURAÇÕES INSTITUCIONAIS DE UMA POLÍTICA LINGUÍSTICA

  • Orientador : ROSIVALDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • PAULA TATIANA DA SILVA ANTUNES
  • ROSIVALDO GOMES
  • Data: 24/02/2023

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  • O cenário geopolítico é influenciado por diversos fatores, entre eles o econômico, político, cultural e social que gera considerável mudança. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo geral analisar a implementação de políticas linguístico-institucionais de Português como língua adicional (PLA) no Instituto Federal do Pará (IFPA) e o seu desdobramento para o campus Parauapebas. A partir disso, e como forma para alcançar o que se propõe nesta dissertação, são objetivos específicos: a) Identificar fatores institucionais que contribuíram para a implementação de políticas linguísticas para o Português como Língua Adicional no Instituto Federal do Pará; b) Mapear e analisar os cursos de PLA ofertados pelo IFPA, focalizando a configuração da oferta (curso, perfil, público-alvo, proposta teórico-metodológica); c) Discutir possível desdobramento da implementação da oferta de cursos de PLA para o campus Parauapebas. A pesquisa se configura de abordagem qualitativo-interpretativista, de tipo documental (BORTONI-RICARDO, 2008) e situada no campo da Linguística aplicada (MOITA LOPES, 2006), tendo como corpus documentos institucionais e modalidades de ações feitas pela instituição para a difusão do PLA ou que podem ser desdobradas para outros campi. Para tanto, convocamos autores como Calvet (2002, 2007); Almeida filho (2006,2012); Mendes (2019) Schalatter (2020); Bizon e Diniz (2019); Diniz (2008, 2021) entre outros. Os resultados demonstram que há iniciativas por parte do IFPA para a oferta do PLA por meio da Pró-Reitoria de extensão, centro de Idiomas, no entanto, ainda são poucas dado a sua área de atuação e o que os Planos de desenvolvimento Institucionais apontam para a difusão do idioma e da Instituição. No campus Parauapebas, mais especificamente, entende-se que as políticas linguísticas podem, em parceria com a prefeitura de Parauapebas, serem realizadas com estrangeiros que vivem na cidade, como por exemplo, refugiados venezuelanos que vivem na cidade em situação de vulnerabilidade social.


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  • FRANCK WIRLEN QUADROS DOS SANTOS
  • POVO DAS ÁGUAS, DOS CAMPOS E DA FLORESTA: narrativas orais marajoaras da contracosta de Chaves/PA

  • Orientador : MARCO AURELIO SCARPINO RODRIGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCO AURELIO SCARPINO RODRIGUES
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • CARLOS AUGUSTO NASCIMENTO SARMENTO-PANTOJA
  • Data: 18/05/2023

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  • A presente pesquisa tem como foco a coleta e o estudo das narrativas orais de indivíduos das comunidades ribeirinhas dos rios Mapatá, Arauá, Ganhoão e Nascimento, correspondendo ao litoral da cidade paraense de Chaves, que compreende o eixo ABC (Afuá, Breves e Chaves), com o objetivo de analisar as significações e ressignificações das narrativas orais ribeirinhas como representação da identidade amazônica marajoara. Em relação à metodologia, trata-se de uma pesquisa de base bibliográfica e de coleta de dados de cunho qualitativo, do qual a memória é fonte do desenvolvimento dos saberes tradicionais e que, por meio da oralidade, estabelecem- se as relações de sentido para a compreensão da identidade amazônica marajoara, sob a ótica do lócus da pesquisa que compreende as águas, os campos e as florestas da cidade de Chaves/PA. A análise desse quadro requer a adoção de um arcabouço teórico fundamentado no estudo da memória e do narrar, embasado pelas concepções de narrador de Benjamin (1994), Loureiro (2000) e Reuter (2007), além da mediação dos estudos da análise das narrativas em correlação com o contexto amazônida e de sua construção por meio dos pressupostos de Loureiro (2015) e Miranda Neto (2005), assim como os teóricos dos estudos sociais e antropológicos de memória em Le Goff (1990), Bosi (1994) e Fochi (2017).


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  • MARCELINE GUEDES DOS SANTOS
  • O ESTADO DA ARTE DAS LÍNGUAS DE SINAIS INDÍGENAS DO BRASIL: ESTUDOS DESENVOLVIDOS ENTRE 1995-2021

  • Orientador : GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • FERNANDO ORPHAO DE CARVALHO
  • PAULO JEFERSON PILAR ARAÚJO
  • Data: 27/06/2023

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  • A linguística é a ciência responsável pelo estudo das línguas e, suas bases teóricas foram inteiramente desenvolvidas a partir de minuciosas investigações e análises das línguas orais. Em 1960 os estudos linguísticos ganharam uma nova modalidade de língua natural: o das línguas visuais espaciais ou línguas sinalizadas, que adquiriram status linguístico a partir dos estudos de Willian Stokoe (1960). Atualmente, registram-se três principais categorias de línguas de sinais: as nacionais, as nativas e as originais (QUADROS E LEITE, 2013). Dentro da categoria línguas sinalizadas originais, temos as línguas de sinais indígenas, usadas por indígenas surdos de diversas etnias e, que a depender de vários fatores como, número reduzido de sinalizantes, sinalizantes idosos e a falta de registro, poderão vir a sucumbir. No Brasil, pesquisas voltadas para os estudos e mapeamento das Línguas de sinais indígenas, tiveram início na década de 1990. Lucinda Ferreira-Brito (1995), foi a primeira linguista Brasileira a investigar e a coletar dados da então denominada Línguas de sinais Urubu Ka’apor Brasileira – (LSKB), hoje conhecida como Língua de sinais Ka’apor (GODOY, 2020). Desde então outras línguas de sinais indígenas começaram a ser investigadas, é o caso das Línguas de Sinais Paiter Suruí (LSPS), Língua de Sinais Kaigang (LSKA), Língua de Sinais Guarani-Kaiowá (LSGK), Língua Terena de Sinais (LTS) e Língua de Sinais Sateré Mauwé (LSSM). Com base nos estudos de Ferreira Brito (1995); Quadros (2019), Quadros e Leite (2013), Quadros e Silva (2017), Godoy (2019), Gomes e Vilhalva (2021), esta pesquisa exploratória bibliográfica do tipo estado da arte, ainda em andamento, tem por finalidade apresentar dados de estudos produzidos entre 1995-2021 com informações de cunho educacional, cultural e linguístico de todas as línguas de sinais indígenas existentes no Brasil, , bem como, apontar eventuais lacunas e necessidades relacionadas ao registro e manutenção das línguas de sinais indígenas.


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  • FRANCISCO SANTOS BORGES
  • A ESPETACULARIDADE DAS CANTADEIRAS DE MARABAIXO NA LITERATURA ORAL FEMININA AFRO-AMAPAENSE

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • SIMEI SANTOS ANDRADE
  • Data: 30/08/2023

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  • Este estudo abordará a trajetória de mulheres negras, cantadeiras e dançadeiras da cultura do Marabaixo da Amazônia amapaense, que, com seus textos poéticos dramático-religiosos, expressam suas histórias de vida, por meio da oralidade, em cantorias improvisadas do cotidiano. A mulher cantadeira de marabaixo no estado do Amapá é a que carrega consigo o orgulho de uma tradição secular repleta de vivências ancestrais e da improvisação dos versos acompanhados do rodar das saias floridas, o girar do corpo e o arrastar de passos fortes, embalados pelos toques dos tambores negros, que despertam fragmentos da memória histórica de seus antepassados, enriquecem e legitimam o legado cultural afro-amapaense. O objetivo principal dessa pesquisa é analisar a trajetória de mulheres cantadeiras na cultura do Marabaixo no Amapá e abordar a noção de corpo, performance e fragmentos de teatralidade presentes durante o ato ritualístico cultural negro. A pesquisa tem o seu caráter etnográfico-exploratório, ao mapear teses e dissertações, inicialmente com o estudo bibliográfico, explorando o campo das discussões acerca da temática negra e posteriormente com a observação participante, considerando o campo dos sujeitos da pesquisa. O tratamento teórico para dialogar sobre a cultura negra amapaense se baseará no aporte de Borges (2022), Canto (2017), Tartaglia (2021), Videira (2013; 2020), entre outros que dialogam sobre a temática em questão. A geração dos dados ocorreu por meio da pesquisa bibliográfica, estado da arte, a partir do Banco de dados de Teses e Dissertações da Capes, da entrevista narrativa com lideranças negras amapaenses e da observação-participante, ao observar mulheres que atuam frente às associações culturais afro-amapaenses; para esta fase, tivemos como referência Jovchelovitch e Bauer (2022), Ferreira (2022), Gil (1191) além de utilizar registros fotográficos, na necessidade de historicizar, compreender e perceber traços da cultura afro-amapaense, com base nos estudos de Titonni (2009). Com os resultados preliminares, compreendemos que o corpo da mulher marabaixeira associado a performance cultural no manifestar do ritual, perpetua a voz negra amapaense, que se materializa no toque das caixas e no antoar dos ladrões de Marabaixo de autoria feminina.

     


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  • ELANE DA SILVA VIANA
  • O REALISMO MARAVILHOSO EM HISTÓRIA DE PÁSSARO E CONTOS ESTRANHOS, DE MAURO GUILHERME

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • FRANCESCO MARINO
  • Data: 30/08/2023

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  • Esta pesquisa tem como objeto de estudo as manifestações do Realismo Maravilhoso na Literatura do Amapá, objetivando analisar como essa estética se apresenta em contos escritos por autores locais. Com esse propósito, discorre-se a princípio, acerca da literatura fantástica, resgatando seus conceitos, características e relação com o realismo maravilhoso, considerando as ideias propostas por teóricos como Ceserani (2006), Roas (2014) e Todorov (2017). Em seguida, expõe sobre o Realismo Maravilhoso e sua importância na literatura hispano-americana, assim como a respeito de sua presença na literatura brasileira, tendo como base as contribuições de Chiampi (2015), Fernández (2001) e Rodrigues (1988), e principalmente, trata sobre a presença dessa vertente no Amapá, considerando que esse território, parte da Amazônia, conta com uma cultura rica em lendas, mitos e crenças, que são retratados em sua literatura recorrentemente. Assim, a pesquisa destaca autores amapaenses que, em suas obras, exploram o realismo maravilhoso, como Fernando Canto, João Barbosa, Gian Danton, e, principalmente Mauro Guilherme, contista, cronista e poeta premiado, que se destaca por seus enredos insólitos, que exploram o imaginário do público leitor. Por fim, esta pesquisa de caráter bibliográfico apresenta a análise literária de quatro contos de Mauro Guilherme, “O Gavião” e “Canto de Iara”, extraídos da obra História de Pássaro, “O Relógio” e “A Floresta”, extraídos de Contos Estranhos, escolhidos por apresentarem características comuns entre si, desde situações inusitadas a elementos fantásticos da cultura local, evidenciando a presença do realismo maravilhoso nesses textos.


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8
  • ELZENY MONTEIRO BAIA CARDOSO
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    VARIAÇÃO E CONTATO: UMA ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA DA CONCORDÂNCIA VERBAL NO PORTUGUÊS AFRO-BRASILEIRO FALADO NA COMUNIDADE DE MAZAGÃO VELHO-AP

     

     

  • Orientador : CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELESTE MARIA DA ROCHA RIBEIRO
  • EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • DANTE EUSTACHIO LUCCHESI RAMACCIOTTI
  • Data: 16/10/2023

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  •    Este trabalho é resultado da pesquisa realizada para dissertação do Mestrado acadêmico em Letras do Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLET/UNIFAP). Nessa abordagem, investiga-se, sob a perspectiva sociolinguística, o fenômeno da concordância verbal no português falado na comunidade afrodescendente de Mazagão Velho-AP. Sob esse viés, analisam-se as ocorrências da aplicação e não aplicação da regra de concordância verbal com a primeira pessoa do plural. A comunidade pesquisada é evidenciada por sua importância sóciohistórica para o estado do Amapá, marcada pelo povoamento de negros escravizados e remanescentes quilombolas, símbolo de cultura, devoção e tradição e, portanto, um locus representativo para a pesquisa sociolinguística. Como fundamentação teórica, apresenta-se a perspectiva do contato linguístico de línguas africanas com o PB sob o olhar de Mendonça (1933), Fiorin e Petter (2009), Petter (2007; 2009; 2015), Alkmim (1995; 2005), Castro (1983), Lucchesi (2012; 2015; 2015; 2019), Mattos e Silva (2004), Bagno (2016) e Bortoni Ricardo (2011). Além disso, para auxiliar na descrição do fenômeno investigado apresenta-se também o viés de Mollica et al (2020), Lucchesi (2015; 2015; 2012), Lucchesi et al (2009), além das contribuições de Castilho (2020), Bagno (2012), Naro e Scherre (2007), Lemle e Naro (1977), Naro, Yacovenco e Scherre (2018), Rúbio (2012), Pacheco (2014), Vieira e Bazenga (2013), Araújo e Carmo (2019), Monteiro (2021), Santos (2013), Souza (2021) e Silva e Vitório (2020), para a descrição do fenômeno da concordância verbal de 1ª pessoa do plural, a fim de conhecer e evidenciar as variedades locais, considerando o contato linguístico de origem africana, bem como a incorporação das inovações do português contemporâneo. A pesquisa tem caráter etnográfico, de abordagem quali-quantitativa e realizou-se sob a perspectiva do Modelo Variacionista Laboviano (2008 [1972]). Como resultado, será apresentada a análise de 16 entrevistas, considerando as variáveis sociais “sexo, idade, escolaridade e mobilidade social” e as variáveis linguísticas “realização do pronome sujeito, posição do pronome sujeito, tempo verbal, tipo de verbo, saliência fônica e paralelismo discursivo”. Os resultados apontam a realização de 80% da aplicação da regra de concordância verbal, incluindo a concordância padrão (-mos) e o uso dos alomorfes (-mo, -emo, -omo, -umo) entre os falantes da comunidade e 20% de não aplicação da regra, caracterizada pela recorrência do uso não padrão com morfema (Ø). Esse resultado mostrou atuação relevante das variáveis sociais escolaridade e idade e da variável linguística tempo verbal, sobretudo do fator presente do indicativo como favorecedores da referida marcação.


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9
  • ISA DOS SANTOS
  • ESTUDO PRELIMINAR SOBRE A VITALIDADE LINGUÍSTICA DA VARIEDADE KARIPUNA DA LÍNGUA KHEUÓL DO UAÇÁ DA ALDEIA ESPÍRITO SANTO

  • Orientador : GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CILENE CAMPETELA
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • Data: 20/10/2023

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  • A dissertação tem como foco a língua kheuól do Uaçá falada pelos Karipuna especificamente da aldeia Espírito Santo localizada na Terra Indígena Uaça no município de Oiapoque, Amapá- Brasil, fronteira com a |Guiana Francesa. Com objetivo de analisar e mensurar a vitalidade linguística do kheuól karipuna, quanto ao seu uso nesta comunidade. Como indígena Karipuna e moradora da aldeia Espírito Santo, percebi, informalmente, que ocorre mudanças negativas em relação ao uso, transmissão intergeracional e atitude linguística vêm ocorrendo na referida comunidade. Dessa forma, empreendi um estudo sistemático que buscou mensurar essa percepção. Trata-se de uma pesquisa documental e de coleta de dados onde buscou adquirir fontes primarias através de informações oferecidas durante a pesquisa de campo. A análise da pesquisa tem como principal referencial teórico Language Vitality and Endangerment (UNESCO, 2003). Com base nos nove fatores propostos pelo Language Vitality and Endangerment (UNESCO, 2003), foram elaboradas perguntas que foram aplicadas por intermédio de entrevistas com moradores da aldeia Espírito Santo. A análise inicial, lastreada pelas escalas contidas no documento, mostra que o kheuól pode ser considerado uma língua ameaçada, embora na geração atual o seu uso se apresente como estável. Além do Language Vitality and Endangerment (UNESCO, 2003) que visa a proteção e preservação de línguas em perigo, o arcabouço teórico da pesquisa utilizou textos que dialoga com o contexto histórico do povo Karipuna: Ruffaldi (2002), Anonby (2007), Gallois & Grupioni, (2003), Nimuendajú, (1926), Rondon (1953) Tassinari (2003), Vidal (2007).


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  • ELIZABETE DOS SANTOS PISA WAIANA
  • NARRATIVAS INDIGENAS NO CONTEXTO ESCOLAR. Identidades e memórias do povo Waiana e Aparaí

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA VIEIRA DE SANT’ ANNA
  • IRAGUACEMA LIMA MACIEL
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 13/11/2023

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  • Este trabalho apresenta narrativas e memórias dos povos Waiana e Aparaí que habitam a comunidade Maxipurimo, problematizando as práticas culturais, as narrativas e as memórias como integradores na educação das escolas do Parque do Tumucumaque – em especial da Escola Estadual Maxipurimo. Defendemos a utilização de lendas, mitos e histórias dos povos indígenas para uso didático por entender a importância de conhecer os modos de vida dos indígenas do Brasil, em especial, dos povos Waiana e Aparaí. Nossa hipótese é a de que recorrer às histórias, mitos e lendas indígenas na educação infantil indígena como meio de manter os alunos e as alunas conectados e conectadas à diversidade cultural e de despertar neles e nelas o interesse e a valorização da identidade indígena pode reverter um atual quadro de apagamento da cultura e da língua Waiana e Aparaí que ocorre devido ao processo histórico de colonização, à ocupação geográfica de difícil acesso dos povos Waiana e Aparaí, que faz nascer o desejo de evasão das aldeias, além de retomar tradições já esquecidas pelo constante contato com os não índios. Para alcançar o objetivo desta pesquisa, focamos nas narrativas que tematizam o mito da lagarta Turuperé. São apresentadas memórias desses povos construídas ao longo do tempo associadas à história de vida da pesquisadora desta dissertação, que é de origem Waiana, além de professora indígena do Parque do Tumucumaque e, atualmente atuante na direção da escola Maxipurimo. A escolha metodológica se dá por meio de observação do ambiente escolar, pela pesquisa bibliográfica através da consulta de dados em instituições como FUNAI, IEPÊ, pela leitura de teóricos como Gallois e Grupionni (2003), que apresentam o contexto geográfico de localização das aldeias Waiana e Aparaí. Também buscamos fazer uma apresentação do contexto Waiana e Aparaí e, para isso, investigamos as possíveis origens dos Waiana e Aparaí, de seu tronco linguístico e dos aspectos de vida dos Waiana e Aparaí. Além disso, entrevistamos anciãos e anciãs Waiana e Aparaí para ouvir suas perspectivas acerca da história e das tradições de seus povos. Em seguida, discorremos sobre a educação como prática libertadora a partir dos estudos de Freire (1967), Morin (2000) e Krenak (2021). Apoiamo-nos em Medeiros (2018) para abordar a educação indígena no Brasil de maneira mais ampla. Ao falar das escolas indígenas dos Waiana e Aparaí voltamos a utilizar as pesquisas de Gallois e Grupionni (2003) somadas ao trabalho do casal Koen (1995) para a formulação de um dicionário dos povos Waiana e Aparaí.


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  • ABSTRACT This work presents narratives and memories of the Waiana and Aparaí peoples that live in Maxipurimo village, problematizing cultural practices, narratives and memories as integrators in the education of schools in Parque do Tumucumaque – in particular at Escola Estadual Maxipurimo. We defend the use of legends, myths and stories of indigenous peoples for didactic purposes, as we understand the importance of knowing the ways of life of indigenous peoples in Brazil, in particular, the Waiana and Aparaí peoples. Our hypothesis is that resorting to indigenous stories, myths and legends in indigenous early childhood education as a means of keeping students connected to cultural diversity and awakening in them the interest and appreciation of the indigenous identity can reverse a current situation of erasure of the Waiana and Aparaí culture and language that occurs due to the historical process of colonization, the geographic occupation of difficult access by the Waiana and Aparaí peoples, which gives rise to the desire to evade the villages. We seek to focus on the narratives that focus on the myth of the Turuperé caterpillar. In addition to resuming traditions already forgotten by constant contact with non-Indians. In order to achieve the objective of this research, memories built over time by these peoples are presented, associated with the life story of the researcher of this dissertation, who is of Waiana origin, in addition to being an indigenous teacher at Parque do Tumucumaque and currently active in the direction of the Maxipurimo school. The methodological choice is made through observation of the school environment, through consultation of data in institutions such as FUNAI, IEPÊ, through the reading of theorists such as Gallois and Grupionni (2003), who present the geographic context of the location of the Waiana and Aparaí villages. We also sought to make a presentation of the Waiana and Aparaí context and, for that, we investigated the possible origins of the Waiana and Aparaí, their linguistic trunk and the aspects of life of the Waiana and Aparaí. In addition, we resorted to interviews with Waiana and Aparaí elders to hear their perspectives on the history and traditions of their peoples. Then, we discuss education as a liberating practice based on studies by Freire (1967), Morin (2000) and Krenak (2021). We rely on Medeiros (2018) to approach indigenous education in Brazil more broadly. When talking about the indigenous schools of the Waiana and Aparaí, we once again use the research by Gallois and Grupionni (2003) added to the work of the Koen couple (1995) to formulate a dictionary of the Waiana and Aparaí peoples. 

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  • ELINE SAMARA DE SOUZA SANTOS
  • A SELVA DE FERREIRA DE CASTO: memória cultural da Amazônia no ciclo da borracha

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MARLI TEREZA FURTADO
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • Data: 23/11/2023

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  • A presente pesquisa tem como objetivo analisar a literatura como um instrumento de representação da memória amazônica no período do ciclo da borracha, utilizando como instrumento de estudo o romance A Selva, do autor português Ferreira de Castro. No romance, o autor retrata a história de sofrimento e de exploração a que diversos trabalhadores foram submetidos durante o processo de extração de látex na Amazônia, apresentando também elementos que ajudam a compreender o processo de formação sociocultural da população local da época. A Selva foi escolhida para a pesquisa devido a sua relevância para o conhecimento das práticas exploratórias que eram realizadas na Amazônia no período do ciclo da borracha, além de apresentar importantes aspectos culturais da sociedade da época, uma vez que Ferreira de Castro nos mostra, por meio da ficção, elementos da experiência real vivenciada por ele em sua juventude na Amazônia.


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  • ELIENAI MORAES BARBOSA
  • PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO E MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA DOS NEGROS DA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DO CARVÃO-AP.

  • Orientador : EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDNALDO TARTAGLIA SANTOS
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • ROSIVALDO GOMES
  • ODETE BURGEILE
  • PEDRO LUIS NAVARRO BARBOSA
  • Data: 01/12/2023

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  • Esta dissertação trata de práticas discursivas de subjetivação dos negros da comunidade remanescente de quilombo do Carvão, no Distrito do Município de Mazagão, no estado do Amapá. Como tal, insere-se na linha de pesquisa “Diversidade linguística na Amazônia” e se inscreve no campo teórico e metodológico dos Estudos Discursivos Foucaultianos. O objetivo geral de analisar os modos como as práticas discursivas de subjetivação promovem a constituição dos sujeitos negros daquela comunidade foi o que nos orientou em nosso percurso investigativo. Por sua vez, os objetivos específicos são estes: a) descrever as festas tradicionais de N. Sra. da Piedade, N. Sra. da Conceição e S. Tomé, assim como as práticas de Batuque, Sairé e Marabaixo; b) Visibilizar, nos discursos dos sujeitos, as relações de saber-poder constitutivas de práticas de resistência; c) Entender o funcionamento das sequências enunciativas na subjetivação dos negros do Carvão. O discurso – que se concretiza por meio do que foi efetivamente dito e escrito (os textos) – é um espaço atravessado por relações de consensos, de conflitos, de saber e de poder. Em suma, é construído por relações sociais e historicamente situadas. Portanto, analisá-lo é buscar compreender como os sujeitos são produzidos nele e por ele, e como os próprios sujeitos o produzem. Para levarmos a efeito essa empreitada, utilizamo-nos do aporte bibliográfico e da pesquisa de campo. No primeiro, nos baseamos nas obras de Foucault (1995, 2009, 2014a, 2014b, 2020a, 2020b e 2021); além desse autor, destacamos Deleuze (2019), Gutting (2021), Navarro (2020), Fischer (2001), Oliveira (2015), Videira (2020), Motinha (20--?), entre outros, que contribuíram relevantemente para as nossas argumentações. No segundo, realizamos visitas ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, à Secretaria de Estado do Planejamento do Amapá, para a obtenção de informações socioeconômicas a respeito do município e do distrito, e à própria comunidade do Carvão, para a realização de entrevistas com os moradores. Do nosso arquivo, fazem parte 5 entrevistas, das quais extraímos 13 sequências enunciativas (SE), que analisamos com base na abordagem arqueogenealógica de Foucault. Os resultados da análise mostram que as práticas religiosas constitutivas do Catolicismo Popular cultivadas pelos negros do Carvão são percebidas como herança por esses sujeitos. São práticas discursivas portadoras de sua historicidade, e elas moldam seu ser, pensar, sentir e agir. Sua manutenção demarca uma forma de conexão com Deus e com os santos católicos, além de uma ligação afetivo-espiritual com sua ancestralidade e reverência a ela. Mostram também que o preconceito e a discriminação são fenômenos discursivos de objetivação que ainda circulam nos dizeres do corpo social local, de sorte que as atitudes de resistências visibilizadas na pesquisa encontram neles, predominantemente, sua razão de ser.


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  • SUELLEN BARBOSA DE ALMEIDA
  • UM OLHAR AUTOBIOGEOGRÁFICO PARA AS VOZES ANCESTRAIS DA ALDEIA KUNANÃ

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA VIEIRA DE SANT’ ANNA
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • PAULO EDUARDO BENITES DE MORAES
  • Data: 04/12/2023

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  • Auxiliada pela metodologia da história oral e da fotografia, esta dissertação tem como objetivo principal apresentar um pouco da história, da organização social, das práticas ancestrais, das tradições, dos papéis de cada membro da comunidade indígena do Kunanã, aldeia localizada na Terra Indígena (TI)  Juminã, no município de Oiapoque, interior do Estado do Amapá-AP, assim como apresentar meu olhar individual, mas carregado de coletividade das vozes dos meus ancestrais. O ato de escrever sobre nossa história é fazer ecoar os anseios e dar voz a pessoas que, na sua maioria, já não estão entre a gente fisicamente, mas são vividos, por meio da memória, em nossas lutas. Pautado em relatos, entrevistas e rodas de conversas junto à comunidade indígena do Kunanã, este trabalho busca evidenciar e valorizar o nome de pessoas muito conhecidas dentro dela, assim como algumas práticas bem particulares dessa região. Para refletir e compreender sobre os procedimentos da memória e da memória coletiva, apoiamo-nos em Le Goff (1990), Halbwachs (1968) e Bosi (1987). Para aprofundarmos o nosso conhecimento sobre as etnias do Amapá e do norte do Pará, dialogamos com Vidal (2009), Tassinari (1998), Gallos (2003) por nos ajudarem a entender, lembrar e recontar a história das etnias que habitam a região norte. Recorri ao trabalho dos fotógrafos João Roberto Ripper e Nay Jinknss, ambos brasileiros, para me ajudarem a dialogar com as imagens que acompanham este trabalho como uma forma de “abrir” nosso álbum familiar mostrando e dando nome a todos aqueles que me ajudaram nesse processo de construção da minha “autobiogeografia”, conceito criado pela professora e pesquisadora indígena Fernanda Vieira de Sant’Anna. Por fim, também busco o diálogo com indígenas que se preocupam em contar suas histórias, perpetuando, assim, o legado ancestral, o conhecimento, como Kopenawa (2015), Krenak (2020), Santa Rosa (2020) e Sant’ Anna (2021).


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  • VALCIR DOS SANTOS BRAGA
  • PORTUGUÊS BRASILEIRO (ESCRITO) EM USO POR ALUNOS INDÍGENAS EM CONTEXTO URBANO DA CIDADE DE MACAPÁ

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • Data: 19/12/2023

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  • A presente dissertação tem como objetivo compreender as características da produção escrita do Português Brasileiro (PB) por estudantes indígenas, tanto do ponto de vista da gramática (fonética, fonologia e morfossintaxe), quanto do ponto de vista da interação textual (produção e interpretação), a fim de propor modelos que possam aprimorar as práticas relacionadas à escrita. O ponto inicial deste estudo reside na seguinte problemática: quais são as características da produção escrita do Português Brasileiro pelos alunos indígenas matriculados na E. M. E. F. José Leoves Teixeira? A pesquisa assume uma natureza descritiva e propositiva, com abordagem qualitativa, ancorando-se nos pressupostos de autores como Gallois (1986), Rodrigues (1986, 1993), Seki (2000), Franchetto, Gallois e Valadão (2001), Gallois e Grupioni (2003), Perini (2005), Lima (2011), Gomes (2012, 2018), Cândido e Santos (2019), Carneiro, Colares e Sousa (2021). Os resultados emanados da coleta de dados revelaram uma diversidade de variações na escrita, intrinsecamente associadas à influência das línguas maternas dos estudantes. Nesse âmbito analítico, emerge a perceptível necessidade de retomar os fundamentos teóricos e explorar novas perspectivas para aprimorar as práticas pedagógicas. Isso pode ser efetivado por meio da adoção de abordagens metodológicas inovadoras, inclusivas e contextualizadas, cujos efeitos serão refletidos não somente no contexto educacional, mas também no tecido social em que esses alunos estão inseridos.


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  • ROSANA CLÁUDIA ANDRADE CIRINO DE MOURA MENDES
  •  MAZAGÃO VELHO E A FESTA DE SÃO TIAGO: REPRESENTAÇÕES HISTÓRICAS E CULTURAIS POR FERNANDO CANTO, FINEIAS NELLUTY E VERÔNICA DOS TAMBORES
  • Orientador : MARCELO LACHAT
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO LACHAT
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • JEAN PIERRE CHAUVIN
  • MARIA DO SOCORRO FERNANDES DE CARVALHO
  • Data: 20/12/2023

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  • A presente pesquisa, apresenta como tema: “Mazagão Velho e a Festa de São Tiago: Representações históricas e culturais por Fernando Canto, Fineias Nelluty e Verônica dos Tambores”, refere-se à dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Amapá e apresenta três capítulos. O primeiro capítulo dedica-se à exploração dos caminhos históricos de Mazagão Velho, especialmente o contexto da Festa de São Tiago. O segundo capítulo direciona-se ao diálogo com as referências teóricas sobre representação, cultura e identidade, delineando os pressupostos analíticos presentes nas letras de canção "Farras e Cimitarras", "Festa São Tiago – Mazagão Velho" e "São Tiago me chamou, eu vou". Além disso, apresentaram e discutiram-se os principais conceitos teóricos que orientam a análise das noções de representação, cultura e identidade, e examinaram-se letras de canções compostas por Fernando Canto, Fineias Nelluty e Verônica dos Tambores. O terceiro capítulo traz reflexões sobre a celebração da Festa de São Tiago em Mazagão Velho no Ano de 2023, em um Contexto Pós-Pandemia que descreve as cenas do ritual da festa, nos entrelaça diálogos entre o sagrado e o profano e ainda mostra as nuances dos aspectos políticos da festa de São Tiago.  Propôs-se, por meio deste trabalho, a investigar temas relacionados à representação, cultura e identidade, valendo-se de uma revisão de literatura aprofundada, análise das letras das canções e visita à vila de Mazagão Velho no ano de 2023. Durante o estudo, constatou-se que o santo reverenciado em Mazagão Velho é São Tiago, figura proeminente, apóstolo de Jesus Cristo, particularmente na sua representação guerreira.

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  • SILVANEIDE SANTOS MENEZES
  • ENTRE POLÍTICAS DE COTAS E POLÍTICAS LINGUÍSTICAS PARA COMUNIDADES INDÍGENAS: um estudo sobre a convergência entre o aparato legal e as práticas linguísticas na universidade.

  • Orientador : KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY
  • LUANA FERREIRA RODRIGUES
  • SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
  • Data: 22/12/2023

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  • A pesquisa intitulada “Entre políticas de cotas e políticas linguísticas para comunidades indígenas: um estudo sobre a convergência entre o aparato legal e as práticas linguísticas na universidade” é um trabalho de natureza qualitativa que busca compreender como, se e de que modo a política de cotas para indígenas nas Universidades públicas amapaenses coaduna com a política de direito de uso das línguas indígenas no espaço acadêmico, atentando para o uso, a aceitação, a legitimidade e a representação dessas línguas na Universidade. Partindo de uma retomada histórica das políticas de Ações Afirmativas, a pesquisa fundamenta seu referencial na noção de Direitos Linguísticos e nos conceitos de Política e Planificação Linguística, amplamente discutidos por Haugen (1972) Calvet (2002), Hamel (2012), Spolky (2004) e alinhados à noção de Política Pública, na busca de correlacioná-los ao aparato legal que sustenta a entrada de brasileiros indígenas nas universidades públicas brasileiras. A pesquisa realizada é de natureza analítico/descritiva, quali/quantitativa, cujos instrumentos de pesquisa foram o levantamento bibliográfico e documental e entrevistas semiestruturadas, com vistas a ampliar o conhecimento sobre a atual situação linguística dos acadêmicos que frequentam universidades públicas no estado do Amapá. Nesse âmbito, é possível afirmar que apesar de haver dispositivos legais que garantam o acesso dos grupos minorizados às universidades, e legislação que assegure direitos linguísticos e políticas linguísticas de uso das línguas minoritárias no âmbito acadêmico, ainda assim, observa-se tanto uma instabilidade quando se trata das práticas linguísticas no contexto acadêmico das Instituições do Estado do Amapá quanto uma inexistência de políticas linguísticas que convirjam para uma efetiva integração da comunidade universitária indígena.


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  • SILVIA VIDAL ALMEIDA
  • ENSINAMENTOS LEMBRADOS: MEMÓRIAS ANCESTRAIS DOS KARIPUNA DA ALDEIA KUNANÃ, NO OIAPOQUE - AP

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • FABIO ALMEIDA DE CARVALHO
  • Data: 22/12/2023

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  • O presente trabalho apresenta relatos de moradores da Aldeia Kunanã sua historicidade, identidades culturais, geográficas e saberes tradicionais da Terra Indígena Juminã onde residem uma parte dos indígenas da etnia Karipuna, na aldeia Kunanã, localiza à margem esquerda do igarapé do Juminã, um afluente do baixo rio Oiapoque, município ao norte do estado do Amapá. Trata-se de uma região de várzeas, savanas e florestas entrecortadas por igarapés e lagos, que abriga a interação de quatro povos indígenas, incluindo os Karipuna, foco de nossa pesquisa. O objetivo geral desta pesquisa é registrar as experiências dos indígenas Karipuna, a partir da coleta de suas memórias orais e de registros fotográficas que revelem as formas de manifestações culturais com os saberes material e imaterial dos povos indígenas, incluindo a manipulação de elementos do ambiente para a feitura de objetos e ritos de cura e proteção da população indígena envolvida nesse processo. Como procedimento para a coleta desse material, foram utilizadas a observação participante e a técnica de entrevistas com os moradores da comunidade da aldeia Kunanã, apoiadas no embasamento teórico de autores como Gallois (2006), Sampaio (2000) e Vidal (2009).


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  • JOSE HELDER DE SOUSA BRANDÃO
  • IDENTIDADES E MEMÓRIAA AFRO-AMAPAENSES NA PERFORMANCE CULTURAL DO BATUQUE RAÍZES DO BOLÃO

  • Orientador : EMERSON DE PAULA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EMERSON DE PAULA SILVA
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MARIANA JANAINA DOS SANTOS ALVES
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • PIEDADE LINO VIDEIRA
  • Data: 23/12/2023

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  • Esta pesquisa visa identificar a presença de identidades e memórias afro-amapaenses na Performance Cultural do grupo Raízes do Bolão da comunidade remanescente de quilombo do Curiaú, zona rural de Macapá-AP. Intenta observar as diversas dinâmicas culturais de matrizes africanas existentes na tradição do Batuque dessa comunidade e descrever como essas práticas tradicionais incorporadas à Performance Cultural do grupo reúnem ensinamentos, restituem e repassam saberes ancestrais através da tradição oral comum aos povos africanos, estabelecendo a relação ensino/aprendizado acerca da ancestralidade afro-amapaense, dentro e fora dessa comunidade. Almeja tratar como as oralidades movem diversos conhecimentos e reproduzem narrativas tradicionais, que ensejam identidades e laços culturais às comunidades, restaurando memórias e costumes antepassados por ação de dinâmicas e práticas culturais performativas, como: cantar, dançar, batucar, existentes nas manifestações culturais afro-amapaenses, restabelecendo conexões temporais entre comunidades afrodescendentes e antepassados africanos. Como objetivos específicos, este trabalho aponta as especificidades das tradições do Batuque e do Marabaixo, sinalizando à desconstrução da lógica eurocêntrica, que generaliza e iguala as manifestações culturais afro-brasileiras. Referente à manifestação cultural do Batuque, faremos um recorte falando das Bandaias (cantigas de Batuque do Curiaú), tendo como referência a poética da oralidade com base nos escritos sobre Oralituras de Leda Martins (1996). Este trabalho concentra-se no campo da Performance Cultural ao tratar de comportamentos recuperados, dinâmicas e práticas culturais de matrizes africanas rememoradas por participantes e praticantes de manifestações culturais afro-brasileiras, que restituem no Brasil formas celebratórias originárias dos povos antepassados africanos; memórias e vivências grafadas/inscritas na trajetória da pele dos sujeitos envolvidos com os atos celebratórios-ritualísticos contidos nas tradições afro-diaspóricas-brasileiras. Para fundamentação teórica desta pesquisa, teremos por base estudos referentes à Memória e Oralidade, de Leda Maria Martins (2021) e estudos sobre Performances Culturais, de Zeca Ligiéro (2011), que abrangem interpretações referentes ao legado ancestral das manifestações culturais afro-brasileiras.


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  • ARAWAJE WAIANA APALAI
  • Sero menu otumakatopõpyry wajana Aparai tõ zono me ehtohme

    O surgimento do grafismo corporal entre os Wayana e os Aparai

  • Orientador : GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CILENE CAMPETELA
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • Data: 24/12/2023

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  • Esta pesquisa trata do surgimento do grafismo corporal dos povos Wayana e Aparai, cujo objetivo é documentar esse conhecimento por meio de narrativas, identificando cada um dos grafismos, seus respectivos nomes, quem os usa, para que são usados, os produtos utilizados para fazer as pinturas e qual é a sua função simbólica entre os dois povos. A metodologia utilizada para isso foi a história oral, obtida através de narrativas sobre a origem do grafismo, entrevistas com os conhecedores e a realização de observações na aldeia Bona, com homens e mulheres adultos e anciãos, os sábios, detentores de conhecimento em relação à origem dos grafismos. Os dois grupos vivem juntos há muitos anos, na aldeia Bona, uma vez que falam línguas da mesma família linguística, o que tornou fácil a convivência. A aldeia Bona facilita essa convivência por ser uma aldeia central, nela tem o aeroporto, atendimento de saúde, comunicação com outras partes do Parque do Tumucumaque e com a capital, Macapá. Sobre o grafismo, observa-se que não é possível identificar exatamente o que vem de cada lado, pois eles passaram a compartilhar formas e técnicas. Por mais que existam narrativas sobre o assunto, os mais jovens, muitas vezes como eu, não as conhecem, além de também desconhecer nomes, usos, entre outros. Por fim, com isso consegui catalogar uma lista de nomes dos grafismos e informações sobre os materiais usados e seus usos sociais, tornando-as de extrema importância para nós, jovens, crianças e professores indígenas.


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  • ALDIERE ORLANDO
  • ENSINO DA LÍNGUA PALIKUR E DO PORTUGUÊS NA ESCOLA INDÍGENA ESTADUAL MOISÉS IAPARRÁ: as percepções dos líderes (clãs) da Comunidade Kumenê

  • Orientador : ROSIVALDO GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSIVALDO GOMES
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • Data: 27/12/2023

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  • Em contextos indígenas, no Brasil, historicamente observa-se a prevalência da oralidade sobre a escrita como ocorre com os palikur, a qual configura-se ao conhecimento cultural, tradicional e linguístico que os anciãos detêm e dominam sobre essa língua, sendo, portanto, a principal razão que configura a vitalidade da Língua Palikur desde tempos remotos. Porém, essa vitalidade linguística também sofre ameaças entre a geração mais nova como demonstra Barros da Silva (2016), devido às mudanças culturais, sociais e contatos intensos com a sociedade de fora da aldeia, o que pode ocasionar a perda linguística se a comunidade, como um todo, não tomar atitudes que favoreçam práticas de letramento em língua Palikur às novas gerações. Assim, partindo da perspectiva inter/INDdisciplinar da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006, 2009), esta dissertação tem como objetivo geral investigar a relação entre o ensino da Língua Palikur, do povo Palikur-Arukwayene, que vive na comunidade do Kumenê no município de Oiapoque, no Estado do Amapá, com o ensino de Língua Portuguesa como L2 nas práticas de letramento no contexto da Escola Indígena Estadual Moisés Iaparrá. A pesquisa fundamenta-se em estudos que tratam sobre educação escolar indígena, tais como Freire (2004), D’Angelis (2001) e sobre educação escolar indígena e ensino de Português brasileiro no contexto indígena amapaense a partir dos estudos de Gomes (2013, 2018; 2019a; 201b) e em dispositivos legais (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1988, LDB, 1996), que tratam sobre o papel e a importância da escola indígena. Como metodologia, a pesquisa configura-se como de natureza qualitativa-interpretativa (DENZEN; LINCON, 2006), descritiva-explicativa (GIL, 2008), do tipo estudo de caso (ANDRÉ, 1995). Para geração dos dados foram e são considerados como instrumentos: gravações de entrevistas semiestrturadas, em áudios, com grupos que formam a organização social Palikur. Os resultados mostram que a percepção da comunidade é muito forte sobre a importância do ensino da língua materna Palikur, mas também se observa relevância ao ensino do Português como segunda língua, devido as relações extra espaço da aldeia e da escola.


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  • ALINE MONTEIRO DOS SANTOS
  • POESIA E PERFORMANCE EM MACAPÁ:

    A CIDADE COMO PALCO E O CORPO COMO TEXTO

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALLISON MARCOS LEÃO DA SILVA
  • INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • Data: 28/12/2023

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  • A poesia, que tem a cidade de Macapá como um verdadeiro palco, é escrita com o corpo do artista, no qual a sua voz e os seus movimentos performam discursos múltiplos do sujeito da Amazônia, suas memórias e experiências. É a partir desse contexto que este trabalho buscou compreender o modo de produção e circulação do movimento poético performático na cidade de Macapá enquanto fenômeno social e urbano. Partindo da interlocução das teorias acerca do estudo das literaturas pós-coloniais, dentre eles, a colonialidade do poder, estruturada nas relações raciais e patriarcais que sustentam essa matriz (Walter D. Mignolo); do entrelugar de uma literatura que viveu e vive o extermínio de seus traços originais (Silviano Santiago); e os modos de abordagem do texto literário em contexto amazônico, como a Teoria da falta (José Luís Jobim) e a teoria do Vazio cultural (Roberto Mibielli), além de análise das performances dos artistas que se apresentam dentro do espaço urbano de Macapá e que produzem discursos de sujeitos em sociedades pós-coloniais que, em um primeiro momento, revelam temáticas como a questão racial, indígena, feminista e o corpo transgênero e o não-binárie. Este trabalho objetiva compreender as dinâmicas desse movimento artístico, os seus personagens, o público, o modo de produção e a circulação desses textos-corpos. A partir disso, importa discutir as relações construídas entre o espaço urbano enquanto lugar de transformações por meio das políticas de Estado, o corpo enquanto texto capaz de criar linguagens que expressem a memória e as influências de uma cultura negra, indígena e ribeirinha e, por último, a poesia enquanto arte engendrada da linguagem social, bem como seus impactos na cultura e na sociedade locais.


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  • VINÍCIUS GUIDO LEAL JUAREZ
  • “VISÕES, VISAGENS E HORROR DE ENCANTARIAS NOS QUADRINHOS E NA LITERATURA: O TERROR AMAZÔNICO EM CABANAGEM E O CABANO”

  • Orientador : RAFAEL SENRA COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL SENRA COELHO
  • IVAN CARLO ANDRADE DE OLIVEIRA
  • ALEXANDER MEIRELES DA SILVA
  • Data: 28/12/2023

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  • O presente trabalho e a versão final do exame de qualificação circunscrita na linha de pesquisa Literatura Cultura e Memória, do Curso de Letras, apresentado ao Programa de Pós Graduação em Letras – PPGLET, cujo objetivo é abordar os conceitos de visagem e de encantado pertencentes a literatura amazônica do gênero terror, como também, de que maneira os elementos referentes às obras analisadas guardam similaridades com o horror cósmico. Para isso, foram trabalhados o livro Cabanagem (2020) de Gian Danton e sua spin-off para a mídia dos quadrinhos, a história O Cabano (2021) roteirizada por Gian Danton e ilustrada por Juliano Kaapora. Está pesquisa de natureza bibliográfica tem como principais teóricos Maués (1970) Galvão (1978) Walcyr Monteiro (2016) e Lovecraft (2012). Cabanagem e O Cabano estabelecem um diálogo com o imaginário amazônico, sendo que as produções assumem como pano de fundo a revolta popular da Cabanagem (1835-1840) que ocorreu na região do Grão Pará e que se tornou um fio condutor para o desenvolvimento de narrativas fantásticas que mesclaram costumes, crenças populares e parte do rico repertorio mitológico amazônico representado por seres da floresta - como Matinta Pereira, Jurupari, Mapinguari e Cobra Norato.


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  • CATIANO DA SILVA GAMA
  • ROCQUE PENNAFORT: UMA TESSITURA LITERÁRIA, MEMORIALISTA E HISTÓRICA

  • Orientador : FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MARCO AURELIO SCARPINO RODRIGUES
  • Data: 29/12/2023

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  • O presente trabalho visa analisar as memórias de Rocque Pennafort contidas na obra de Sonia Zaghetto (2019), História de Oiapoque: Com o Arquivo e as memórias de Rocque Pennafort, essa análise tem o objetivo de apresentar as contribuições histórico-literárias presentes nessas memórias, dando destaque para a relevância dessa voz amazônida na formação e identificação cultural do povo que ocupa a fronteira franco-brasileira. Entender como se deu a ocupação desse espaço principalmente pelos migrantes nordestinos no início do século passado, também é objeto dessa pesquisa. Quanto a metodologia utilizada, o estudo em epígrafe tem como base à pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, nas quais as memórias escritas de Rocque Pennafort é o foco central que vem sendo estudado, sob a ótica de que esses relatos ajudam a contar a história do extremo-norte do Brasil e ainda esses textos fazem parte do acervo literário da região amazônica. Para que esse estudo tenha sua efetividade, está sendo necessário um embasamento teórico que sustente a análise dessa obra, dentro da perspectiva do contributo da mesma no quadro de memórias orais e escritas, narrativas histórica e narrativas ficcionais amazônida, para essa tarefa estão sendo utilizados estudos de Wolfgang Baldus (2019), Alfredo Bosi (1996), Joel Candau (2012),  Antonio Candido (2006), Roger Chartier (2010) Jonathan Culler (1999), Marcelo Lachat (2019), Jacque Le Goff (1990), João Moraes (1964), Pierre Nora (1993), Paul Ricoeur (1997), Carlos Romani (2011), Zappone e Wielewicki (2009),  Germana Sales (2022), Artur Reis (2019), Paul Little (1994), Isabel Guillen, Rogerio Alicinio (1970) e José Gonçalves (2021). A pesquisa vem sendo fundamentada, também, com  a obra Clássica “ Geografia da Fome : o dilema brasileiro : pão ou aço” de Josué de Castro (1984), o uso desse estudo clássico tem ajudado a  melhor compreender  o fenômeno migratório o qual os Pennafort participaram “Fuga dos nordestinos da seca do sertão para a selva amazônica”. Recorreu-se ainda para o romance de Dalcídio Jurandir  Chove nos Campos de Cachoeira, com os fins de demonstrar a importância da obra literária na apresentação ao mundo do lugar chamado Amazônia. O presente texto para qualificação de mestrado tem por hora constituído parcialmente dois capítulos que abordam as questões das memórias, migrações da família Pennafort e as tessituras histórica e literária presentes na obra de Rocque Pennafort.

     


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  • MARVEN JUNIUS DA COSTA FRANKLIN
  • AS BALIZAS FLUTUANTES DA AMAZÔNIA: MEMÓRIA E IMAGINÁRIO NA OBRA NA OBRA LUGAR DA CHUVA – CRÔNICAS DO AMAPÁ DE LULIH ROJANSKI

  • Orientador : RAFAEL SENRA COELHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCESCO MARINO
  • INGRID LARA DE ARAÚJO UTZIG
  • Data: 29/12/2023

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  • Este trabalho analisa os traços de memória e imaginário na Amazônia e na obra Lugar da chuva – Crônicas do Amapá (2001), de Lulih Rojanski. O livro descreve as relações e paisagens do cotidiano amapaense a partir de inúmeros lugares visitados pela autora. Tratam-se de crônicas que entremeiam as memórias de Lulih, a respeito de lugares, pessoas e tudo que reforce seu sentimento de pertencimento ao locus amazônico. A obra em questão visa representar um olhar poético acerca do cotidiano amapaense, recriado no campo literário. Diante disso, a proposta da presente pesquisa visa se deter sobre os traços de memória e imaginário do Amapá em uma obra literária motivada por experiências e expectativas da autora. A análise crítica empreendida aqui visa identificar quais são as temáticas condutoras nas crônicas de Rojanski, considerando seu olhar poético e sua expressão capaz de valorizar temas comuns à Amazônia.


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  • MÁRCIO DA PAIXÃO BARROS
  • MITO, LITERATURA E CULTURA:

    um estudo da identidade cultural amapaense na obra Mitos e Lendas do Amapá de Joseli Dias

  • Orientador : MARCO AURELIO SCARPINO RODRIGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCO AURELIO SCARPINO RODRIGUES
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • EMERSON CERDAS
  • Data: 29/12/2023

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  • Esta pesquisa analisa a obra Mitos e Lendas do Amapá, de Joseli Dias, lançando mão das teorias relacionadas ao mito, principalmente o clássico, com a finalidade de explorar os aspectos culturais nele encontrados, bem como de reafirmar a identidade cultural do homem amapaense. Assim, a mencionada obra literária configura-se como uma integração de narrativas que servem de composição para a identidade cultural do estado do Amapá. Percebe-se, por meio das narrativas escritas pelo jornalista, que o imaginário amazônico é tido como pano de fundo da cultura desse estado nortista e desenhado de forma escrita do oral para o literário. Por meio dos estudos em torno do mito como ponto de partida para a construção de uma identidade, especificamente da análise da obra de Joseli Dias, dos conceitos de Mito, Cultura e Identidade Cultural, visa proporcionar o contato e a divulgação da cultura do homem amapaense, além de fortalecer o vínculo com sua identidade cultural.


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2022
Dissertações
1
  • JULIANA TÁVORA DE MENDONÇA LIMA
  • “CARA DE HOMOSSEXUAL TERRÍVEL”: IMAGEM POÉTICA E REPRESENTATIVIDADE LGBT+ NA POESIA AMAPAENSE

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • JULIANA PIMENTA ATTIE
  • VIVIANE RAMOS DE FREITAS
  • Data: 31/01/2022

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  • O presente trabalho buscou discutir como a Literatura produzida por autores do grupo social LGBT+ pode servir de espaço para lugar de fala, para o discurso impulsionador da visibilidade, da representatividade desse grupo, bem como de espaço de construção identitária e de identificação no cenário LGBT+ amapaense. Para tanto, as perguntas norteadoras desta pesquisa buscam responder: 1 De que forma acontece a construção de um espaço do lugar de fala LGBT+ nas poesias dos autores amapaenses?; 2 Como a literatura pode ser um espaço para lugar de fala, identidade e representatividade?; 3 Como o discurso LGBT+ presente na poesia amapaense se traduz e constitui em espaço de identidade, resistência e dissidência através de imagens poéticas (PAZ, 1982) e outros conceitos literários? Assim, fundamentada em conceitos como discurso (FOUCAULT, 1996), lugar de fala (COLLINS, 1997; RIBEIRO, 2019); identidade, representação e representatividade (HALL, 2014; SILVA, 2014; WOODWARD, 2014), escrevivência (EVARISTO, 2020), subjetividade (GUATTARI, 1992), dissidência (SILVA, 2020) entre outros, a pesquisa teve, como objetivo geral, analisar de que forma acontece a construção de um espaço do lugar de fala LGBT+ na poesia amapaense contemporânea LGBT+, através do conceito de imagem poética (PAZ, 1982) e da análise de três textos, de modo que seja possível colocar em debate como a literatura tem se tornado espaço de identidade, discurso e representatividade para a comunidade LGBT+. Nessa pesquisa de natureza bibliográfica, propomos a análise dos poemas “Particular”, de Andrew Oliveira (2016); “Intersecções”, de Lara Utzig (2019); e “Coletivo”, de Rodrigo Mergulhão (2018), que foram escolhidos levando em conta aspectos de engajamento, fatores político-sociais e visibilidade dos textos e dos autores.


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2
  • JACIARA SANTOS DA SILVA
  • Dicionário de Palavras Desprezadas pelos Jovens Galibi-Marworno

  • Orientador : GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CILENE CAMPETELA
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • Data: 30/03/2022

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  • Este trabalho tem o propósito de registrar e documentar a língua falada na variedade utilizada pelos anciões, especialmente palavras em desuso pelos jovens. Mostrando seus aspectos linguísticos de funcionamento e comentar alguns aspectos sociopolíticos a partir do fenômeno linguístico que denominei “palavras desprezadas”, na língua kheuól do povo Galibi-Marworno. Este estudo foi realizado a partir de pesquisas feitas por meio de entrevistas e diálogos com pessoas idosas organizando uma lista de palavras de aproximadamente 250 palavras desprezadas na língua kheuól Galibi- Marworno, traduzida para língua portuguesa. Os mais velhos e idosos que falo são aquelas pessoas entre 50 anos a 100 anos falando o kheuól Galibi-Marworno, os jovens que considero são da faixa etária entre 12 a 45 anos de convivência com a língua. As entradas das palavras consideradas desprezadas pelos jovens foram inseridas no programa FLEX (programa de construção de bases de dados e formatação de dicionários). Este programa consiste em ferramentas de software que ajudam a gerenciar dados linguísticos e culturais. O dicionário de palavras desprezadas em kheuól e português vem mostrando os valores gramaticais linguísticos e culturais que temos na língua kheuól Galibi-Marworno e servirá como instrumento de apoio para o ensino de língua indígena kheuól em todos os níveis de ensino Galibi-Marworno, bem como, em outros níveis de ensino para além das aldeias. Também poderá servir na elaboração de instruções pedagógicas, auxiliar nos estudos linguísticos para pesquisas científicas relacionadas à estrutura da língua Kheuól Galibi- Marworno.


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  • GELSON PASTANA MACIEL
  • A LITERATURA INDÍGENA EM SALA DE AULA A PARTIR DAS NARRATIVAS DO POVO KARIPUNA DA ALDEIA MANGA: MATERIAIS DIDÁTICOS NA ESCOLA JORGE IAPARRÁ

  • Orientador : FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • IVÂNIA DOS SANTOS NEVES
  • Data: 20/05/2022

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  • O presente trabalho focaliza a literatura nas escolas indígenas da região de Oiapoque como instrumentos de pesquisa, baseado em teorias e prática, através de uma abordagem dos aspectos curriculares e pedagógicos voltados Educação diferenciada e intercultural na Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá da aldeia Manga do povo Karipuna, misturando e limitando os conhecimentos históricos da cultura e memória dos antepassados, conhecimentos teóricos e práticos da educação escolar indígena. Tem como principal objetivo compreender o processo de construção da Educação Escolar Indígena sobre o ensino específico e diferenciado nessa Unidade Escolar, analisando a organização curricular da referida unidade e suas práticas no contexto do ensino sobre as narrativas indígenas. Durante este exercício, foi tomada como base da pesquisa, através de grupos de professores e membros da comunidade, a compreensão sobre a concepção de educação especifica e diferenciado, os métodos de trabalho utilizados pelos professores a reflexão sobre como ligar os conhecimentos
    práticos produzidos no cotidiano, aos conhecimentos científicos necessários à educação escolar, de forma a atender aos desejos e expectativas da comunidade escolar, considerando suas especificidades e o que alunos, professores e lideranças esperam desse novo padrão na educação escolar indígena. Foram abordadas concepções de políticas educacionais, que buscam a interação do desenvolvimento, valorização e conservação das culturas e memórias tradicionais, considerando-se sua importância para os povos indígenas, a elaboração e aprovação de uma nova matriz pela secretaria estadual de educação e suas contribuições na construção da política de educação escolar indígena, assim como o currículo específico e construção das diretrizes da educação escolar indígena que atribui um novo paradigma de ensino aprendizagem. Ao final busquei compreender as perspectivas sobre esse novo paradigma de ensino aprendizagem e aos desafios apresentados pelos professores e membros da comunidade, propondo possíveis caminhos de construção de uma educação escolar indígena específica, intercultural, sustentável e diferenciada baseada em suas práticas e conhecimentos tradicionais.


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  • NORDEVALDO DOS SANTOS
  • A VOZ DOS MEUS AVÓS: NARRATIVAS GALIBI-MARWORNO

  • Orientador : FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • IVÂNIA DOS SANTOS NEVES
  • Data: 01/06/2022

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  • Este trabalho de dissertação de Mestrado (texto de qualificação) faz parte da pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Amapá. Transcrevi da oralidade do povo Galibi-Marworno as seguintes narrativas: Ixtwa Teiweiô/História do Bacurau; Ixtwa Tutxi Ketxig/História do jabuti e da onça; A história do lapwsiê (Sete Estrelas); Ixtwá Sarakurá/História da Saracura e Maguari; História do xamã Fãkoni e Gil Pól; A história do Txikwã; A história do passarinho órfão; A história do Ho-Ho (História do anão subterrâneo). As histórias foram contadas pelos anciões da aldeia. Analisei as narrativas orais tendo em conta tempo, espaço, personagens e símbolos. Esta pesquisa procura a valorização da cultura do povo Galibi-Marworno e a memória do povo, as suas práticas e saberes tradicionais.


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  • DIANA JACARANDÁ PANTOJA ZAVODNY
  • Aspectos da fonética do Mebêngôkre falado pelos Xikrin

  • Orientador : FERNANDO ORPHAO DE CARVALHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • FERNANDO ORPHAO DE CARVALHO
  • LUCIVALDO SILVA DA COSTA
  • Data: 10/08/2022

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  • Esta dissertação tem como objetivo descrever alguns aspectos da organização fonética da língua Mebêngôkre como falada pelos Xikrin da Terra Indígena Xikrin do Cateté. Além das propriedades dos segmentos consonantais em contextos prévocálicos e precedendo pausa, buscamos descrever as modificações sofridas pelos mesmos em contextos préconsonantal, seja envolvendo uma sequência de oclusivas orais (C1 + C2), seja envolvendo uma soante em posição de C2. Para isso, o foco do trabalho está, particularmente, em uma descrição instrumental e quantitativa, isto é, com o auxílio das técnicas da fonética acústica, de aspectos da implementação fonética do Mebêngôkre. Dessa forma, as evidências analisadas na presente pesquisa, além de apresentarem corroboração instrumental para uma série de afirmações feitas acerca da fonética do Mebêngôkre na literatura publicada, como o processo de vozeamento regressivo de consoantes surdas em coda quando seguidas de um segmento nasal, as vogais de suporte associadas à realização de /ɾ/, e a presença de pré-nasalização nas oclusivas vozeadas iniciais, trazem também alguns fatos novos, como a presença de consoantes geminadas e a indicação de que, ao menos no Mebêngôkre Xikrín, as oclusivas finais estariam passando por um processo de fusão em alguns contextos. Como resultados específicos, mostraremos que as oclusivas vozeadas são produzidas com vozeamento por todo o intervalo de oclusão, que a prénasalização é opcionalmente recrutada como mecanismos de manutenção do vozeamento em posição inicial, que o tepe é produzido em posição inicial com uma vogal de suporte que o precede, e que as oclusivas nasais possuem alofones pósoralizados, em especial em fala casual.


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6
  • BRUNA DOS SANTOS ALMEIDA
  • LITERATURA INDÍGENA KARIPUNA IXTUA DJI FAM-IELA NARRATIVAS ORAIS DE MULHERES KARIPUNA: UMA

    ANÁLISE SOBRE O LUGAR DE FALA DA MULHER INDÍGENA DO BAIXO OIAPOQUE

  • Orientador : NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • JULIE STEFANE DORRICO PERES
  • MARIA DE JESUS MORAIS
  • Data: 29/08/2022

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  • No presente trabalho, estudamos as narrativas orais de mulheres Karipuna, fazendo uma análise do lugar de fala da mulher indígena do baixo Oiapoque para, assim, poder investigar de que modo ela transmite, por meio das histórias narradas, a consciência de seu papel nas lutas, quer sejam elas políticas, de gênero ou de classe. Trata-se de uma
    pesquisa qualitativa, que descreve e analisa os conhecimentos associados às narrativas orais e ao processo de transmissão das mulheres indígenas Karipuna. Com essa pesquisa, busca-se uma melhor compreensão sobre os conhecimentos orais das mulheres indígenas, os mecanismos sociais de transmissão e o lugar de fala da mulher
    indígena. No caminhar deste trabalho, apresentamos a mulher indígena como protagonista de seus espaços sociais, assim como trazemos a literatura de autoria indígena, de grande relevância nos tempos atuais. E, por fim, será feita uma análise das narrativas orais coletadas observando como as mulheres indígenas Karipuna ensinam
    sobre o respeito pelos seres invisíveis, os karuanãs.


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  • MAXWARA DOS SANTOS CARDOSO
  • ENSINO DE PORTUGUÊS BRASILEIRO NA ESCOLA DA ALDEIA MANGA DOS KARIPUNA, ESTADO DO AMAPÁ

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • EDUARDO ALVES VASCONCELOS
  • PATRÍCIA GOULART TONDINELI
  • Data: 05/12/2022

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  • Esta dissertação é um trabalho de pesquisa desenvolvida na Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá, na aldeia Manga do povo Karipuna, localizada na Terra Indígena Uaçá –município de Oiapoque, Estado do Amapá. A pesquisa teve como objetivo principal apresentar a trajetória histórica da educação escolar indígena entre o provo Karipuna, dando ênfase sobre o ensino do Português Brasileiro (PB) na escola da aldeia Manga, como língua majoritária falada pela comunidade e pela escola. Nesse sentido, o primeiro capítulo tratou dos Karipuna do Rio Curipi, a partir do final da década de 1800, bem como, apresenta vários subtópicos, falando da história, cultura, língua e localização regional dos Karipuna; O II capitulo aborda a educação escolar indígena entre os Karipuna, enfatizando sobre a escola integradora; Educação a partir da Constituição Federal de 1988 e formação dos professores indígenas do município de Oiapoque; O III capítulo, intitulado: Educação Escolar Indígena Intercultural e Diferenciada entre os Karipuna da aldeia Manga, apresenta o currículo e a educação escolar diferenciada e intercultural na aldeia Manga. Por fim, o IV capítulo, apresenta o resultado da pesquisa sobre o ensino do Português na Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá na aldeia Manga. Portanto, de modo geral o estudo trata sobre a historicidade do povo Karipuna, abordando todos os aspectos sociais, políticos, educacionais e culturais, culminando com o foco da pesquisa, acerca do ensino do PB na escola da aldeia Manga, na qual foi constatado que os alunos indígenas, estão tendo resultados satisfatórios com relação a aprendizagem do PB, tanto na parte escrita, quanto na oralidade.


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2021
Dissertações
1
  • JORLAINE MONTEIRO GIRAO DE ALMEIDA
  • Imagens de Controle e o Mito da Beleza:
    uma análise dos estereótipos na obra Exageros e Delicadezas, de Carla Nobre

  • Orientador : YURGEL PANTOJA CALDAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
  • ALEXANDRE ADALBERTO PEREIRA
  • Data: 29/03/2021

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  • Pertencente à linha de pesquisa “Literatura, cultura e memória”, do Programa de pós-graduação em Letras da Unifap – PPGLET, esta pesquisa tem como objetivo analisar as imagens de controle e o mito da beleza na obra Exageros e delicadezas (2013), de Carla Nobre, a partir da reflexão sobre os pressupostos do feminismo decolonial, onde será possível compreender as leituras feministas e de gênero como leituras políticas, vinculadas às relações de poder existentes na sociedade. Essa investigação dá destaque às formações de estereótipos que deram título ao livro de “delicada” e “exagerada” que se desmistificam ao longo do texto.   É uma pesquisa bibliográfica de análise literária e caráter imanente, tendo como principais bases teóricas as autoras Naomi Wolf (2018), Françoise Vergès (2020) e Patrícia Hill Collins (2019). Dentre as criações literárias do estado do Amapá, a obra de Nobre é uma das primeiras a representar a luta das mulheres de forma clara e objetiva, e a partir de suas poesias, o artigo mostrará a perspectiva feminista da literatura e sua importância para a formação social, de forma que as representações de gênero e também as convenções estéticas demonstrem valores, atitudes e crenças que estão enraizadas em uma sociedade.


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2
  • KERLLYO BARBOSA MACIEL
  • MEMÓRIAS DE LADRÕES: NARRATIVAS POÉTICAS AMAPAENSES, LITERATURA, CULTURA, TRADIÇÃO ORAL E RELIGIOSIDADE NAS CANTIGAS DE MARABAIXO

  • Orientador : MARCELO LACHAT
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO LACHAT
  • YURGEL PANTOJA CALDAS
  • PEDRO MARQUES NETO
  • Data: 16/12/2021

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  • Esta pesquisa investiga as Cantigas de Marabaixo, mas trata sobretudo da Literatura e da Cultura amapaenses.  Para tanto, este trabalho lança mão de discussões e reflexões acerca desse gênero da poesia oral que tem como versos os Ladrões de Marabaixo, dentro do contexto da manifestação cultural de matriz africana, o Marabaixo, objetivando, desse modo, compreender como as categorias de cultura, memória, tradição oral e religiosidade se relacionam para a construção do que se denominou por gênero poético lítero-musical amapaense – as Cantigas de Marabaixo. Assim, dentre outras referências teóricas levantadas na pesquisa bibliográfica, utilizou-se como aporte teórico e metodológico a perspectiva de Paul Zumthor - Introdução à poesia oral (1997) - para o desenvolvimento das análises das três Cantigas selecionadas. Nesse sentido, foi fundamental a descrição da dinâmica do Ciclo do Marabaixo, a contextualização histórica dentro da Amazônia amapaense, bem como as problematizações de conceitos-chave sobre o Marabaixo e seus versos de Ladrões. A posteriori, a partir das análises das letras das Cantigas, foi possível evidenciar para a proposta de uma Literatura Amapaense que esse gênero poético faz parte também da história, da identidade cultural e religiosa não apenas dos marabaixeiros, mas de toda a sociedade amapaense. Em última instância, vale ressaltar que os resultados desta pesquisa, tanto da perspectiva teórica adotada, quanto das análises (internas e externas) das letras das Cantigas, estão situados dentro da História da Literatura e Crítica Literária da Amazônia amapaense.


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  • JANINA DOS SANTOS FORTE
  • Pota – a cura pelas palavras Karipuna, Galibi-Marworno e Palikur

  • Orientador : GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
  • GLAUBER ROMLING DA SILVA
  • ANA CARLA DOS SANTOS BRUNO
  • Data: 20/12/2021

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  • Neste trabalho, desenvolvo minha pesquisa com três povos indígenas do Oiapoque, os Palikur, os Karipuna e ao Galibi-Marworno, para conhecer mais sobre os pota, entender a dispersão desse conhecimento tradicional entre povos de línguas e culturas diferentes; como essas diferenças influem nas estruturas dos pota de cada povo; observar como cada povo vê e entende o pota, qual sua abrangência dentro da vida cotidiana, saber como era antes e hoje, como a massificação das religiões dentro das comunidades tem influenciado estes saberes e sua sobrevivência. O pota é um conhecimento de tradição oral, é uma arte da palavra que se caracteriza por ser uma composição de palavras de origens linguísticas diferentes, com sons diferentes, que hoje não são mais possíveis de serem traduzidas. Muitas das palavras que compõem os pota têm seus significados lexicalizados e repassados ao longo do processo de transmissão. Este trabalho é uma análise comparativa dos usos e concepções do pota entre os povos citados, com a finalidade de identificar as especificidades deste conhecimento tradicional praticado entre estes povos. No campo da linguística, observarei as línguas utilizadas por cada povo para executar os pota, o léxico, a estrutura de organização do texto oral e quais as diferenças e semelhanças nos repertórios de pota de cada povo. Fiz minha pesquisa nas aldeias: Kumarumã que é do povo Galibi-marworno e Kumenê, dos Palikur. Os dados do povo Karipuna, utilizo os que já foram coletados na minha pesquisa de graduação.


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  • MARIA SÔNIA ANIKÁ
  • ENSINO DE LINGUA KHEUOL KARIPUNA NA ESCOLA INDIGENA ESTADUAL JORGE IAPARRÁ

  • Orientador : ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
  • ROSIVALDO GOMES
  • ANA PAULA BARROS BRANDÃO
  • Data: 20/12/2021

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  • Este trabalho tem como objetivo traçar um panorama do ensino de língua Kheuol Karipuna junto à Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá que atende à Comunidade Manga, localizada na Terra Indígena Uaçá. Norteiam a dissertação as perguntas: como tem sido ensinada a língua Kheuol Karipuna e com quais instrumentos pedagógicos. As respostas a tais perguntas foram construídas com base em minha própria experiência docente ao longo de mais de três décadas na escola e também com a utilização de questionários aplicados aos professores da referida língua.


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