Banca de DEFESA: JAMILLE LUIZA DE SOUZA NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JAMILLE LUIZA DE SOUZA NASCIMENTO
DATA : 27/03/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Macapá
TÍTULO:

PAISAGEM E POLÍTICA NA FORMAÇÃO DOS ECÓTONOS LINGUÍSTICOS DA FRONTEIRA FRANCO-BRASILEIRA: UM ESTUDO ECOLINGUÍSTICO DO MULTILINGUISMO NAS COMUNIDADES DE VILA VITÓRIA E SAINT- GEORGES.


PALAVRAS-CHAVES:

Ecolinguística; Paisagem Linguística; Política Linguística; Vila Vitória; Saint-Georges.


PÁGINAS: 180
RESUMO:

O presente trabalho estuda questões relacionadas às práticas multilíngues presentes no panorama da fronteira franco-brasileira e às políticas de organização do espaço linguístico nas comunidades de Vila Vitória (BR), na região central do município de Oiapoque (BR) e de Saint-Georges (FR), a fim de compreender a ecologia e a formação das fronteiras como ecótonos linguísticos. Este estudo baseia-se nas proposições teóricas e metodológicas da Ecolinguística, defendidas por Haugen (1972), Couto (2002-2018), Albuquerque (2020), associadas às noções de Política Linguística presentes em Calvet (1996-2002), Savedra e Lagares (2012), Spolsky (2016), bem como na noção de ambiente como espaço físico que reflete as dinâmicas linguísticas, observáveis nas abordagens sobre o panorama linguístico de Shohamy e Gorter (2009), Day (2024), entre outros. A pesquisa é de natureza fundamental e utiliza aspectos da pesquisa aplicada com uma abordagem mista. A coleta de dados é multifacetada e envolve pesquisa ilustrada, observação etnográfica e mapeamento com georreferenciamento dos escritos públicos utilizados na pesquisa, com o objetivo de examinar a formação de um ecótono linguístico fronteiriço. A análise proposta foi realizada com base no corpus constituído a partir da paisagem linguística observada e da georreferência segmentada em microzonas que são as comunidades de fala. Os resultados encontrados, de forma sintética, demonstram que a fronteira franco-brasileira se insere nesse recorte, de forma ecológica como um ecossistema poroso, que forma uma área de transição a partir da junção dos meios ambientes naturais e linguísticos; é uma área predominantemente econômica, que se caracteriza socialmente como espaço de vivências e trocas, tendo como hotspots principal a zona central de Oiapoque; no aspecto linguístico,  a língua francesa possui o nicho ecológico a partir da predominância econômica da moeda francesa, o português possui o nicho ecológico de valor representativo das Políticas in vivo no Ecossistema Fundamental Francês e as línguas indígenas disputam com outras línguas periféricas e sofrem processos de apagamento. Assim, é possível afirmar que a paisagem linguística como um indicador da linguodiversidade e dos processos de apagamento de línguas periféricas, possibilitou analisar o ecossistema transfronteiriço e recortar a área fundamental para manutenção da biodiversidade linguística, o ecótono.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.886.342-** - KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY - UEAP
Interna - 2104057 - GELSAMA MARA FERREIRA DOS SANTOS
Externa à Instituição - LUANA FERREIRA RODRIGUES - UFAM
Notícia cadastrada em: 04/03/2026 12:05
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