Banca de DEFESA: JOSÉ BARRETO ROMARIZ DOS SANTOS JUNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSÉ BARRETO ROMARIZ DOS SANTOS JUNIOR
DATA : 20/02/2025
HORA: 15:00
LOCAL: Via Google Meet
TÍTULO:

OPACIDADE E POLIFONIA NO ROMANCE-MUNDO ENTRE L’ARBRE ET L’ÉCORCE, DE FRANÇOISE JAMES-OUSÉNIE


PALAVRAS-CHAVES:

Estudos decoloniais. Opacidade. Polifonia. Literatura da Guiana Francesa. Françoise James-Ousénie. 


PÁGINAS: 311
RESUMO:

Esta pesquisa se propõe a analisar de que forma a autora guianense Françoise James-Ousénie inova, por meio de uma estética crioula e decolonial, a estrutura da prosa romanesca presente no romance Entre l’arbre et l’écorce (2009). Nesta pesquisa, a obra de James-Ousénie é compreendida como um romance-mundo (Colin, 2008) opaco (Glissant, 2021) e polifônico (Bakhtin, 2022) que busca decolonizar o imaginário e as estruturas sociais presentes na soci-edade guianense retratada na narrativa.  Para que fosse possível compreender a importância da obra para o cenário literário guianense, também buscou-se analisar quantas obras guia-nenses de autoria feminina são publicadas por editoras interessadas em textos literários fran-cófonos, situados nos Departamentos e Regiões Ultramarinos franceses, como as editoras Orphie, Caraïbéditions e Plume Verte. Na posse desse quantitativo e com o intuito de situar, nesse cenário, a produção literária da autora aqui estudada, ainda se fez uma lista de obras publicadas por mulheres situadas na Guiana Francesa, compreendendo um extenso período que vai de 1931 até 2023, contabilizando 112 obras. Assim, como aporte teórico, conside-ram-se as reflexões de Castro-Gomez e Grosfoguel (2007) sobre a necessidade do giro deco-lonial do imaginário social e das epistemes que o atravessam; os estudos de Quijano (2007) sobre a colonialidade do poder, de Lander (2000) e Castro-Gómez (2007) sobre a coloniali-dade do saber e de Maldonado-Torres (2007) sobre a colonialidade do ser; as contribuições teóricas de Lugones (2020) e Pinto (2021) a respeito da colonialidade de gênero; bem como de Aquise (2022) em torno da colonialidade do amor. A discussão proposta nesta pesquisa ainda recai sobre o pensamento de Bakhtin (2019; 2015; 2022; 2023), quando ao autor histo-riciza o gênero romance e reflete sobre uma de suas características, a polifonia. Além do pensamento bakhtiniano, ainda se ancora nas reflexões de  Glissant (2021; 2005; 1997) acer-ca da opacidade, transparência e crioulização. Para compreender a sociedade colonial guia-nense, ainda se considera as ideias de Mam Lam Fouck (2006, 1987/2015, 2002, 1999), Pol-derman (2004) e Cardoso (1999).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2178545 - NATALI FABIANA DA COSTA E SILVA
Interno - 1301404 - YURGEL PANTOJA CALDAS
Externa à Instituição - VANESSA MASSONI DA ROCHA
Notícia cadastrada em: 14/02/2025 10:45
SIGAA | Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI-UNIFAP) - (096)3312-1733 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa01.server03