A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES NO PROGRAMA CRIANÇA ALFABETIZADA NO ESTADO DO AMAPÁ: diretrizes, ações e discursos (2019-2024)
Alfabetização; Programa Criança Alfabetizada; Amapá; Formação continuada; gerencialismo.
Esta pesquisa em andamento tem como tema a Formação Continuada de Professores Alfabetizadores desenvolvida no âmbito do Programa Criança Alfabetizada, no Estado do Amapá, que se insere no campo das Políticas Educacionais. Nesse sentido, o problema indaga: Como ocorreu a formação continuada de professores alfabetizadores no Programa Criança Alfabetizada no Estado do Amapá, no período de 2019-2024? O objetivo geral do estudo é Analisar a Formação Continuada de Professores Alfabetizadores no Programa Criança Alfabetizada no Estado do Amapá, no período de 2019-2024. Como objetivos específicos desdobram-se os seguintes: Compreender os meandros da Política de Formação Continuada de Professores no Capitalismo Contemporâneo; Discutir as diretrizes e ações implementadas pelo Programa Criança Alfabetizada como política de formação continuada de professores no Estado do Amapá; Analisar os discursos dos professores alfabetizadores e formadores locais sobre a dinâmica formativa proposta pelo Programa. Os procedimentos metodológicos da pesquisa destacam-se pela abordagem qualitativa, calcada no método Materialismo Histórico-Dialético (MHD). A metodologia articula pesquisa de campo com pesquisa documental. A pesquisa documental se justifica pela necessidade de analisar documentos oficiais do Programa Criança Alfabetizada/AP, tais como os relatórios de atividades de formação no Estado do Amapá; a Lei n. 2.448/2019, que institui o Regime de Colaboração da Educação do Estado do Amapá (Colabora Amapá), bem como o Programa de Aprendizagem do Amapá (PAAP). Quanto à pesquisa de campo, torna-se essencial à medida em que se buscam os discursos dos sujeitos diretamente envolvidos no Programa Criança Alfabetizada/AP. O alicerce teórico pautou-se nos estudos de Antonio Gramsci (1982), Karl Marx (2004), Olinda Evangelista (2013); Gilberto Souza (2017); Luiz Carlos Freitas (2018); Behring (2008), dentre outros. As conclusões preliminares são de que o referido Programa está instrumentalizado em um contexto gerencialista que reforça o caminho privatista impingido à educação e deixa cada vez mais distantes soluções para o problema do analfabetismo no Brasil.