Banca de DEFESA: ANDREIA DIAS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDREIA DIAS DA SILVA
DATA : 24/04/2026
HORA: 09:30
LOCAL: Auditório Multiuso L3
TÍTULO:

O APAGAMENTO INSTITUCIONAL DA TRAJETÓRIA DA PROFESSORA RISALVA FREITAS DO AMARAL E O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL: UM ESTUDO DE CASO À LUZ DA LEI 14.986/2024

 


PALAVRAS-CHAVES:

ensino de História; história das mulheres; história local; apagamento institucional; educação amapaense.

 


PÁGINAS: 169
RESUMO:

Esta pesquisa investiga o apagamento institucional das trajetórias de mulheres pioneiras na história da educação amapaense, tomando como estudo de caso a professora Risalva Freitas do Amaral. Parte-se da constatação de que, embora as mulheres tenham desempenhado papel central na consolidação do sistema educacional no Território Federal do Amapá, suas trajetórias foram progressivamente silenciadas nos registros institucionais e nas narrativas históricas que estruturam o ensino de História. Nesse sentido, o estudo busca compreender de que maneira esse processo de invisibilização se constituiu historicamente e quais são suas implicações para o ensino de História local na educação básica. A pesquisa fundamenta-se nas discussões da historiografia do ensino de História, da história das mulheres e da Educação Histórica, mobilizando autores que discutem currículo, aprendizagem histórica e formação da consciência histórica. A análise também dialoga com a Lei nº 14.986/2024, que estabelece a obrigatoriedade da inclusão da história das mulheres nos currículos da educação básica, tensionando os silenciamentos historicamente produzidos no campo educacional. Metodologicamente, a investigação caracteriza-se como pesquisa qualitativa de natureza documental, baseada na análise de diferentes conjuntos de fontes relacionadas à história da educação amapaense. Entre os documentos examinados destacam-se relatórios administrativos do Governo do Território Federal do Amapá, edições do jornal Amapá publicadas entre as décadas de 1950, escritos da própria professora Risalva Freitas do Amaral e documentos atualmente preservados no Núcleo de Inspeção e Organização Escolar (NIOE) da Secretaria de Estado da Educação. A análise dessas fontes permitiu identificar que os discursos oficiais enfatizavam os projetos administrativos e os gestores responsáveis pela expansão educacional, enquanto a atuação das professoras que efetivamente consolidaram o funcionamento das escolas permanecia pouco registrada. Nesse contexto, o apagamento institucional não resulta da ausência de participação feminina na construção da educação amapaense, mas dos próprios critérios de produção e preservação documental que orientaram a construção da memória institucional. A partir dessa constatação, a pesquisa apresenta como produto educacional uma sequência didática voltada ao ensino de História local no ensino médio, fundamentada nos princípios da Educação Histórica. A proposta busca mobilizar documentos históricos e problematizar os silenciamentos presentes nas fontes, contribuindo para a formação de uma consciência histórica crítica e para o reconhecimento da participação das mulheres na construção da história da educação amapaense.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 2361764 - CARMENTILLA DAS CHAGAS MARTINS - nullPresidente - 2120653 - JULIA MONNERAT BARBOSA
Interna - 3356167 - MAURA LEAL DA SILVA
Notícia cadastrada em: 26/03/2026 18:36
SIGAA | Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI-UNIFAP) - (096)3312-1733 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa01.server03