EDUCAÇÃO DO CAMPO NA AMAZÔNIA AMAPAENSE E SUAS TERRITORIALIDADES: SABERES ANCESTRAIS COMO RESISTÊNCIA A RACIONALIDADE NEOLIBERAL
educação do campo; saberes ancestrais; territorialidades; amazônia amapaense; racionalidade neoliberal.
Esta dissertação tem como objetivo analisar de que modo a Educação do Campo, no contexto da Amazônia amapaense, tem se contraposto à racionalidade neoliberal, a partir do fortalecimento comunitário, da relação com os territórios e da valorização dos saberes ancestrais dos povos da floresta. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório, utilizando como procedimentos metodológicos a análise bibliográfica e a pesquisa empírica por meio de entrevistas semiestruturadas com professores e professoras que atuam na Educação do Campo no estado do Amapá. As memórias docentes constituem o corpus de análise, permitindo compreender como as práticas pedagógicas se articulam às territorialidades e às dinâmicas socioculturais das comunidades tradicionais. Evidencia-se que esses saberes ancestrais operam como elementos de resistência à racionalidade neoliberal, a qual busca impor formas individualizadas de organização social, produtiva e educativa, dissociadas da vida comunitária. Conclui-se que a Educação do Campo, ao articular escola, território e comunidade, configura-se como um espaço político-pedagógico de enfrentamento às lógicas hegemônicas do neoliberalismo, contribuindo para a defesa dos territórios, para a preservação da memória cultural e para a construção de uma educação crítica, contextualizada e socialmente comprometida com os povos do campo na Amazônia amapaense.