Banca de DEFESA: JANE SELMA ALMEIDA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JANE SELMA ALMEIDA DE SOUZA
DATA : 15/12/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Bloco H, Sala 01
TÍTULO:

A UNIVERSIDADE VAI AO QUILOMBO: O PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO QUILOMBOLA (PIQ) NO TORRÃO DO MATAPI/AP NAS VOZES DE ACADÊMICOS DO CURSO DE PEDAGOGIA


PALAVRAS-CHAVES:

Educação. Ações afirmativas. Ensino Superior no Quilombo Torrão do Matapi/AP.


PÁGINAS: 195
RESUMO:

Esta dissertação que tem como tema “O Programa de Interiorização Quilombola (PIQ) no Torrão do Matapi/AP nas vozes de acadêmicos do curso de Pedagogia”, buscou responder ao seguinte Problema de Pesquisa: Como os acadêmicos quilombolas do curso de Pedagogia do Torrão do Matapi compreendem o processo que garantiu o acesso e as possibilidades de sua permanência no ensino superior? Teve como objetivo geral: analisar as percepções de acadêmicos quilombolas sobre o acesso e possibilidades de sua permanência no ensino superior no Torrão do Matapi. Assim como os objetivos específicos alinham-se para: a) contextualizar a importância do movimento social negro e sua articulação na implantação do PIQ, bem como os caminhos da educação para os negros e seus desdobramentos; b) descrever a trajetória da implantação do PIQ na formação inicial de professores de “Educação Escolar Quilombola” da Universidade Federal do Amapá no Torrão do Matapi; c) compreender a percepção dos acadêmicos quilombolas sobre seu acesso e permanência no ensino superior, com foco no curso de Pedagogia do Torrão do Matapi. A pesquisa se configurou em um estudo de caso, a partir de uma abordagem qualitativa. O percurso metodológico materializou-se na análise de documentos relativos à implantação do Programa de Interiorização Quilombola da UNIFAP/PIQ, do próprio curso de Pedagogia, à qual os estudantes estão vinculados, na aplicação de questionários com perguntas semiestruturadas, buscando dar visibilidade à percepção dos acadêmicos quilombolas sobre o processo de implantação dessa política pública e suas condições de ingresso, participação, formação e continuidade. O lócus da pesquisa foi o Polo da Universidade Federal do Amapá, onde está sendo ofertado o curso de Pedagogia, na comunidade quilombola Torrão do Matapi. Os dados coletados foram tratados por meio da Análise de Conteúdo, que nos permitiu relacionar essas experiências ao debate teórico sobre educação em quilombos, identidade, raça, racismo e ações afirmativas. O conjunto de dados foram analisados em consonância com o referencial teórico, tendo como base autores que abordam a temática da educação para as relações étnico-raciais como Munanga. (2016), Gomes (2017) entre outros autores como Saviani (2013), Costa, Maldonado-Torres, Grosfoguel (2020), Fonseca (2016), Gohn (1997, 2011), Gomes (2017), Nascimento (2019), Quijano (2005), Santos (2006). Como resultados da pesquisa identificou-se que o PIQ é percebido como um instrumento de reparação histórica e transformação social, mas que sua efetividade depende da continuidade, da ampliação do suporte institucional e da integração de conteúdos que valorizem a identidade quilombola. A análise dessas falas evidencia que a presença quilombola na universidade não é apenas uma conquista individual, mas um movimento coletivo que tensiona estruturas excludentes, reafirma a educação como prática de resistência e fortalece a construção de um espaço acadêmico plural, crítico e inclusivo, comprometido com a decolonialidade e a educação antirracista.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2356177 - ELIANA DO SOCORRO DE BRITO PAIXAO
Externo à Instituição - ELIVALDO SERRÃO CUSTÓDIO - UEAP
Presidente - 1173630 - EUGENIA DA LUZ SILVA FOSTER
Notícia cadastrada em: 02/12/2025 12:08
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