CAMINHOS DE INCLUSÃO: AS EXPERIÊNCIAS EDUCACIONAIS DAS MULHERES LBTI ATENDIDAS PELO AMA-LBTI NO AMAPÁ
Mulheres. Queer. Interseccionalidade. Amazônia.
As experiências educacionais de mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais (LBTI) são marcadas por desafios estruturais, preconceitos e invisibilidades que se refletem diretamente em seus processos formativos. No contexto amazônico, essas dificuldades se intensificam devido às desigualdades sociais e à ausência de políticas educacionais voltadas à diversidade. Diante dessa realidade, o presente trabalho, intitulado “Caminhos de Inclusão: As Experiências Educacionais das Mulheres LBTI Atendidas pelo AMA-LBTI no Amapá”, parte do seguinte problema de pesquisa: como as experiências educacionais de mulheres LBTI atendidas pelo Centro de Atendimento às Mulheres LBTI (AMA-LBTI), no Amapá, influenciaram seus processos formativos? O objetivo geral consiste em analisar como as experiências educacionais dessas mulheres moldam seus processos formativos, identificando fatores que dificultam e/ou favorecem seu desenvolvimento pessoal e acadêmico. Como objetivos específicos, o estudo propõe: (a) discutir os contextos educacionais enfrentados por mulheres LBTI no Amapá à luz da teoria queer e da interseccionalidade; (b) identificar os desafios e estratégias mobilizadas por essas mulheres para avançar em seus percursos escolares; e (c) avaliar de que maneira suas experiências educacionais contribuem para o fortalecimento de competências, autonomia e empoderamento acadêmico e profissional. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória, fundamentada nos aportes teóricos da teoria queer e da interseccionalidade, a partir de autoras e autores como Judith Butler, Kimberlé Crenshaw, Carla Akotirene, Djamila Ribeiro e Paulo Freire. O campo empírico da investigação será o Centro de Acolhimento às Mulheres LBTI (AMA-LBTI), localizado em Macapá/AP, espaço de acolhimento, proteção e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social. A coleta de dados ocorrerá por meio de questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas, permitindo conhecer o perfil das interlocutoras e compreender suas vivências no ambiente escolar. A análise dos dados será realizada de forma interpretativa e dialógica, valorizando as narrativas como expressão de resistência e reconstrução de identidades. Assim, a pesquisa contribuirá para o debate sobre gênero, sexualidade e educação na Amazônia, reforçando a necessidade de políticas públicas e práticas pedagógicas inclusivas que valorizem todas as formas de existência e ampliem o acesso à educação como direito e ferramenta de emancipação.