Banca de DEFESA: ELENILDA SILVA DE MORAES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELENILDA SILVA DE MORAES
DATA : 29/09/2025
HORA: 17:00
LOCAL: Bloco I, Sala 04
TÍTULO:

ESTRANHAMENTOS E RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE SOBRE RELAÇÕES (INTER)CULTURAIS DE INDÍGENAS DA EJA NUMA ESCOLA URBANA 




PALAVRAS-CHAVES:

Cultura. Cultura escolar. Estudantes indígenas. EJA. Interculturalidade.



PÁGINAS: 172
RESUMO:

Este trabalho analisa as relações (inter)culturais estabelecidas em uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) composta por estudantes indígenas Tiriyó e Kaxuyana e não-indígenas em uma escola pública de Macapá. A presença significativa de indígenas migrantes no corpo discente dinamiza as interações culturais e cria oportunidades para processos educativos interculturais. A investigação, de natureza qualitativa, fundamenta-se na fenomenologia e utiliza a pesquisa-ação (Thiollet, 1986) articulada com projetos interculturais escolares (Akkari e Santiago, 2024), visando responder ao problema: Como se manifestam as relações (inter)culturais entre jovens e adultos indígenas e não indígenas estudantes da EJA no contexto da cultura escolar urbana? A abordagem etnográfica (Geertz, 2008; Lüdke e André, 2022; André, 2005) – com uso de diário de campo, observação participante e escuta atenta – combinada à pesquisa-ação, permitiu uma descrição densa e detalhada da cultura escolar e de suas particularidades. Desenvolvida na Escola Estadual Predicanda Amorim Lopes, administrada pela Secretaria de Estado de Educação (SEED), a pesquisa mobilizou categorias analíticas como Interculturalidade (Walsh, 2009; Candau, 2012; 2019), Cultura e Multiculturalismo para refletir sobre a diversidade presente no espaço escolar. A EJA em contextos urbanos constituiu a modalidade investigada, incluindo-se uma discussão histórica e crítica sobre sua trajetória e o perfil diversificado de seu público no Amapá. Estudos sobre indígenas em escolas urbanas (Rezende, 2003; Morais, 2020; Serpa e Grando, 2019; Serpa, 2017) contextualizaram o fenômeno da migração para centros urbanos em busca de escolarização, sobretudo na Amazônia. Os achados indicam que as relações (culturais e interculturais) entre indígenas e não-indígenas na EJA amapaense ocorrem de forma heterogênea e oscilante, manifestando-se por meio de exclusão e inclusão, estereótipos, episódios de racismo e bullying, mas também por gestos de respeito, afeto e empatia. A escola, apesar da cultura excludente, apresenta tensões e é um espaço de disputas políticas e epistêmicas, assim, há alunos indígenas que entendem essa disputam, embora lidos com o essencialismo cultural (visões do indígena passivo ou guerreiro nacional) a cultura e sua dinâmica ensina meios de sobrevivência, eles manifestam isso através de resistências culturais. A escola pesquisada revela tentativas de inclusão permeadas por dinâmicas de folclorização e exotização. Mas que demonstrou que tem uma abertura intercultural (mesmo que funcional) para a diversidade. Por outro lado, a pesquisa-ação, com oficinas e aulas interculturais, corroborou possibilidades educativas plurais, dinâmicas, justas e democráticas, evidenciando que a educação intercultural pode concretizar-se como alternativa viável para romper com o cotidiano monocultural da escola de tradição colonizadora.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1170580 - ADALBERTO CARVALHO RIBEIRO
Externa ao Programa - 1170582 - CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS - nullInterno - 2063742 - TADEU LOPES MACHADO
Notícia cadastrada em: 16/09/2025 08:43
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