REDE DE MONITORAMENTO HIDROMETEOROLÓGICA E DA QUALIDADE DA ÁGUA NA BACIA DO RIO ARAGUARI-AP: DESAFIOS DO PLANEJAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS E SANEAMENTO BÁSICO
bacia hidrográfica, planejamento e gestão, suporte à tomada de decisão, mudança do clima, mitigação e adaptação de eventos extremos
A bacia hidrográfica do rio Araguari desempenha um papel estratégico do setor de recursos hídricos, com destaque à geração de energia, saneamento básico e meio ambiente. Sua relevância no planejamento territorial é crítica por ser detentora da principal rede de observação hidrometeorológica e de qualidade da água do estado do Amapá. Todavia, esta rede tem apresentado fragilidades operacionais e lacunas espaço-temporais que comprometem a confiabilidade dos dados necessários à gestão integrada dos recursos hídricos. Esta pesquisa tem como objetivo apresentar um diagnóstico das condições atuais das estações pluvio-fluviométricas e da qualidade da água, avaliando-se aspectos operacionais, institucionais e estratégicos relacionados à manutenção, continuidade histórica das séries de dados, cobertura espaço-temporal e integração com os sistemas de gestão. Com base no diagnóstico, será desenvolvido um prognóstico propondo o reordenamento e replanejamento da rede em diferentes categorias, considerando a redistribuição e implantação de novas estações em áreas hidrologicamente estratégicas para o desenvolvimento socioambiental e econômico do estado do Amapá. Nessa etapa será utilizada a metodologia de análise SWOT, associada a entrevistas semiestruturadas com especialistas em hidrologia, gestão de recursos hídricos e saneamento básico, permitindo identificar forças, fragilidades, oportunidades e ameaças associadas à operação da rede atual e futura. Para tanto, será elaborada uma síntese comparativa (mapa-diagnóstico) entre o estado atual da rede de observação e um cenário prospectivo operacional otimizado (mapa-prognóstico), observando-se maior eficiência na gestão, cobertura espaço-temporal, qualidade da informação e suporte à tomada de decisão. O planejamento do setor também considerará as demandas observacionais frente às mudanças do clima e seus impactos ambientais na bacia hidrográfica, tanto na prevenção de eventos extremos, quanto na segurança hídrica, controle de cheias e formulação de políticas públicas baseadas em evidências.