Banca de QUALIFICAÇÃO: SILVANA RAMOS LACERDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SILVANA RAMOS LACERDA
DATA : 19/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: sala virtual google meet
TÍTULO:

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E
TERRITÓRIOS TRADICIONAIS: subsídios para Políticas Públicas de saúde para
Comunidades Ribeirinhas da Amazônia Marajoara


PALAVRAS-CHAVES:

PALAVRAS-CHAVE: Mudanças Climáticas. Racismo. Saúde. Comunidades
tradicionais. Marajó.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

O presente estudo tem como objetivo central construir um documento que sirva de base
para atuação de pesquisadores e profissionais de saúde nas comunidades ribeirinhas do
Marajó em contexto de mudanças climáticas. A pesquisa que se desenvolve nos
municípios de Breves e Portel (Marajó/PA), guia-se pelos seguintes objetivos específicos:
a) identificar as definições de saúde para os ribeirinhos; b) descrever as principais
demandas relacionadas à saúde pública; c) elencar as estratégias de saúde tradicional
desenvolvida pelas populações ribeirinhas; d) refletir sobre o conceito de saúde para as
comunidades ribeirinhas diante do desequilíbrio ecológico causado pelas mudanças
climáticas; e) verificar os desequilíbrios causados à saúde pelas mudanças climáticas. A
metodologia adotada se inscreve no âmbito da pesquisa qualitativa e recorre ao
levantamento bibliográfico, documental e de coleta em campo. Sob esta composição, são
utilizados recursos disponíveis pela disciplina de Metodologia Científica e alguns
instrumentais referenciados sob a perspectiva de utilização do Serviço Social, tais como
observação, entrevista, visitas institucionais e domiciliares. Os resultados parciais da
pesquisa demonstram que os efeitos das mudanças climáticas estão intrinsecamente
relacionados a questões estruturais, sobretudo, relacionado com a constituição do
capitalismo. Fincado em bases escravista/colonialista, o capitalismo na Amazônia não
tem atuado de forma diferente, pelo contrário, suas formas de exploração neste território
atravessa os corpos de maneira interseccional, uma vez que não utilizados somente
marcadores de cor/raça, mas gênero e território como estratégia de subjugar e explorar
pessoas e os recursos da região. Por conseguinte, os efeitos das mudanças climáticas em
regiões tradicionais como as comunidades do Marajó, revelam a face do racismo
ambiental e climático, uma vez que reflete de forma desigual as populações e os
territórios. Diante desse contexto, esta pesquisa mostra relevância ao sinalizar as
injustiças ambientais e sociais que atingem os territórios e, ao mesmo tempo, colaborar
com respostas inscritas em conformidade com a realidade local.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2269593 - DAVID JUNIOR DE SOUZA SILVA
Interna - 1732791 - ELISSANDRA BARROS DA SILVA
Externo à Instituição - JULIO CESAR SCHWEICKARDT
Notícia cadastrada em: 22/02/2026 20:21
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