AUTONOMIA DAS MULHERES QUILOMBOLAS E CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO DO QUILOMBO DO CURIAÚ (AMAPÁ-AP)
Mulheres Quilombolas. Curiaú. Gênero. Geografia. Amapá.
Os quilombos no Brasil representam a materialização das lutas e resistência da diáspora africana. Na contemporaneidade, os quilombos configuram espaços simbólicos, identitários, de novas sociabilidades que compõe a pluralidade cultural do Estado Brasileiro, mas também um espaço de enfrentamento contra o racismo, desigualdades, e as relações capitalistas que ameaçam sua existência. Diante desse contexto, a pesquisa intitulada Autonomia das Mulheres Quilombolas e a Construção do Território Quilombola do Curiaú – Macapá/AP, busca compreender como as mulheres quilombolas exercem sua autonomia na produção e reprodução do território, em dimensões econômicas, políticas, culturais e sociais. A metodologia adotada para esse estudo parte da observação participativa com a abordagem qualitativa, na qual envolve levantamento bibliográfico, trabalho de campo por meio de entrevistas e análise dos dados empíricos. A base teórica, se apoia sob uma perspectiva interseccional de Geografia e Gênero articulada com os conceitos de território. A relevância desta pesquisa legitima-se ao dar visibilidade às experiências das mulheres quilombolas do Curiaú, reconhecendo seu protagonismo na luta por direitos e na manutenção do território. O trabalho visa contribuir para o debate acadêmico sob uma perspectiva interseccional e étnico-racial. Além disso, busca consolidar-se como um instrumento capaz de orientar a formulação de políticas públicas voltadas às demandas específicas da comunidade e das mulheres, respeitando suas territorialidades e formas de resistência.