DINÂMICAS TERRITORIAS DA AGRICULTURA CAMPONESA EXTRATIVISTA NO AMAPÁ: Mulheres, Saberes Tradicionais e Políticas Públicas.
This dissertation analyzes how territorial dynamics influence the access of extractivist peasant communities in Amapá to public policies aimed at strengthening family farming. The study articulates concepts such as territory, peasantry, and public policies, emphasizing the strategic role of women in preserving traditional knowledge and managing community life. Based on a qualitative approach, supported by bibliographic review, Agricultural Census data analysis (2006–2017), and fieldwork, the research identifies persistent inequalities in accessing programs such as PRONAF and PAA. Furthermore, it reveals the statistical and institutional invisibility of historically marginalized groups, especially peasant women. The study highlights peasant territoriality as a form of resistance against agribusiness hegemony, proposing sustainable alternatives rooted in belonging, ancestry, and collective practices.
Esta dissertação analisa como as dinâmicas territoriais influenciam o acesso das comunidades camponesas extrativistas do Amapá às políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar. A pesquisa articula os conceitos de território, campesinato e políticas públicas, com ênfase no papel estratégico das mulheres na reprodução dos saberes tradicionais e na gestão comunitária. Por meio de uma abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica, análise de dados do Censo Agropecuário (2006-2017) e pesquisa de campo, identifica-se a persistência de desigualdades de acesso às políticas como o PRONAF e o PAA. Além disso, revela-se a invisibilidade estatística e institucional de grupos historicamente marginalizados, especialmente as mulheres camponesas. O estudo destaca que a territorialidade camponesa constitui uma forma de resistência frente às lógicas hegemônicas do agronegócio, propondo alternativas sustentáveis baseadas em pertencimento, ancestralidade e práticas coletivas.