Banca de DEFESA: KARLA MENEZES ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARLA MENEZES ALMEIDA
DATA : 18/08/2026
HORA: 17:00
LOCAL: Sala L3
TÍTULO:

TRABALHO-EDUCAÇÃO NA DITADURA EMPRESARIAL MILITAR NO TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ (1964- 1972) 2)


PALAVRAS-CHAVES:

aTrabalho-Educação. Ditadura empresarial-militar. Território Federal do Amapá.


PÁGINAS: 105
RESUMO:

A presente pesquisa tem como tema a educação e sua relação com o mundo do trabalho durante a ditadura empresarial-militar brasileira no Território Federal do Amapá (TFA), compreendendo a necessidade de construção de um melhor entendimento dos impactos das ações educacionais no espaço amazônico. O objetivo geral consiste em analisar a política educacional e sua relação com o mundo do trabalho durante os anos iniciais (1964-1972) da ditadura empresarial-militar no TFA. Como objetivos específicos, o estudo buscará: compreender o cenário educacional no período anterior ao golpe de 1964 e como este influenciou o projeto educacional que viria a ser promovido pelo regime; examinar as especificidades das políticas do regime empresarial-militar brasileiro para a Amazônia, destacando os esforços para a mais forte inserção da região na lógica das relações capitalistas; e analisar a política educacional no Território Federal do Amapá do período, investigando a dualidade educacional refletida na organização dos centros escolares e criada como forma de manutenção do poder das classes dominantes locais. Para tanto, a metodologia inclui a análise da legislação da época, de artigos de periódicos da imprensa local, de depoimentos do Relatório da Comissão Estadual da Verdade do Amapá, de dados dos censos demográficos do IBGE. A análise de tais fontes nos levou a inferir que a relação trabalho-educação durante a ditadura empresarial-militar brasileira teve papel central na consolidação e manutenção do regime. Estando pautada na Teoria do Capital Humano (TCH), a educação passou a estabelecer uma relação mais direta com imperativos econômicos, sendo considerada um bem de consumo que contribuiria diretamente para o desenvolvimento e modernização da sociedade brasileira. No caso do Território Federal do Amapá, a análise das fontes evidenciou que a política educacional ultrapassava a lógica de apenas formar uma nova classe trabalhadora sendo concebida como um mecanismo de alteração do modo de vida da população local, por meio do cultivo de cidadãos qualificados, disciplinados e comprometidos com o ideal de progresso difundido pelo Estado. Além disso, as escolas tornaram-se instrumentos de difusão dos valores alinhados aos interesses do regime empresarial-militar brasileiro. Contudo, a partir dos depoimentos analisados, constatamos que as instituições escolares também foram espaços tanto de negociações e apoios ao regime ditatorial, bem como de resistências e tensões derivadas da vigilância praticada pelos aparelhos estatais.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1170582 - CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
Externa ao Programa - 2010780 - ILMA DE ANDRADE BARLETA - nullPresidente - 2364584 - SIDNEY DA SILVA LOBATO
Notícia cadastrada em: 11/08/2026 20:45
SIGAA | Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI-UNIFAP) - (096)3312-1733 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa01.server03