VARIAÇÃO LEXICAL NO PORTUGUÊS FALADO EM ÁREAS URBANAS E EM TERRAS INDIGENAS DO AMAPÁ
Variação Lexical; Dialetologia; Geolinguística; Geossociolinguística; Contínuo Lexical.
Este trabalho tem por objetivo comparar, analisar e mapear o português amapaense falado nos municípios do Amapá e nas áreas indígenas dos Karipuna e dos Wajãpi do Amapá. O presente estudo terá como bases teórico-metodológico a Dialetologia (Cardoso, 2016), a Geolinguística (Cardoso, 2010) e a Geossociolinguística (Razky, 1998). Deste modo, serão utilizados o corpus lexical do Atlas Linguístico do Amapá - ALAP (Razky; Ribeiro; Sanches, 2017), do Atlas Linguístico dos Karipuna do Amapá – ALIKAP (Sanches, 2020b) e da dissertação Mapeamento Lexical do Português Falado pelos Wajãpi no Estado do Amapá: uma abordagem Geossociolinguística – MLPW (Rodrigues, 2017). Para esta versão será apresentada a análise preliminar de apenas dois campos semânticos: corpo humano e convívio e comportamento social, refletidos em 11 itens lexicais: itens 04 – redemoinho (de água), 11 – temporal, 18 – garoa, 28 – anoitecer, 100 – desdentado, 108 – cheiro nas axilas, 109 – perna arqueada, 136 – tagarela, 138 – sovina, 145 – bêbado. Vale dizer que para a versão final da dissertação serão analisados 6 campos semânticos. Com este estudo espera-se verificar a variação lexical nas áreas selecionadas e a existência ou não de um contínuo lexical (Silva; Sanches, 2024) entre os itens selecionados, comparar o português falado nas áreas urbanas e comunidades tradicionais, neste caso compreendidas como os povos Karipuna e Wajãpi do Amapá, descrever o perfil social desses falantes, além de evidenciar o perfil do falar amapaense, bem como contribuir com a ampliação dos estudos linguísticos da região Amazônica.