Banca de DEFESA: ESTELITA CORREA MENDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ESTELITA CORREA MENDES
DATA : 29/05/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Universidade Federal do Amapá
TÍTULO:

ESCRITA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO PRODUZIDA POR ESTUDANTES PALIKUR NA ESCOLA INDÍGENA ESTADUAL MOISÉS IAPARRÁ


PALAVRAS-CHAVES:

Escrita. Indígena. Oralidade. Parikwaki. Multilinguismo.


PÁGINAS: 58
RESUMO:

Esta dissertação discute a escrita do português brasileiro (PB) produzida por estudantes Palikur na escola indígena estadual Moisés Iaparrá, localizada na comunidade indígena Kumenê, no município de Oiapoque–AP. Em contextos multilíngues, nos quais o português é adquirido como Língua Adicional (LA), a escrita tende a representar estruturas linguísticas da língua materna. Nesse sentido, o estudo parte do seguinte problema: como as marcas da oralidade influenciam a escrita do português brasileiro mediante a intuição fonológica produzida por estudantes da Escola Indígena Estadual Moisés Iaparrá? O objetivo geral consiste em analisar as influências da oralidade na escrita do PB produzida por estudantes Palikur. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como descritiva, de abordagem qualitativa, já que se trata de observar, registrar e interpretar fatos linguísticos em contexto educacional, sem intervenção direta nas variáveis observadas. O estudo concentrou-se na observação e interpretação de processos fonológicos e ortográficos recorrentes, considerando o contato entre o português e o Parikwaki em um contexto multilíngue, bem como as condições sociolinguísticas em que ocorre a aprendizagem da escrita. A análise orientou-se pela compreensão de que, nesses contextos, a escrita, se constitui em diálogo com a oralidade e com o repertório linguístico dos estudantes. Os resultados evidenciam a presença sistemática de processos como o apagamento < r > em posição final de sílaba, hipossegmentação, hipersegmentação, além de ditongação, monotongação, alteamento vocálico, nasalização e desnasalização. Os textos analisados indicam que os alunos organizam a escrita com base na transferência da oralidade. Ressalta-se que tais ocorrências devem ser interpretadas como manifestações linguísticas decorrentes do multilinguismo. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens pedagógicas que reconheçam a diversidade linguística a partir de práticas de ensino que se aproxime da realidade sociolinguística dos estudantes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1885813 - ANTONIO ALMIR SILVA GOMES
Interno - 2222702 - EDUARDO ALVES VASCONCELOS
Interna - ***.886.342-** - KELLY CRISTINA NASCIMENTO DAY - UEAP
Interna - 2167064 - SAMELA RAMOS DA SILVA MEIRELLES
Externa ao Programa - 2013517 - ANA PAULA BARROS BRANDÃO - UNIFAPExterna à Instituição - ANA CAROLINA ALVES PEREIRA - UFAM
Notícia cadastrada em: 08/05/2026 10:14
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