PROCESSO FORMATIVO DA ENFERMAGEM PARA A DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO: PERCEPÇÕES DE ENFERMEIROS/AS/ES LGBTQIAPN+
Diversidade Sexual e de Gênero; Processo formativo; Educação; Saúde; Enfermagem.
A exclusão de termos, de assuntos e de temáticas voltados para a diversidade sexual e de gênero na prática pedagógica afetam diretamente a possibilidade de existir enquanto corpo dissidente de gênero e sexualidade no ambiente escolar. Ademais, a pedagogia hegemônica e excludente tem impacto para além da escola, pois os efeitos dessa pedagogia são disseminados por todos os espaços formativos e por todos os espaços por onde circulam as pessoas e disseminam seus aprendizados no cotidiano dos mais diversos locais. A discriminação, a estigmatização e a violência institucionalizada afetam negativamente não só o acesso à educação, mas também à saúde. É preciso que toda e qualquer normatização excludente seja combatida para que de fato haja acesso à educação e à saúde por parte da população LGBTQIAPN+. Durante toda a dissertação serão apresentados textos e ideias de autoria de Letícia Nascimento(2021), Maria Clara Araújo dos Passos (2022), Jaqueline Gomes de Jesus (2013, 2022), Miguel Gonzalez Arroyo(2012, 2015), Roseli Caldart(2020), Nelson Maldonado-Torres(2007), Nilma Lino Gomes (2021), Richard Miskolci (2007), Ministério da Educação (2018), Ministério da Saúde (2011) e Associação Nacional de Travestis e Transexuais (2025), além de produções de nomes como Linn da Quebrada, Liniker, Urias, Sophia Pinheiro, Jup do Bairro, dentre outras vozes da comunidade LGBTQIAPN+. Objetivo geral: analisar, à luz da teoria transfeminista, a percepção de egressos/as LGBTQIAPN+ do curso de enfermagem da UNIFAP sobre como o processo formativo da enfermagem integra a diversidade sexual e de gênero. Objetivos específicos: a) Compreender, à luz da teoria transfeminista, como o processo formativo da enfermagem integra a diversidade sexual e de gênero à saúde; b) Analisar, à luz da teoria transfeminista, o letramento de enfermeiras/es/os sobre diversidade sexual e de gênero para atender pessoas LGBTQIAPN+ após a graduação; c) Relacionar as narrativas de egressos/as/es LGBTQIAPN+ da graduação de enfermagem com conceitos e produções transfeministas.