Banca de DEFESA: CLEUSON DA SILVA MIRANDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLEUSON DA SILVA MIRANDA
DATA : 25/03/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Departamento de Educação, Sala 05
TÍTULO:

PERCEPÇÃO DE DOCENTES LGBTQIAPN+ SOBRE MICROAGRESSÕES LGBTQIAPN+FÓBICAS NA CULTURA INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ


PALAVRAS-CHAVES:

Docentes LGBTQIAPN+; Heternormatividade; Microagressões; Cultura Institucional.


PÁGINAS: 195
RESUMO:

Esta dissertação investiga as microagressões LGBTQIAPN+fóbicas na cultura institucional da Universidade Federal do Amapá, tomando como objeto de estudo a percepção de professores LGBTQIAPN+ sobre as violências sutis que atravessam o cotidiano acadêmico. A universidade pública brasileira, embora se constitua como um espaço de produção de conhecimento, permanece atravessada por desigualdades de gênero, sexualidade, raça e poder que impactam a permanência e o trabalho docente. No ensino superior, essas desigualdades se manifestam também por meio de práticas LGBTQIAPN+fóbicas, frequentemente naturalizadas e invisibilizadas nas rotinas institucionais. Na discussão teórica, a pesquisa adota o conceito de microagressões, de Sue (2010) e Nadal (2019), para compreender violências sutis, cumulativas e cotidianas que operam na regulação heteronormativa da cultura institucional universitária. Nesse cenário, articula-se as contribuições de Williams (2011) que discute sobre a cultura como um campo de disputas entre forças hegemônicas e emergentes; atrelado a isso, redireciona-se as discussões acerca da cultura institucional com base nas discussões de Schein (2017) e Pérez-Gómes (2001); para tratar dessas violências sutis, recorre-se à discussão de Chauí (2017) que desvela as violências simbólicas por meio da crítica ao mito da não-violência; para entender as raízes estruturais da LGBTQIAPN+fobia, busca-se o embasamento nas leitura de Mott (1992, 2005, 2015) e Vainfas (1986, 1995, 2011). Apesar do avanço dos estudos sobre diversidade, ainda são escassas as pesquisas que abordam as microagressões LGBTQIAPN+fóbicas no ensino superior amazônico, a partir da percepção de docentes. Diante disso, a pesquisa foi orientada pela seguinte questão: como professores LGBTQIAPN+ da Universidade Federal do Amapá percebem as microagressões LGBTQIAPN+fóbicas na cultura institucional da universidade? O estudo teve como objetivo analisar as percepções de docentes LGBTQIAPN+ da UNIFAP acerca das microagressões LGBTQIAPN+fóbicas presentes na cultura institucional da universidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em uma abordagem decolonial, que utilizou entrevistas narrativas como instrumento de coleta de dados. A pesquisa foi realizada na Universidade Federal do Amapá, com dez docentes LGBTQIAPN+ de diferentes áreas e campi, respeitando os procedimentos éticos de anonimato e consentimento. A análise dos dados foi conduzida por meio da construção de eixos temáticos, com leitura transversal e uso das categorias de microagressões como ferramentas operacionais. Os resultados revelam que as microagressões se manifestam de forma cumulativa, ambiental e silenciosa, sendo sustentadas pelas omissões institucionais, pela fragilidade de políticas de enfrentamento, pelo estado de desconfiança profissional e pela vigilância sobre corpos dissidentes e suas expressões de gênero. Evidenciam-se ainda dinâmicas interseccionais que articulam sexualidade, raça, gênero e religião, além da luta constante pela sobrevivência desses docentes como uma estratégia política diante de uma cultura institucional que normaliza o sofrimento e desloca para os sujeitos LGBTQIAPN+ o ônus da resistência.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1455204 - ALEXANDRE ADALBERTO PEREIRA
Interna - 2362341 - ARTHANE MENEZES FIGUEIREDO
Externo ao Programa - 3372864 - PAULO MARCELO CAMBRAIA DA COSTA - null
Notícia cadastrada em: 12/03/2026 18:36
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