Banca de DEFESA: ERALDO MIRA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERALDO MIRA ROCHA
DATA : 03/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Bloco K, Sala 01
TÍTULO:

ILHAS QUE BAILAM SOB MÃOS HUMANAS: A ESCOLA-BOSQUE DO BAILIQUE-AP E A LUTA POR POLÍTICAS EDUCACIONAIS E AMBIENTAIS EFETIVAS (1995-2026)


PALAVRAS-CHAVES:

Escola-Bosque do Bailique/AP, Educação Ambiental, Amazônia e políticas educacionais.


PÁGINAS: 201
RESUMO:

Este estudo analisa a trajetória do Projeto Escola-Bosque do Amapá no Arquipélago do Bailique, entre 1995 e 2026, examinando disputas, contradições e fatores estruturais que influenciaram sua implementação e desestruturação. A pesquisa fundamenta-se na abordagem qualitativa, associada à análise documental e observação direta, empregando a técnica de análise de conteúdo de Bardin (1977) para sistematizar os dados nas fases de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, inferência e interpretação. O referencial teórico dialoga com perspectivas críticas da Educação Ambiental e debates sobre políticas públicas na Amazônia. O estudo estrutura-se em três seções. A primeira investiga raízes e direcionamentos da Educação Ambiental, abordando disputas conceituais e políticas globais, do Clube de Roma à COP 30, e os desafios de implementação no Brasil. A segunda examina a concepção e implementação do Projeto Escola-Bosque no Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, como estratégia de valorização da identidade ribeirinha. Analisa-se a materialização de uma arquitetura adaptada à várzea e o funcionamento das unidades produtivas como espaços pedagógicos de integração entre saberes tradicionais e científicos, visando a formação técnica e cidadã. A terceira seção investiga a erosão desse ideal, identificando fatores entrelaçados: a pedagogia da ausência, imposta pela descontinuidade administrativa e negligência estatal, e a destruição física da escola pelo fenômeno das "terras caídas". A pesquisa correlaciona esse desastre a intervenções antrópicas na Bacia do Rio Araguari, configurando um quadro de racismo ambiental. Discute-se a geração de refugiados educacionais e critica-se a utopia da normalidade na aplicação de currículos padronizados em meio à precariedade. Os resultados indicam que, embora o Projeto tenha comprovado a viabilidade de um currículo integrado, sua trajetória foi minada por desafios estruturais e interesses macroeconômicos. A análise demonstra que o legado da Escola-Bosque transcende suas ruínas: a resistência comunitária e a pedagogia da sobrevivência provam que a semente da consciência política germinou. As conclusões sugerem que a experiência oferece lições para políticas públicas na Amazônia, evidenciando que a sustentabilidade depende da autonomia territorial e da continuidade de modelos educacionais emancipatórios.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - MARIA JACQUELINE GIRÃO SOARES DE LIMA - UFRJ
Interna - ***.069.202-** - RAIMUNDA KELLY SILVA GOMES - UNIFAP
Presidente - 2364584 - SIDNEY DA SILVA LOBATO
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 09:24
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