O ENSINO DE HISTÓRIA PARA ADOLESCENTES E JOVENS EM
PRIVAÇÃO DE LIBERDADE NO ESTADO DO AMAPÁ: CONTRIBUIÇÕES
DA DECOLONIALIDADE PARA A PRÁXIS DA AUTONOMIA SOLIDÁRIA
Ensino de história. Socioeducação de internação. Decolonialidade.
Interculturalidade crítica. Autonomia solidária. Produto educacional.
O presente estudo visa contribuir com maior visibilidade ao trabalho educacional da Escola
Estadual Professora Elcy Rodrigues Lacerda, no contexto da socioeducação de internação.
Para isso, trabalhou-se com a temática O ensino de história para adolescentes e jovens em
privação de liberdade no Estado do Amapá: contribuições da decolonialidade para a práxis da
autonomia solidária. O estudo fundamenta-se na decolonialidade, na interculturalidade crítica
e nas propostas pedagógicas freireanas que inspiram e fundamentam o conceito de autonomia
solidária no contexto da educação. Como Objetivo Geral propomos analisar as contribuições
do jogo Trilha Autonomia Solidária: navegando com interculturalidade crítica no ensino de
história para adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa de internação. Nesse
caminho, a presente pesquisa foi de abordagem qualitativa. Para coleta de dados foram
utilizadas entrevistas semiestruturadas e observação participante. A Análise das informações
coletadas, as percepções de estudantes, professores e pedagogos, seguiu a análise
temática/cetegorial em diálogo com a decolonialidade. Neste processo, em atenção ao
Mestrado Profissional, apresentamos, como Produto Educacional, o jogo Trilha Autonomia
Solidária: navegando com interculturalidade crítica, de perfil aberto, com potencial de
exploração de temáticas diversas, acompanhado por um Material de Apoio Docente, com a
metodologia de ensino adequada ao jogo, direcionado às professoras e aos professores da
educação básica. Como resultados alcançados, verificamos, a aceitabilidade e a viabilidade de
uso do jogo TAS, pelos sujeitos participantes da pesquisa. Constatou-se que o conceito de
autonomia solidária mostrou-se significativo como princípio ético-político de respeito e
valorização das alteridades no ambiente escolar. Os estudantes demonstraram maior interesse
e compreensão sobre pertencimento, pluralidade cultural local e consciência histórica. Os
docentes ganharam maior segurança teórica e metodológica no ensino de história no contexto
específico da socioeducação de internação. Acreditamos que novos estudos, a partir dos
sujeitos que vivenciam a Escola Profa. Elcy Lacerda, darão grandes contribuições no campo
do ensino de história e das pedagogias decoloniais, favorecendo maior visibilidade do
trabalho educacional no contexto da socioeducação de internação na Amazônia amapaense.