Banca de DEFESA: EDLA LIDIA VASQUES DE SOUSA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EDLA LIDIA VASQUES DE SOUSA DOS SANTOS
DATA : 01/04/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação, Universidade Federal do Amapá
TÍTULO:
Prospecção Multidisciplinar de Potenciais Compostos Aplicada ao Controle Vetorial: Uma Abordagem Integrada de Bioquimioinformática e Ensaios Biológicos

 

PALAVRAS-CHAVES:

Aedes aegypti; controle vetorial; óleo essencial; piriproxifeno; acetilcolinesterase; hormônio juvenil; triagem virtual; bioinseticida; compostos naturais; docking molecular.


PÁGINAS: 148
RESUMO:

As doenças transmitidas por vetores, como Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus, continuam representando um desafio significativo à saúde pública global, sobretudo em regiões tropicais e subtropicais, onde as condições ambientais e socioeconômicas favorecem sua proliferação. Nesse contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias inovadoras e sustentáveis para o controle vetorial. Dois estudos distintos, porém complementares, investigaram abordagens promissoras com foco na ação larvicida e no potencial multialvo de compostos naturais e sintéticos. O primeiro estudo avaliou a atividade larvicida da nanoemulsão do óleo essencial de Ocimum basilicum frente às larvas de quarto instar de A. aegypti e C. quinquefasciatus. O óleo essencial foi extraído por hidrodestilação e analisado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, identificando o linalol (32,66%) e o anetol (32,48%) como compostos majoritários. A nanoemulsão, preparada por método de baixa energia, apresentou estabilidade físico-química com diâmetro médio entre 244,6 e 280,4 nm e índice de polidispersão abaixo de 0,250. Os bioensaios revelaram eficácia larvicida com valores de DL50 entre 38,08 e 42,15 mg/L e DL90 entre 48,87 e 54,26 mg/L. Paralelamente, análises in silico mostraram que compostos como α-selineno, eugenol, carvona e limoneno apresentaram boas afinidades de ligação com a enzima acetilcolinesterase e com a proteína de ligação ao hormônio juvenil, sugerindo um possível mecanismo de ação sinérgico e multialvo. O segundo estudo empregou uma abordagem bioquimioinformática baseada na estrutura do piriproxifeno, um análogo do hormônio juvenil amplamente utilizado no controle de A. aegypti, com reconhecida eficácia, baixa toxicidade e perfil ambiental favorável. A triagem virtual foi realizada com aproximadamente 100.000 compostos do banco ChemBridge DIVERSet-CL, utilizando os programas ROCS e EON para análise de similaridade molecular e potencial eletrostático. Foram selecionadas 35 moléculas com perfis farmacocinéticos e toxicológicos superiores ao composto referência. Entre elas, destacaram-se LMQC3 e LMQC23, que apresentaram elevadas afinidades de ligação com acetilcolinesterases de Drosophila melanogaster, Anopheles gambiae, Homo sapiens e com a proteína do hormônio juvenil de A. aegypti, superando inclusive os ligantes de referência. Ambos os compostos demonstraram interações favoráveis com resíduos catalíticos essenciais, reforçando sua capacidade de atuar sobre múltiplos alvos biológicos. Os resultados de ambos os estudos demonstram a eficácia das abordagens experimentais e computacionais na identificação de candidatos promissores ao desenvolvimento de inseticidas inovadores, sustentáveis e com potencial para superar a resistência vetorial em programas de controle de arboviroses.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2269488 - CLEISON CARVALHO LOBATO - nullPresidente - 1586732 - CLEYDSON BRENO RODRIGUES DOS SANTOS
Externo ao Programa - 2332532 - IGOR VICTOR FERREIRA DOS SANTOS - nullExterna ao Programa - 2494679 - LANA PATRICIA DE OLIVEIRA BARROS PINTO DE OLIVEIRA - nullInterno - 2098831 - RODRIGO ALVES SOARES CRUZ
Notícia cadastrada em: 23/03/2026 18:18
SIGAA | Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI-UNIFAP) - (096)3312-1733 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa01.server03