Dissertações/Teses

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2026
Dissertações
1
  • FLÁVIA COIMBRA SANTOS DO CARMO
  • A PRESENÇA INDÍGENA NOS TELEJORNAIS DO AMAPÁ: JAP1 E JAP2

  • Orientador : ELISSANDRA BARROS DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALAN MILHOMEM DA SILVA
  • ELISSANDRA BARROS DA SILVA
  • JOAO PAULO LIMA BARRETO
  • YUJI GUSHIKEN
  • Data: 28/04/2026

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  • Partindo da compreensão de que o telejornalismo é um potente mediador simbólico na construção de imaginários sociais, essa dissertação busca compreender de que modo as pautas indígenas no Amapá contribuem para reforçar ou tensionar estruturas coloniais de representação. A investigação toma como objeto empírico as coberturas sobre a praga da mandioca exibidas em dois telejornais: o Jornal do Amapá (1a Edição) e o Jornal do Amapá (2a Edição), ambos veiculados pela Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo, por reconhecer seu papel histórico na produção de sentidos e na formação da opinião pública no Estado. Fundamentada em aportes teóricos da comunicação decolonial de Jesús Martín-Barbero (1997, 2024) e nas contribuições de Pierre Bourdieu (1989, 1996) acerca do poder simbólico, a pesquisa discute como a mídia institucionaliza determinados modos de ver e narrar os povos indígenas, naturalizando assimetrias e hierarquias discursivas. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, combinando a Análise da Materialidade  Audiovisual (Coutinho, 2013) das reportagens selecionadas e a aplicação de Grupo Focal. Ao problematizar a invisibilidade histórica e a escassez de abordagens éticas e plurais sobre os povos indígenas no jornalismo regional, esta pesquisa pretende contribuir para o
    fortalecimento de uma comunicação comprometida com a diversidade, com a escuta intercultural e com a descolonização das práticas narrativas no campo midiático amazônico.


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2
  • PABLO WILLIAM FERREIRA SENA
  • H-URBANIZADOS: O TEATRO DO OPRIMIDO COMO INTERFACE NA CRIAÇÃO DE UM ESPETÁCULO DE DANÇA-TEATRO NA AMAZÔNIA MACAPAENSE

  • Orientador : ELISSANDRA BARROS DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELISSANDRA BARROS DA SILVA
  • FABIO WOSNIAK
  • FREDERICO DE CARVALHO FERREIRA
  • NARCISO LARANGEIRA TELLES DA SILVA
  • SILVIA BALESTREI NUNES
  • Data: 29/04/2026

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  • Esta pesquisa analisa o Teatro do Oprimido e a Estética do Oprimido como interfaces metodológicas para a criação do espetáculo H-urbanizados, articulando dança, teatro e experimentação corporal na problematização das opressões inscritas nos corpos amazônicos macapaenses. Nesse contexto, a investigação coloca o sujeito humano no centro das discussões sobre o desenvolvimento regional em suas dimensões política, social, econômica e artística. A pesquisa introduz o elemento (H) no termo “urbanizados” para simbolizar os habitantes da floresta - portadores de saberes seculares - reconhecendo-os como agentes centrais nas reflexões sobre os processos de urbanização na Amazônia. O estudo retoma o conceito de floresta urbanizada, formulado por Becker (2005), compreendendo a região amazônica como um território no qual a expansão de núcleos urbanos se articula à difusão de valores, práticas e dispositivos técnicos próprios do urbano em todo o espaço florestal. Nesse contexto, define-se o ser H-urbanizado como o sujeito que habita essa floresta urbanizada, reconhece-se como parte dela e resiste aos processos de expropriação territorial e às relações de poder que submetem a floresta e os corpos a regimes de exploração. Estruturada em três capítulos, a dissertação discute as relações entre corpo, território e memória, propõe a noção de “TO-rificar a dança” como procedimento poético-metodológico e apresenta o percurso criativo desenvolvido pelo Grupo Âmago. Como produto da pesquisa, apresenta-se um catálogo artístico-documental que reúne reflexões teóricas, registros visuais e poéticos, bem como informações sobre a concepção e a montagem da obra.


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3
  • JOSIELE RIZZARI PEREIRA
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  • Orientador : DILNÉIA ROCHANA TAVARES DO COUTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DILNÉIA ROCHANA TAVARES DO COUTO
  • EDUARDO MARGARIT ALFENA DO CARMO
  • FRANCISCO TARCISIO ALVES JUNIOR
  • Data: 06/07/2026

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4
  • MARIA ANTÔNIA DE ASSUNÇÃO KOBAYASHI
  • DISCURSOS INSTITUCIONAIS E VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM TERRITÓRIOS RURAIS DA AMAZÔNIA – PROPOSTA DE POLÍTICA PÚBLICA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES RURAIS NO MUNICÍPIO DE MONTE ALEGRE – PARÁ

  • Orientador : ANTONIO CARLOS SARDINHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CRISTINA DE PAULA MAUES SOARES
  • ANTONIO CARLOS SARDINHA
  • FRANCISCA DE PAULA DE OLIVEIRA
  • RUTH HELENA CRISTO ALMEIDA
  • Data: 30/07/2026

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  • A violência contra a mulher constitui um problema público cuja complexidade exige respostas institucionais articuladas e compatíveis com as especificidades dos territórios onde se manifesta. No município de Monte Alegre, estado do Pará, caracterizado pela extensa área rural, comunidades ribeirinhas e dificuldades de acesso aos serviços públicos, a pesquisa identificou a inexistência de uma política pública municipal capaz de integrar as instituições responsáveis pelo enfrentamento dessa violência. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo analisar os discursos institucionais relacionados ao enfrentamento da violência contra a mulher no município de Monte Alegre/PA, visando à elaboração de um Produto Técnico destinado a subsidiar a institucionalização da Política Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa, com objetivos exploratórios e descritivos, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica, documental e de campo. O percurso metodológico compreendeu a construção de um diagnóstico situacional, a elaboração do Produto Técnico e sua validação institucional junto ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares, ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, à Associação de Mulheres da Comunidade Serra Azul e à Câmara Municipal de Monte Alegre. Os resultados evidenciaram que, embora o município disponha de órgãos responsáveis pelo atendimento às mulheres em situação de violência, persistem fragilidades relacionadas à articulação institucional, à inexistência de fluxos e protocolos formalizados, à produção de informações territorializadas e à organização da política pública municipal, especialmente no que se refere às mulheres residentes em áreas rurais. Como principal resultado, foi elaborado um Produto Técnico composto por Justificativa Técnica, Minuta de Projeto de Lei e Plano Operativo, concebidos de forma complementar para subsidiar a institucionalização da Política Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e orientar sua implementação no âmbito da administração pública municipal. O processo de validação confirmou a pertinência, a aplicabilidade e a aderência da proposta às necessidades identificadas no território, reforçando seu potencial como instrumento de apoio à gestão pública. Conclui-se que a articulação entre diagnóstico territorial, discursos institucionais e participação das instituições locais possibilitou a construção de uma proposta tecnicamente fundamentada, compatível com a realidade de Monte Alegre/PA e potencialmente adaptável a outros municípios amazônicos com características semelhantes.


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