|
Dissertações |
|
|
1
|
-
NILTON FERREIRA BATISTA
-
A AGRICULTURA INDÍGENA E A ANCESTRALIDADE NA COMUNIDADE SÃO JOSÉ DOS GALIBI NO MUNICÍPIO DO OIAPOQUE: GÊNESE E METAMORFOSES NAS DUAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XXI
-
Orientador : RONI MAYER LOMBA
-
MEMBROS DA BANCA :
-
RONI MAYER LOMBA
-
CARINA SANTOS DE ALMEIDA
-
JÚLIO CÉSAR SUZUKI
-
Data: 20/02/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Os indígenas são célebres por sua atividade na agricultura, desde a constatação da existência de uma técnica indígena de processar a mandioca, a farinha dessa raiz manteve-se no consumo alimentar de todos os envolvidos na colonização e desde então manteve-se à mesa. Este trabalho traz para o cenário da História Social do Trabalho um estudo sobre a agricultura indígena e os saberes tradicionais na Aldeia São José do Galibi da etnia Galibi Kali’na no município do Oiapoque. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é compreender as práticas da agricultura indígena interligadas a identidade étnica e aos saberes tradicionais dos Galibi Kali’na na aldeia São José do Galibi, no município aqui em enfoque, nas duas primeiras décadas do século XXI. A metodologia de estudo faz um percurso em pesquisas bibliográficas, pesquisas documentais e pesquisa de campo. A intenção da pesquisa é saber como a prática da agricultura indígena se interliga a identidade étnica e aos saberes tradicionais dos Galibi Kali’na na aldeia São José do Galibi, no município do Oiapoque e, como ocorre a construção socioeconômica da agricultura para a manutenção de sua identidade étnica? Para dar conta do arcabouço teórico-metodológico a análise da questão apresentada, traz a temática ligada a áreas da História, Antropologia. De acordo com o cronograma da pesquisa, os principais resultados dessa pesquisa, encontra-se nas análises bibliográficas e documental no que concerne a escrita do primeiro capítulo e segundo capítulo.
-
Mostrar Abstract
-
The indigenous people are famous for their agricultural activities. Ever since the existence of an indigenous technique for processing manioc was discovered, flour from this root has been consumed by all those involved in colonization and has remained on the table ever since. This work brings to the Social History of Labor scenario a study of indigenous agriculture and traditional knowledge in the São José do Galibi Village of the Galibi Kali'na ethnic group in the municipality of Oiapoque. In this context, the aim of this work is to understand the practices of indigenous agriculture linked to the ethnic identity and traditional knowledge of the Galibi Kali'na in the village of São José do Galibi, in the municipality in question, in the first two decades of the 21st century. The study methodology includes bibliographical research, documentary research and field research. The aim of the research is to find out how the practice of indigenous agriculture is interlinked with the ethnic identity and traditional knowledge of the Galibi Kali'na in the village of São José do Galibi, in the municipality of Oiapoque, and how the socio-economic construction of agriculture occurs in order to maintain their ethnic identity. In order to provide a theoretical-methodological framework for the analysis of the question presented, the theme is linked to the areas of History and Anthropology. According to the research timetable, the main results of this research are to be found in the bibliographical and documentary analysis of the first and second chapters.
|
|
|
2
|
-
JULIO CEZAR RUELA GAMA
-
Um “mercado” da feitiçaria: curadores nas teias do santo ofício no Grão-Pará (1740-1774)
-
Orientador : PAULO MARCELO CAMBRAIA DA COSTA
-
MEMBROS DA BANCA :
-
PAULO MARCELO CAMBRAIA DA COSTA
-
RAFAEL ALE ROCHA
-
SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
YLLAN DE MATTOS OLIVEIRA
-
Data: 23/05/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Essa pesquisa investiga os sujeitos acusados de “feitiçaria” por suas práticas curativas diante do Santo Ofício, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, entre 1750 e 1774. Nesse sentido, levantamos, como problemática, pensar em como foram acionadas as práticas de cura dentro do processo de colonização da região amazônica. Assim, o objetivo principal dessa pesquisa é analisar as práticas mágico-religiosas de cura como atividades realizadas dentro de uma forma de mercado de modo a resgatar a dimensão social das práticas e seus possíveis ganhos. A pesquisa parte de uma análise de fontes inquisitoriais, sendo elas os processos inquisitoriais e os cadernos do promotor, que são disponibilizadas digitalmente pelo Arquivo Nacional Torre do Tombo (ANTT). À vista disso, nosso arcabouço teórico-metodológico percorre os caminhos sugeridos pela micro-história e se vale do conceito de economia moral na tentativa de lançar luz sobre os significados, fora do sentido restritamente religioso. Assim, analisar as práticas mágico-religiosas a partir de uma perspectiva da história social do trabalho pode revelar sentidos que vão além das camadas culturais permitindo uma melhor compreensão da realidade entorno das práticas.
-
Mostrar Abstract
-
v
|
|
|
3
|
-
KEITH MAYANE MACIEL DE SOUSA SARMENTO
-
EIM, O TEMPLO DO TRABALHO: UMA POLÍTICA EDUCACIONAL COMO INSTRUMENTO DE MODERNIZAÇÃO DO TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ (1949-1964)
-
Orientador : CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
-
MEMBROS DA BANCA :
-
CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
-
MARCOS VINICIUS DE FREITAS REIS
-
MAURA LEAL DA SILVA
-
Data: 23/07/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
A pesquisa intitulada EIM, O TEMPLO DO TRABALHO: uma Política Educacional como instrumento de modernização do Território Federal do Amapá (1949 a 1964), insere-se no campo da Educação Profissional e Tecnológica e reporta-se ao estudo da política educacional implantada na Escola Industrial de Macapá (EIM). Este estudo tem como objetivo analisar como a política educacional janarista aplicada na Escola Industrial de Macapá nos anos de 1949 a 1964 influenciou o desenvolvimento sociocultural dos trabalhadores locais. Desta forma, foi realizado: levantamento bibliográfico, com foco em autores que discutem instituições e acervos escolares, lugares de memórias e fontes documentais; pesquisa documental em arquivos digitais de Gustavo Capanema; no prédio da Escola Antonio Cordeiro Pontes que guarda o acervo da escola (relatórios iniciais e finais; ofícios da direção; memorandos da direção; certificados dos alunos) e de maquinários deixados pela EIM, publicações do Jornal Amapá e registros fotográficos localizado em redes sociais. A EIM, hoje denominada Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes foi criada pelo primeiro governador do Território Federal do Amapá, Janary Gentil Nunes e funcionou entre os anos de 1949 e 1964, destinada a um publico masculino. Desta forma, esta pesquisa constatou que educação esteve na ‘fronteira da modernização” no TFA, e a EIM, “Templo do trabalho”, representou uma simbologia excepcional, o que havia de mais Novo no Brasil, quando se falava de educação. A política educacional janarista, aplicada na EIM, representou um mecanismo de fortalecimento do poder estatal, contribuindo para legitimar o governo territorial por meio da criação de instituições consideradas modernas e civilizatórias. Assim, ao analisar a Escola Industrial de Macapá como instrumento políticoeducacional, evidencia-se o papel central da educação profissional como estratégia de controle social e de formação de sujeitos compatíveis com os interesses econômicos e administrativos do Estado.
-
Mostrar Abstract
-
a
|
|
|
4
|
-
VITORIA SANTOS ESTEVES
-
ATUAÇÃO DO CIMI NA MOBILIZAÇÃO E FORTALECIMENTO DO MOVIMENTO INDÍGENA DO OIAPOQUE-AMAPÁ NA LUTA PELA TERRA (1970-1990)
-
Orientador : CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
-
MEMBROS DA BANCA :
-
CARINA SANTOS DE ALMEIDA
-
CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
-
JULIA MONNERAT BARBOSA
-
SIMONE GARCIA ALMEIDA
-
Data: 24/07/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Os povos indígenas, historicamente, têm se mobilizado para garantir a posse de seus territórios no Brasil. Esse contexto inclui as terras dos povos do Oiapoque, no Amapá (Brasil), que faz fronteira com a Guiana Francesa (França). Principalmente, desde os anos de 1970, os povos dessa região passaram a se organizar e a lutar pelas suas terras, que hoje estão tituladas. Nesse processo de organização e de luta, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) esteve ao lado das lideranças indígenas no processo de demarcação e homologação das terras no município de Oiapoque, entre os anos de 1980 e 1990. Assim, tem-se como objetivo analisar a memória documental sobre a atuação do Cimi na mobilização e fortalecimento do movimento indígena na luta pela terra no Oiapoque, no estado do Amapá, entre os anos de 1970 e 1990. A pesquisa foi realizada com base em levantamento bibliográfico proveniente de autores/autoras indígenas e não indígenas sobre a História Indígena, os conceitos principais, os contextos sobre a luta dos povos do Oiapoque e a atuação do Cimi; também, foram localizadas fontes em repositório digital (periódico Mensageiro) e em acervos institucionais (Cimi Norte II, e Cúria Diocesana da Igreja de São José de Macapá), além da legislação indigenista do período e entrevista do padre Nello Rufaldi. Os dados indicaram que o Cimi, para além da missão pastoral junto aos povos do Oiapoque, teve atuação efetiva na luta por seus territórios, demarcada pela memória documental produzida pelos indígenas com contribuição do Conselho. Com isso, os resultados da pesquisa circunscrevem-se para a importância do campo da História Indígena, da articulação dos conceitos de identidade territorial e de memória documental acerca da atuação que o Cimi desempenhou junto ao movimento dos indígenas do Oiapoque na mobilização e articulação em defesa da titulação e contra as ameaças externas de projetos desenvolvimentistas do governo amapaense. Concluindo-se que o impacto da atuação conjunta dos movimentos indígenas e do Cimi no processo de demarcação foi decisivo. Sem a organização autônoma dos povos do Oiapoque, a ação do Cimi seria apenas uma assessoria externa sem ressonância; sem o apoio metodológico e a articulação política do Cimi, a mobilização indígena teria encontrado muito mais dificuldade para se traduzir em vitórias jurídicas e administrativas. Foi a simbiose entre o protagonismo indígena e a aliança estratégica com o Cimi que tornou possível a luta e a proteção do território dos povos Palikur, Galibi Kali’na, Galibi Marworno e Karipuna.
-
Mostrar Abstract
-
a
|
|
|
5
|
-
KARLA MENEZES ALMEIDA
-
TRABALHO-EDUCAÇÃO NA DITADURA EMPRESARIAL MILITAR NO TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ (1964- 1972) 2)
-
Orientador : SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
MEMBROS DA BANCA :
-
CECILIA MARIA CHAVES BRITO BASTOS
-
ILMA DE ANDRADE BARLETA
-
SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
Data: 18/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
A presente pesquisa tem como tema a educação e sua relação com o mundo do trabalho durante a ditadura empresarial-militar brasileira no Território Federal do Amapá (TFA), compreendendo a necessidade de construção de um melhor entendimento dos impactos das ações educacionais no espaço amazônico. O objetivo geral consiste em analisar a política educacional e sua relação com o mundo do trabalho durante os anos iniciais (1964-1972) da ditadura empresarial-militar no TFA. Como objetivos específicos, o estudo buscará: compreender o cenário educacional no período anterior ao golpe de 1964 e como este influenciou o projeto educacional que viria a ser promovido pelo regime; examinar as especificidades das políticas do regime empresarial-militar brasileiro para a Amazônia, destacando os esforços para a mais forte inserção da região na lógica das relações capitalistas; e analisar a política educacional no Território Federal do Amapá do período, investigando a dualidade educacional refletida na organização dos centros escolares e criada como forma de manutenção do poder das classes dominantes locais. Para tanto, a metodologia inclui a análise da legislação da época, de artigos de periódicos da imprensa local, de depoimentos do Relatório da Comissão Estadual da Verdade do Amapá, de dados dos censos demográficos do IBGE. A análise de tais fontes nos levou a inferir que a relação trabalho-educação durante a ditadura empresarial-militar brasileira teve papel central na consolidação e manutenção do regime. Estando pautada na Teoria do Capital Humano (TCH), a educação passou a estabelecer uma relação mais direta com imperativos econômicos, sendo considerada um bem de consumo que contribuiria diretamente para o desenvolvimento e modernização da sociedade brasileira. No caso do Território Federal do Amapá, a análise das fontes evidenciou que a política educacional ultrapassava a lógica de apenas formar uma nova classe trabalhadora sendo concebida como um mecanismo de alteração do modo de vida da população local, por meio do cultivo de cidadãos qualificados, disciplinados e comprometidos com o ideal de progresso difundido pelo Estado. Além disso, as escolas tornaram-se instrumentos de difusão dos valores alinhados aos interesses do regime empresarial-militar brasileiro. Contudo, a partir dos depoimentos analisados, constatamos que as instituições escolares também foram espaços tanto de negociações e apoios ao regime ditatorial, bem como de resistências e tensões derivadas da vigilância praticada pelos aparelhos estatais.
-
Mostrar Abstract
-
aa
|
|
|
6
|
-
LYANDRA BEATRIZ MENDES MONTEIRO
-
ENTRE O POSSÍVEL E O IMAGINADO: MOVIMENTOS JUVENIS AMAPAENSES DURANTE A DITADURA EMPRESARIAL-MILITAR (1964-1972)
-
Orientador : SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
MEMBROS DA BANCA :
-
DANILO MATEUS DA SILVA PACHECO
-
MAURA LEAL DA SILVA
-
SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
Data: 19/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
vA Ditadura empresarial-militar instaurada no Brasil em 1964 promoveu profundas transformações políticas, econômicas e sociais, cujos impactos também alcançaram a Amazônia. No Território Federal do Amapá, área considerada estratégica para os projetos de integração nacional e exploração econômica, o regime articulou políticas de desenvolvimento, mecanismos de vigilância e práticas de controle social que incidiram sobre diferentes segmentos da população. Entre esses sujeitos estavam as juventudes amapaenses, constantemente interpeladas por discursos produzidos pelo Estado, pela Igreja Católica, pela imprensa e por instituições educacionais, que buscavam orientar sua formação moral e política. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é analisar experiências das juventudes no Território Federal do Amapá entre os anos de 1964 a 1972, compreendendo formas de organização, sociabilidade e participação construídas por esses sujeitos durante os primeiros anos da ditadura empresarialmilitar. Argumenta-se que não existia uma juventude homogênea, mas diferentes juventudes, atravessadas por distintos pertencimentos sociais, religiosos, políticos e culturais, cujas experiências extrapolam interpretações restritas à dicotomia entre apoio e resistência ao regime. Adotamos como categoria de análise a noção de ditadura empresarial-militar, entendendo que a sustentação do regime resultou da atuação articulada entre militares, setores empresariais, parte da Igreja Católica e da imprensa, especialmente no contexto das políticas desenvolvimentistas voltadas para a Amazônia. As principais fontes utilizadas foram os jornais A Voz Católica e Amapá, o relatório da Comissão Estadual da Verdade do Amapá (CEV-AP), registros encontrados no Arquivo Nacional, entrevistas e bibliografia especializada. A análise dessas fontes permitiu compreender que escolas, associações estudantis, organizações religiosas, grupos culturais e outros espaços de sociabilidade constituíram importantes ambientes de formação política e social das juventudes amapaenses. Evidenciou-se, ainda, que esses sujeitos produziram experiências diversas diante do regime, ora aproximando-se dos projetos de formação defendidos pelo Estado, ora construindo espaços de negociação, dissidência e contestação. Conclui-se que a investigação das juventudes amapaenses amplia as interpretações sobre a ditadura empresarial-militar na Amazônia ao deslocar o olhar dos grandes projetos desenvolvimentistas para as experiências cotidianas dos sujeitos, contribuindo para o preenchimento de uma lacuna na historiografia sobre o período
-
Mostrar Abstract
-
v
|
|
|
7
|
-
VINICIUS SARGES MARQUES
-
ENTRE RIOS E MEMÓRIAS DA AMAZÔNIA BAILIQUENSE: CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DA IDENTIDADE E COSMOVISÃO DOS POVOS RIBEIRINHOS DA FOZ DO RIO AMAZONAS
-
Orientador : CARINA SANTOS DE ALMEIDA
-
MEMBROS DA BANCA :
-
CARINA SANTOS DE ALMEIDA
-
FERNANDA CRISTINA DA ENCARNACAO DOS SANTOS
-
MARCOS VINICIUS DE FREITAS REIS
-
RAIMUNDO ERUNDINO SANTOS DINIZ
-
Data: 25/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Esta dissertação investiga a construção histórica da identidade e cosmovisão dos povos ribeirinhos do distrito de Bailique, localizado na foz do rio Amazonas, no estado do Amapá. A pesquisa parte da seguinte pergunta-problema: como a história do Bailique pode ser narrada a partir das memórias e histórias de vida dos moradores, revelando os processos históricos, a construção de uma identidade e cosmovisão ribeirinha que orienta suas relações com a paisagem e a comunidade? Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em uma abordagem interdisciplinar que articula etno-história, história oral e etnografia. A etno-história permitiu articular pressupostos da História e da Antropologia para uma apreensão densa e contextualizada das comunidades ribeirinhas a partir de suas próprias concepções culturais. A história oral assumiu papel central, uma vez que a oralidade no Bailique não é apenas um modo de transmissão do passado, mas um sistema de conhecimento e orientação social. A etnografia, por sua vez, exigiu presença prolongada em campo considerando que o Bailique, não é somente um campo de pesquisa, mas um espaço de referência familiar, contribuído para a observação participante e escuta situada, permitindo captar as dinâmicas sociais em sua relação direta com o lugar. A identidade ribeirinha bailiquense revela-se como dinâmica e plural, construída na relação com o espaço, nas práticas de trabalho, nas festas, na fé e na oralidade. A cosmovisão ribeirinha articula dimensões materiais e simbólicas, visíveis e invisíveis, humanas e não-humanas, configurando um modo de existir que não separa natureza, cultura e espiritualidade. As festas, a religiosidade popular, a pajelança e a crença nos encantados são expressões dessa cosmovisão
-
Mostrar Abstract
-
This dissertation investigates the historical construction of identity and worldview of the riverine peoples of the Bailique district, located at the mouth of the Amazon River, in the state of Amapá, Brazil. The research is guided by the following research question: how can the history of Bailique be narrated from the memories and life stories of its residents, revealing the historical processes, the construction of a riverine identity and worldview that guide their relationships with the landscape and the community? Methodologically, the research is grounded in an interdisciplinary approach that articulates ethno-history, oral history, and ethnography. Ethno-history made it possible to articulate assumptions from History and Anthropology for a dense and contextualized understanding of riverine communities based on their own cultural conceptions. Oral history played a central role, since orality in Bailique is not merely a means of transmitting the past, but a system of knowledge and social orientation. Ethnography, in turn, required prolonged presence in the field, participant observation, and situated listening, allowing the capture of social dynamics in their direct relationship with the place. The riverine identity of Bailique reveals itself as dynamic and plural, constructed in relation to space, work practices, festivals, faith, and orality. The riverine worldview articulates material and symbolic dimensions, visible and invisible, human and non-human, configuring a mode of existence that does not separate nature, culture, and spirituality. Festivals, popular religiosity, pajelança (shamanic healing practices), and the belief in enchanted beings are expressions of this worldview.
|
|
|
8
|
-
POLIANE CONRADO DE LIMA
-
ENTRE O CHÃO DA ESCOLA E A LUTA DOCENTE: CLASSE E GÊNERO NA TRAJETÓRIA DA APA AO SINSEPEAP (1952-1999)
-
Orientador : LARA VANESSA DE CASTRO FERREIRA
-
MEMBROS DA BANCA :
-
IVAN RUBENS DÁRIO JÚNIOR
-
LARA VANESSA DE CASTRO FERREIRA
-
SIDNEY DA SILVA LOBATO
-
Data: 16/10/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Este trabalho analisa as experiências de organização e militância do professorado amapaense entre 1952 e 1999, acompanhando as transformações, permanências e disputas que marcaram sua trajetória da Associação dos Professores do Amapá (APA) à constituição e atuação do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá (Sinsepeap). Busca-se compreender como homens e mulheres construíram formas de organização coletiva em diferentes conjunturas, considerando as mudanças experimentadas pelo próprio professorado, suas pautas reivindicatórias, estratégias de luta e relações estabelecidas com o poder público e outras organizações de trabalhadores. A pesquisa articula as categorias classe e gênero, fundamentando-se, sobretudo, nas contribuições de E. P. Thompson, Marcel van der Linden e Joan Scott, de modo a compreender tanto o fazer-se do professorado enquanto coletividade quanto as relações de poder estabelecidas entre homens e mulheres em seus espaços de militância. Metodologicamente, foram mobilizadas atas da APA e do Sinsepeap, jornais locais e entrevistas com sujeitos que participaram dessas experiências. Os resultados demonstram que a organização coletiva do professorado amapaense precedeu sua sindicalização, constituindo-se desde a experiência associativa iniciada em 1952 e assumindo diferentes formas ao longo das conjunturas atravessadas pela categoria. A transformação da APA em sindicato, em 1989, representou uma inflexão nesse percurso, ampliando as possibilidades de atuação de trabalhadores e trabalhadoras que, durante os anos 1990, protagonizaram greves, paralisações, negociações e outras formas de mobilização em defesa de salários, direitos, condições de trabalho e da educação pública, em um contexto marcado pelo avanço da lógica neoliberal. A análise também evidencia que a expressiva presença feminina na constituição histórica do professorado e de suas formas de organização não eliminou hierarquias de gênero em seus espaços de militância, especialmente no interior do Sinsepeap, onde mulheres participaram ativamente da vida sindical ao mesmo tempo em que disputavam reconhecimento, autoridade e espaços de atuação.
-
Mostrar Abstract
-
This study analyzes the experiences of organization and activism of the teaching body of Amapá between 1952 and 1999, following the transformations, continuities and disputes that marked its trajectory from the Associação dos Professores do Amapá (APA) to the constitution and performance of the Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá (Sinsepeap). It seeks to understand how men and women built forms of collective organization in different conjunctures, considering the changes experienced by the teaching body itself, its demands, strategies of struggle and the relations established with public authorities and with other workers' organizations. The research articulates the categories of class and gender, drawing above all on the contributions of E. P. Thompson, Marcel van der Linden and Joan Scott, in order to understand both the making of the teaching body as a collectivity and the power relations established between men and women in their spaces of activism. Methodologically, it mobilizes minutes of the APA and of the Sinsepeap, local newspapers and interviews with subjects who took part in these experiences. The results show that the collective organization of the teaching body of Amapá preceded its unionization, having been constituted since the associative experience begun in 1952 and taking on different forms throughout the conjunctures faced by the category. The transformation of the APA into a union, in 1989, represented an inflection in this path, broadening the possibilities of action of workers who, during the 1990s, led strikes, work stoppages, negotiations and other forms of mobilization in defense of wages, rights, working conditions and public education, in a context marked by the advance of neoliberal logic. The analysis also shows that the significant female presence in the historical constitution of the teaching body and of its forms of organization did not eliminate gender hierarchies in its spaces of activism, especially within the Sinsepeap, where women actively participated in union life while disputing recognition, authority and spaces of action.
|
|