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RAQUELLYNE BAIA MACHADO
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INVESTIGAÇÃO DE CONTAMINANTES INORGÂNICOS E AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE EM Danio rerio COM ÁGUAS PROVENIENTES DA FOZ DO RIO AMAZONAS (AMAZÔNIA ORIENTAL)
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Orientador : ALEXANDRO CEZAR FLORENTINO
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MEMBROS DA BANCA :
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ALEX BRUNO LOBATO RODRIGUES
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ALEXANDRO CEZAR FLORENTINO
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JOEL ESTEVÃO DE MELO DINIZ
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JÉSSICA CAROLINE EVANGELISTA VILHENA
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KARINA CARDOSO VALVERDE
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Data: 30/08/2024
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Tendo em vista que a poluição nas águas é uma problemática global, principalmente a poluição nas águas doces, é importante investigar quais são os fatores de poluição, bem como a identificação desses poluentes. O rio Amazonas é o segundo rio maior do mundo, possui uma grande biodiversidade aquática, serve de rotas para embarcações (pequenas, médias e grandes) locais e internacionais. O sustento para as comunidades tradicionais e a população que vive ao redor do rio Amazonas vem do próprio rio, como o pescado e água para beber. O Presente trabalho tem como objetivo investigar a presença de contaminantes inorgânicos na água da foz do rio Amazonas, e avaliar a qualidade da água utilizando índices ambientais e risco para a saúde humana. Além disso, avaliar os potenciais efeitos adversos causados por contaminantes inorgânicos para a biota aquática e saúde humana a partir de ensaios de genotoxicidade utilizando Danio rerio. Tal objetivo se justifica pela interferência humana nos recursos hídricos amazônicos através do despejo incorreto do esgoto, atividades de mineração, lixiviação, descarte do lixo doméstico e industrial e outras atividades antropogênicas, quepodem ocasionar contaminações causadas principalmente por contaminantes inorgânicos. Diante desse contexto através da presença desses contaminantes na ingestão da água, contato dérmico e da alimentação pode causar danos para a saúde humana e para a biota aquática e se a variação da maré (baixa e alta) pode influenciar nos níveis de contaminantes inorgânicos. Para tanto, foi adotada uma abordagem metodológica como a identificação desses contaminantes com variação das marés, índices de risco para saúde do meio ambiente; índices de risco para a saúde humana e ensaio genotóxico com Danio rerio. Os resultados obtidos revelam que nas águas da foz do rio Amazonas tem a presença de contaminantes inorgânicos como cádmio, cobre, ferro e chumbo, e que em alguns pontos amostrais acabam variando de acordo com a maré; e que as águas apresentam riscos carcinogênicos pela via dérmica e efeitos genotóxicos. Conclui-se que os resultados encontrados exigem atenção contínua e ações para mitigar a poluição e proteger a saúde das populações locais que vivem ao longo do rio e usufruem da água para sua subsistência, assim como monitorar sempre que possível os níveis desses contaminantes.
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FRANCISCO DANIEL SOARES
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PERFURAÇÃO PETROLÍFERA NA COSTA DO AMAPÁ: O CASO DO BLOCO FZA-M-59 E O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
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Orientador : DAGUINETE MARIA CHAVES BRITO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCIA APARECIDA DA SILVA PIMENTEL
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DAGUINETE MARIA CHAVES BRITO
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HELENILZA FERREIRA ALBUQUERQUE CUNHA
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TERESA CRISTINA ALBUQUERQUE DE CASTRO DIAS
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Data: 16/10/2024
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A implantação de atividades como as de exploração e produção de petróleo e gás natural geram vários debates quando submetidos aos processos de licenciamento ambiental, tendo em vista que são atividades com potencial de causar grandes desastres ambientais em casos de ocorrências de derramamentos de óleo. Tais debates públicos puderam ser constatados no âmbito do processo de licenciamento do Bloco FZA-MA-59, onde a Petrobras pretende realizar pesquisas petrolíferas na região da costa do Amapá. Esta pesquisa buscou identificar e demonstrar as principais dificuldades que a estatal brasileira tem enfrentado para conseguir licenciar o seu projeto de perfuração marítima naquela região, além de expor questões relacionadas a participação popular em tal processo. A metodologia de investigação utilizada foi a de caráter exploratória, contando com levantamentos bibliográfico e documental. Ficou evidenciado que o Brasil possui uma ampla legislação ambiental - geral e específica - que deve ser aplicada quando do licenciamento de atividades petrolíferas. Foi relatado alguns dos principais impactos socioambientais que podem ser ocasionados pela indústria de petróleo e gás quando da ocorrência de incidentes por vazamentos, principalmente em áreas marinhas. Constatou-se que o processo de licenciamento do Bloco FZA-M-59 começou em 2013, tendo ocorrido em 2023 a negativa da Licença de Operação por parte do órgão licenciador à Petrobras. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) apontou em Pareceres Técnicos diversas inconsistências nos estudos ambientais do empreendedor, ficando demonstrado as dificuldades que a Petrobras tem enfrentado para licenciar a perfuração no Bloco FZA-M-59. Tais dificuldades enfrentadas pela estatal para conseguir licenciar a atividade de perfuração na costa do Amapá são aquelas relacionadas: a modelagem numérica de dispersão de óleo; ao Projeto de Comunicação Social; ao Plano de Emergência Individual; ao Plano de Proteção à Fauna; e, a ausência de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar. Com relação a participação popular no processo de licenciamento da atividade, verificou-se que houve a garantia de tal direito mediante a realização de reuniões setoriais e de Audiências Públicas.
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The implementation of activities such as oil and natural gas exploration and production generates numerous debates when subjected to environmental licensing processes, given their potential to cause significant environmental disasters in the event of oil spills. Such public discussions have been observed in the context of the licensing process for Block FZA-M-59, where Petrobras intends to conduct oil exploration in the Amapá coastal region. This research aimed to identify and demonstrate the main challenges faced by the Brazilian state-owned company in obtaining licenses for its offshore drilling project in that area, as well as to address issues related to public participation in the process. The investigative methodology used was exploratory, involving bibliographic and documentary surveys. It became evident that Brazil has extensive environmental legislation—both general and specific—that must be applied when licensing oil-related activities. Several of the main socio-environmental impacts that can arise from the oil and gas industry in the event of spills, particularly in marine areas, were reported. It was found that the licensing process for Block FZA-M-59 began in 2013, and in 2023, the licensing authority denied Petrobras the Operating License. The Brazilian Institute of Environment and Renewable Natural Resources (IBAMA) identified various inconsistencies in the environmental studies conducted by the company in its Technical Opinions, highlighting the challenges Petrobras faces in obtaining the license for drilling in Block FZA-M-59. The difficulties encountered by the state-owned company in securing the drilling license off the coast of Amapá are related to: numerical modeling of oil dispersion; the Social Communication Project; the Individual Emergency Plan; the Wildlife Protection Plan; and the lack of Environmental Assessment for the Sedimentary Area. Regarding public participation in the licensing process, it was confirmed that this right was ensured through the holding of sectoral meetings and Public Hearings.
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CAMILA GAMA PINHEIRO
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Influência da estrutura da vegetação e da paisagem sobre a composição e diversidade de pequenos mamíferos não-voadores em plantações de eucalipto, savana e manchas florestais na Amazônia Oriental
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Orientador : RENATO RICHARD HILARIO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CRISTINA MENDES DE OLIVEIRA
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Ana Paula Carmignotto
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CLAUDIA REGINA DA SILVA
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RENATO RICHARD HILARIO
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THIAGO BERNARDI VIEIRA
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Data: 19/12/2024
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A Amazônia é amplamente reconhecida pela sua diversidade biológica e presença de distintos tipos de vegetação, como florestas ombrófilas de terra firme, florestas inundáveis de várzea e igapó, além de ecossistemas mais abertos, como campinaranas e savanas amazônicas. No entanto, essa região enfrenta severas ameaças antrópicas, especialmente pela conversão de habitats naturais em áreas agrícolas e pastagens, resultando no declínio da biodiversidade. As savanas amazônicas, caracterizadas por sua alta heterogeneidade ecológica, estão entre os ecossistemas mais ameaçados. No estado do Amapá, um dos territórios mais preservados da Amazônia Brasileira, as savanas ocupam mais de 7% de sua área total, mas aproximadamente 160.000 hectares já foram convertidos em plantações de eucalipto. Essas plantações podem impactar as comunidades de vertebrados de maneiras variadas, sendo neutras ou até benéficas para algumas espécies. Entre os grupos mais sensíveis a essas mudanças estão os pequenos mamíferos não-voadores, que respondem às alterações na paisagem devido à sua diversidade comportamental, tornando-os indicadores ideais para investigar os efeitos ecológicos dessas transformações.Com base nisso, o objetivo desse estudo é conhecer a influência da estrutura da vegetação e da paisagem sobre a composição, abundância e diversidade de pequenos mamíferos não-voadores em uma paisagem com plantações de eucalipto, savanas e florestas na região central do estado do Amapá, na Amazônia Oriental.Para isso, foram realizadas coletas de pequenos mamíferos não-voadores utilizando armadilhas do tipo de contenção viva (Sherman e gaiola) e armadilhas de interceptação e queda (pitfall), distribuídas em 50 transectos dispostos de maneira aleatória nas fitofisionomias estudadas (plantios de eucalipto, savana e florestas). Para analisar a influência da estrutura da vegetação, foram avaliadas as seguintes variáveis: cobertura do dossel (%), densidade do sub-bosque (%), cobertura e altura de serrapilheira (%). Para avaliar o efeito da configuração da paisagem avaliamos sete variáveis de paisagem: 1) proporção dos ambientes em buffer de 200 m ao entorno do transecto, 2) área da mancha do ambiente no qual o transecto está localizado (ha); 3) quantidade de borda dentro do buffer (m), 4) quantidade de estradas dentro do buffer (m), 5) menor distância até manchas de floresta (m), 6) menor distância até áreas de savana (m) e 7) menor para água (m). Para respondermos se existe diferença na riqueza e abundância de pequenos mamíferos não-voadores nas diferentes paisagens e estruturas da vegetação, utilizamos Modelos Lineares Generalizados (GLM), e para conhecer a importância dos fatores ambientais na composição de espécies utilizamos a Análise de Redundância Baseada em Distância (dbRDA). Para a análise de diversidade beta e suas partições de diferença de riqueza e substituição de espécies foram extraídas da matriz de dissimilaridade de Jaccard a contribuição local de cada ponto (LCBD). Já para testar a influência das variáveis ambientais sobre a contribuição local para a diversidade beta e suas partições, utilizamos modelos lineares generalizados (GLM). Todas as análises foram realizadas através do software R. Aqui registramos 170 indivíduos de pequenos mamíferos distribuídos em 20 espécies. A maior abundância registrada foi para a floresta seguida dos plantios de eucalipto e savana. As variáveis ambientais influenciaram a abundância e riqueza de roedores e marsupiais. Os marsupiais tiveram sua abundância relacionada positivamente com a densidade do sub-bosque e a distância para savana, enquanto foi negativamente relacionada à proporção de savana dentro do buffer e distância d’água. A riqueza e abundância dos roedores foram positivamente relacionadas às florestas e negativamente à savana. Particionamos os componentes da diversidade beta e esta foi mais impulsionada pela substituição de espécies, ou seja, pela troca de espécies entre os locais, em vez da diferença no número total de espécies presentes em cada local. Avaliando os preditores a maioria mostrou um efeito de aceleração na diversidade beta com diferenças crescentes entre os pontos. A diversidade de pequenos mamíferos em ambientes amazônicos foi fortemente influenciada pela heterogeneidade do habitat, sendo este um fator determinante a moldar a comunidade de pequenos mamíferos não-voadores em uma determinada área. Os plantios de eucalipto contendo a presença de sub-bosque e a vegetação nativa circundante de savana e floresta podem manter parte da diversidade local. As savanas apesar da menor diversidade, quando comparadas às outras fitofisionomias, mostraram comunidades mais equilibradas e com espécies mais especializadas a esses habitats. A heterogeneidade espacial da paisagem, em termos de composição e arranjo dos habitats, molda as dinâmicas de comunidades, influenciando diretamente as taxas de substituição, ocupação e permanência de espécies. Manter a existência de áreas com características diferentes na mesma paisagem permite a ocupação por um número maior de espécies com diferentes requisitos ecológicos.
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The Amazon is widely recognized for its biological diversity and the presence of distinct vegetation types, such as terra firme rainforests, seasonally flooded várzea and igapó forests, as well as more open ecosystems like campinaranas and Amazonian savannas. However, this region faces severe anthropogenic threats, particularly the conversion of natural habitats into agricultural areas and pastures, resulting in biodiversity decline. Among the most threatened ecosystems are the Amazonian savannas, characterized by their high ecological heterogeneity.In the state of Amapá, one of the most preserved territories in the Brazilian Amazon, savannas occupy over 7% of its total area, but approximately 160,000 hectares have already been converted into eucalyptus plantations. These plantations can impact vertebrate communities in various ways, being neutral or even beneficial for some species. Among the groups most sensitive to these changes are non-flying small mammals, which respond to landscape alterations due to their diverse behaviors, making them ideal indicators for investigating the ecological effects of these transformations.he objective of this study is to understand the influence of vegetation and landscape structure on the composition, abundance, and diversity of non-flying small mammals in a landscape comprising eucalyptus plantations, savannas, and forests in the central region of Amapá, Eastern Amazon.To achieve this, field sampling of non-flying small mammals was conducted using live-capture traps (Sherman and cage traps) and pitfall traps, distributed across 50 randomly placed transects within the studied phytophysiognomies (eucalyptus plantations, savanna, and forests). To analyze the influence of vegetation structure, the following variables were assessed: canopy cover (%), understory density (%), litter cover, and height (%). To evaluate the effects of landscape configuration, we examined seven landscape variables:Proportion of habitats within a 200 m buffer around the transect, Area of the patch where the transect was located (ha),Amount of edge within the buffer (m),Amount of roads within the buffer (m),Nearest distance to forest patches (m),Nearest distance to savanna patches (m),Nearest distance to water (m).To determine whether there were differences in the richness and abundance of non-flying small mammals across different landscapes and vegetation structures, Generalized Linear Models (GLMs) were used. To explore the importance of environmental factors in species composition, Distance-based Redundancy Analysis (dbRDA) was applied. For beta diversity analysis, its components of richness difference and species replacement were partitioned using Jaccard dissimilarity matrices to calculate the Local Contribution to Beta Diversity (LCBD). To test the influence of environmental variables on local contributions to beta diversity and its partitions, GLMs were applied. All analyses were conducted using R software.Results revealed 170 individuals of non-flying small mammals distributed across 20 species. The highest abundance was recorded in forests, followed by eucalyptus plantations and savanna. Environmental variables influenced the abundance and richness of rodents and marsupials. Marsupial abundance was positively related to understory density and distance to savanna but negatively related to the proportion of savanna within the buffer and distance to water. Rodent richness and abundance were positively associated with forests and negatively with savanna.Beta diversity was mainly driven by species replacement, indicating species turnover between locations rather than differences in the total species numbers per site. Most predictors showed an accelerating effect on beta diversity, increasing differences between sampling points. The diversity of small mammals in Amazonian environments was strongly influenced by habitat heterogeneity, which was a key factor shaping non-flying small mammal communities in a given area. Eucalyptus plantations with understory vegetation and surrounding native savanna and forest vegetation can sustain part of the local diversity.While savannas exhibited lower diversity compared to other phytophysiognomies, they harbored more balanced communities with species specialized in these habitats. The spatial heterogeneity of the landscape, in terms of habitat composition and arrangement, shapes community dynamics, directly influencing species turnover, occupancy, and persistence rates. Maintaining areas with different characteristics within the same landscape allows for the coexistence of a greater number of species with varying ecological requirements.
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